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Análise | A Plague Tale: Innocence

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A Plague Tale: Innocence é um jogo desenvolvido pelo Asobo Studio, publicado pela Focus Home Interactive, que traz uma história bastante envolvente, mas que possui altos e baixos durante o seu desenvolvimento. É ambientado na da Idade Média, especificamente no Século XIV, quando ocorreu a catastrófica epidemia da Peste Negra, que causou milhões de mortes por toda a Europa.

A campanha principal dura aproximadamente 15 horas, e caso tenha interesse em explorar o cenário em busca dos colecionáveis deve durar cerca de 20 a 25 horas de gameplay.

História

Você vai assumir o papel da jovem nobre Amicia e seu irmão caçula Hugo. Em meio a uma sociedade devastada, terão que aprender a viver juntos, passando por terríveis ameaças durante uma longa e perigosa jornada em busca de respostas para a cura da doença do menino.

Amicia viveu boa parte de sua vida longe do irmão, para não se contagiar com o que ele poderia possuir de grave, e sua família sempre teve um cuidado muito grande pela saúde e vida de seus novos paradeiros, que viviam um momento conturbado por causa das pressões da Inquisição e da praga que dominava naquele período.

O jogo começa quando a Família dos nobres protagonistas recebe ataques dos cavaleiros da Inquisição e invadem o Castelo da Família De Rune, ocasionando algumas tragédias que fizeram com que Amicia protegesse seu irmão, a pedido de sua mãe Beatrice para que eles possam sobreviver, e a partir daí, ambos terão que aprender a lidar com situações talvez nunca vividas ou vistas anteriormente.

Jogabilidade

Talvez um dos pontos mais fracos do jogo, a jogabilidade deixa a desejar! Isso porque é muito automática em muitas situações, principalmente ao mirar em algum alvo ou objetivo, ou até mesmo ao prosseguir em determinada ação de uma missão principal. A movimentação dos personagens jogáveis é controlada devido ao momento e situação encontrada em certas ocasiões, ou seja, já é tudo programado e feito para seguir de uma determinada maneira, como por exemplo: ao segurar uma tocha ou então ao carregar o seu irmão “Hugo” nos braços você não tem a possibilidade de correr, apenas em casos específicos de missões de fuga.

Muitas vezes temos a impressão de estar jogando um game de gerações passadas, talvez a limitação em sua jogabilidade tenha se dado pela falta de maiores investimentos da pequena equipe de desenvolvimento da Asobo Studio.

Gráficos

Os gráficos são bem bonitos de acordo com a época em que se passa, dando um pouco da ideia de uma imagem antiga de séculos passados, o que torna a experiência do jogador ainda mais real com a situação vivida pela história dos personagens do jogo.

Cada textura detalhada em cada parte do vilarejo ou castelos visitados durante a sua jornada no jogo é encantador, principalmente quando você consegue achar e explorar um pouco do que o cenário te oferece e encontrar flores, itens e alguns dos colecionáveis presentes. Mas é lógico que comparando-se a gráficos de grandes jogos AAA como alguns dos últimos lançamentos, o gráfico fica abaixo do que já vimos em outros títulos, mas não podemos deixar de reconhecer sua beleza e um carinho feito em cada paisagem vista.

Sonoplastia

Os áudios são bons, tanto da ambientação, quanto da trilha sonora, até mesmo quando na dublagem original, tudo é muito bem feito e se encaixa com a temática e época na qual a história se passa, dando uma imersão muito grande dentre tudo o que está acontecendo, principalmente quando você começar a escutar barulho de ratos agrupados aproximando-se de você ou daquela área. A sonoplastia e sem dúvidas é um dos pontos mais fortes do jogo!

Pontos Positivos

História: Apesar de falhar em alguns momentos, a história sem dúvidas é um dos pontos mais fortes do jogo, principalmente por conda do bom desenvolvimento de sua narrativa.

Trilha Sonora: Muito boa, excelente trilha sonora feita pela Asobo Studio, tanto em momentos de perigo, como também na parte de exploração do jogo.

Sistema de Stealth: Em algumas missões da história, você terá que ser extremamente cauteloso para passar, e a mecânica de furtividade e muito interessante e divertida.

Mecânica da Luz: Busque sempre luz para progredir, para que possa evitar os ataques dos ratos, isso foi uma excelente mecânica de jogo.

Pontos Negativos

Jogabilidade: Travada, e muito ultrapassada, além de limitar o jogador a todo momento do início ao fim do jogo, tornando muitas vezes automática demais.

Progressão do Jogo: Extremamente limitada ao jogador ter que seguir aquele determinado percurso destinado, sem poder explorar de uma maior região.

Inteligência Artificial: Os inimigos encontrados são extremamente irracionais, é muito fácil escapar deles, e até mesmo para perder você de vista ou não conseguir te escutar quando se aproxima, você provavelmente não passará por quaisquer transtornos ou dificuldades.

Conclusão

Se você curte games baseados em fatos históricos, com certeza aprenderá muito com este jogo, que traz uma ótima narrativa, envolvendo muitos assuntos polêmicos como até mesmo religião, crenças, magia e muito mais.

A Plague Tale: Innocence possui uma campanha principal divertida, porém limitada, recomendo joga-lo quando estiver mais barato, pois apesar de ser um bom jogo, vamos encontrar muitos problemas durante horas de gameplay.

“Uma copia de Observation foi gentilmente cedida pela Focus Home Interactive

Publicado em 26 de maio de 2019 às 23:06h.
2019-05-26 23:06:33