Crítica | A Cor Púrpura

Uma nova “A Cor Púrpura”

Antes de começarmos a falar do filme, é importante você saber que “A Cor Púrpura” é a nova adaptação para as telonas de uma obra literária de mesmo nome.

“A Cor Púrpura” é um romance escrito por Alice Walker, publicado em 1982. A história se passa na primeira metade do século XX e é narrada principalmente através de cartas trocadas entre as personagens principais. A obra retrata a vida difícil e as lutas de Celie, uma mulher negra do sul dos Estados Unidos, desde sua infância até a idade adulta.

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Celie enfrenta abuso físico e emocional por parte do pai e do marido, além de lidar com questões de identidade, autoestima e sexualidade. Ao longo do romance, ela encontra apoio e força em outras mulheres, como sua amiga Shug Avery. A história aborda temas como racismo, sexismo, violência doméstica, amor e resiliência. “A Cor Púrpura” é aclamado pela crítica e ganhou o Prêmio Pulitzer de Ficção em 1983, além de ser adaptado para o cinema por Steven Spielberg em 1985.

Dito isso, essa nova abordagem tem como missão trazer essa obra para um novo público, em especial aqueles que não leram os livro, ao mesmo tempo que traz a trama fielmente para os já fãs da obra original.

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História, música, música e história

A linha narrativa escolhida pelo diretor Blitz Bazawule, foi de introduzir musicais na trama, para mostrar o sentimento dos personagens através das peças musicais. Entretanto, essa escolha creio que não tenha acrescentado de forma boa, pois mesmo que eles sejam muito bem feitos e coreografados, eles acontecem em momentos abruptos, ou seja, está acontecendo uma cena importante e do nada começa um musical, o que de fato pode tirar a imersão do telespectador no filme.

E sobre isso ainda, mesmo que seja bons em alguns momentos, as partes musicais são muitas durante o filme, o que torna elas enjoativas depois de algumas sequência, como base de comparação podemos pegar la la land que sabe majestralmente usar seus musicais para ampliar a ligação entre Seb e Mia, sendo um complemento muito bem vindo a trama.

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Sendo assim, o musical tenta dar mais camadas aos personagens, mas pelo exagero do seu uso, acaba tornando a trama pausada e em alguns momentos desinteressante, mesmo que a história do material base seja incrível e de um poder poucas vezes visto.

Uma história PODEROSA

A trama do filme, assim como no material base, tenha diversas nuances a serem abordadas, como racismo, violência e sexualidade. E isso no filme é até certo ponto bem explorado, mesmo que não tenha o mesmo impacto do livro o que é compreensivo tendo em vista o tempo que o filme tem que ter, e as diversas páginas que ele tem no livro.

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Ele consegue abordar de uma forma boa esses assuntos, e algumas vezes até graficamente, de forma ao espectador se colocar na pele dos personagens em cada situação na qual eles estão inseridos na trama. E isso é potencializado do meio para o final do filme, onde a história toma um rumo mais acelerado para apresentar tudo antes de finalizar.

Conclusão

A Cor Púrpura (2024) tentou trazer de volta a magnifica história do material original novamente aos cinemas, entretanto, devido a algumas escolhas de direção, a obra acaba sendo mediana em alguns pontos e bons em outros, mas nunca atingindo um auge que ela poderia atingir.

Então, para aqueles que gostam da obra original, é uma boa pedida, mas para o público geral, acredito que o filme pode parecer “arrastado” demais e com muitas peças musicais no meio dele. O filme chega aos cinema no dia 8 de Fevereiro.

a cor purpura

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