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Análise | Ape Out

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Quão divertido, viciante e desafiador um beat ’ em up pode ser? A resposta é simples, MUITO! Muito mesmo! Não é a toa que, desde a popularização inicial do gênero entre os anos 80-90, novos títulos continuam sendo lançados anos a pós ano, com especial intensidade no mercado de jogos indies. E pelos deuses, alguns deles ainda conseguem nos surpreender ao utilizar essa mecânica de jogo simples (para alguns, há muito datada) para criar jogos incrivelmente divertidos, que conseguem trazer alguma nostalgia aos jogadores mais velhos, e mesmo assim inovar em diversos aspectos do gameplay, e esse é o caso de recém lançado Ape Out.

Desenvolvido por Gabe Cuzzillo, com trilhas sonoras de Matt Boch e arte de Bennett Foddy, e distribuído para Nintendo Switch e PC pela Devolver Digital, Ape Out é um dos beat’ em up mais satisfatoriamente frenéticos que já passaram por minhas mãos.

Definitivamente, frenético é a palavra para definir esse título!

CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ

Incorporando um gorila aprisionado em um laboratório, você precisará trilhar seu caminho ao longo dos corredores de um edifício em busca de liberdade. Mas as coisas não serão tão simples quanto parecem, este edifício estará abarrotado de seguranças armados com um único objetivo: impedir a sua fuga te enchendo de balas!

Comandando o gorila endiabrado, você poderá andar, correr, agarrar os inimigos e/ou elementos do cenário usando-os como escudos, além de arremessá-los em qualquer direção, e quando eles se chocam uns com os outros ou nas paredes (he he he) BUM! Braços, Pernas e cabeças vão voar em meio a uma enxurrada de sangue. O avanço do jogo é essencialmente linear, e você precisará percorres corredores labirínticos esmagando os seguranças armados ou arremessando-os pela janela até chegar ao final do nível, que te levará para o próximo andar, ou fase. Traçar o melhor caminho até o final do cenário labiríntico vai exigir a tomada de decisões rápidas, que muitas vezes são uma verdadeira loteria, você pode se deparar com um corredor vazio, ou com uma sala abarrotada de inimigos com as armas apontadas e prontas para atirar.

E por falar em inimigos, a única distinção relevante entre eles são os tipos de armas utilizados, que poderão ser desde pistolas, rifles, metralhadores até escopetas, lança granadas, bombas e rifles de precisão. Em alguns cenários você passará por longas janelas de vidro sob a mira de snipers, e além de evitar os tiros que vem de lá, terá que lidar com o exército de inimigos que estará te caçando.

MACACOS ME MORDAM!

Ape Out tem um aspecto visual minimalista, com uma câmera isométrica, e após concluir a primeira parte do jogo, perceberá que toda a ambientação gráfica e os conceitos de arte ocorrem porque você esta sendo filmado pelas câmeras de segurança do edifício. E ao longo da sua fuga desenfreada e sanguinária, existe alguns acontecimentos de uma história externa que vão deixar tudo ainda mais interessante e adicionar novos obstáculos à sua fuga.

A trilha sonora, assim como os cenários, são criados proceduralmente. No caso das músicas,  são excelentes, conseguindo manter o gameplay sempre no mais alto nível de adrenalina e diversão, já a criação procedural dos cenários é insuficiente, e após algum tempo de jogo, é perceptível que não há nenhuma mudança relevantes entre eles, o que pode tornar o jogo repetitivo para alguns. Porém isso é amenizado pela ocorrência de cenários onde as luzes externas são desligadas, e você só conseguirá enxergar a lanterna dos inimigos.

VALE A PENA JOGAR?

Ape Out é um beat’ em up bastante original, com um conceito de arte excelente, jogabilidade simples e bem polida que consegue manter um ritmo de jogo alucinante do início ao fim, além de uma trilha sonora hipnotizante que vai te manter em um clima de empolgação constante. Se você curte o gênero, essa é uma boa pedida.

“Uma copia de Ape Out foi cedida à Manual dos Games pela Devolver Digital

Publicado em 16 de março de 2019 às 20:05h.
2019-03-16 20:05:35