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Análise | Call of Duty: Modern Warfare

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Vai ano e vem ano e as certezas da vida continuam: teremos um novo COD. E este ano o Call of Duty veio cheio de novidades, mais do que o normal. Desenvolvido pela Infinity Ward, o Call of Duty: Modern Warfare é um reboot da série Modern Warfare e traz os personagens icônicos da série de volta, mas numa nova história.

Com o reboot da série, o Modern Warfare volta aos seus dias de glória. O jogo deste ano vem com o multiplayer conhecido da série, com novidades claro, a volta do modo história e os Spec Ops, ou operações especiais, que são uma continuação da história e podem ser jogados em coop com outros amigos.

Nesta análise vou dividir o COD deste ano em algumas partes: Multiplayer, Spec Ops e Campanha (além de coisas como gameplay aúdio e etc.). Claro, o multiplayer e spec ops se unem, onde você sobe de ranking e melhora suas armas, mas isso será falado também.

A volta triunfal da campanha de Modern Warfare

Finalmente, depois do jogo do ano passado, o Black Ops 4, temos a volta do modo campanha no Call of Duty. O game deste ano, por ser um reboot, reinicia a história que vimos nos três primeiros jogos e cria uma nova linha do tempo com os mesmos personagens.

Temos a volta de Price, Nikolai, Gaz, Soap, Ghost (meu favorito aliás), Shepherd, Kamarov e outros. Não vou dar spoilers aqui, mas Price aparece de forma triunfal e a ajuda dele e de sua equipe é importante para você na história.

Na hitória você joga como dois personagens: com o sargento do Serviço Aéreo Especial Kyle Garrick e Alex, um agente da CIA com um passado misterioso. Você joga como eles buscar respostas depois que um ataque terrorista em Londres.

Você passa da Europa e Oriente Médio em missões para pegar inimigos e buscar armas nucleares. Algumas missões me colocaram frente a frente com um ataque terrorista em uma grande cidade. Em outras partes você observa crimes de guerra e outras atrocidades horríveis.

A campanha é intensa e insana. Eu demorei quase 6 horas para terminar a história e um resumo dela para mim seria a conhecida No Russian. Pegue a tensão desta missão do Modern Warfare 2 e espalhe ela por uma campanha inteira.

Como a  Infinity Ward falou, a campanha ia ser pesada e é o que eu vi. Claro, tem coisas complicadas de se falar e comentar, mas ela é boa e mostra uma guerra fictícia e todas as suas barbaries.

PS: a missão com Sniper é uma das melhores 🙂

A campanha (e o multiplyer) continua nos Spec Ops

Modern Warfare chega e traz de volta os Spec Ops, ou operações especiais. Elas estavam nos 3 primeiros Modern Warfares, mas eram de maneiras diferentes. Este ano, ele meio que substitui o modo zombies, já que a franquia da Infinity Ward é mais focada no realismo.

As missões especiais no COD deste ano são focadas em continuar a história do modo campanha e no modo cooperativo. Nele joguei com pessoas aleatórias e com alguns amigos. O matchmaking não é bom e eu cai sempre com gringos e com ping alto.

O Spec Ops tem agora 4 missões especiais mas antes de jogar ele, jogue a históia, pois, como disse antes, os eventos que ocorreram na campanha continuam no Spec  Ops.

Além disso, este modo propõe um sistema de classes em que os jogadores terão que escolher sua especialidade, o que possibilita a obtenção de uma capacidade específica que permita impulsionar a equipe. Você e sua equipe terão que ser equilibrados em escolher uma especialidade. Alguns defensivos e outros ofensivos.

Multiplayer massivo e de qualidade

O que é conhecido por todos e o que a maioria espera jogar em todo o Call of Duty é o multiplayer, o modo mais focado e jogado da franquia.

E esse ano, meus amigos, quanta coisa que temos. O Modern Warfare tem modos clássicos como o 6v6 e novos como o Ground War de 64 jogadores que trazem novas possibilidades e diversas novidades para o multiplayer do COD.

O Ground War é uma tentativa de pegar as melhores partes da série Battlefield e colocar da maneira COD. Mapas enormes, com alguns veículos espalhados perto das principais áreas de spawn. As equipes garantem pontos objetivos na tentativa de dominar o mapa ou ganhar pontos suficientes para vencer.

Os mapas maiores significam que a segmentação típica do estilo hitscan não funciona realmente. As balas precisam ter tempo de viagem, especialmente a longa distância, como acontece em Battlefield. A solução parece ter como padrão o hitscan quando estiver próximo e oferecer tempo de viagem e queda de bala em extensões maiores. O grau em que isso afeta as coisas depende principalmente do seu estilo de jogo, mas no geral é um mecanismo um pouco mais fácil de entender.

Do outro lado, para quem gosta de mapas menores e menos jogadores, temos o Gunfight, outra novidade para o jogo deste ano. Ele é basicamente é uma partida 2v2 em um mapa que facilita a ação rápida. No modo padrão, os jogadores aparecem com armas e equipamentos pré-selecionados. Também não há respawns, então cada vida é fundamental.

O Multiplayer é, como sempre, de qualidade e neste ano, cheio de variedade para todos os gostos. O modo ground War tem apenas 2 mapas, os modos padrão (TDM, etc) tem 10, modo realismo 4 e modo gunfight 7 mapas no total. Claro, esses números vão subir pois os mapas que virão serão gratuitos para todos.

Altos e baixos

Bem, falei dos modos de jogo e como eles são e o que vi. Agora vamos pontuar o bom e o ruim de todo isso, começando pelo que temos de bom.

A primeira que falei antes é sem dúvida a história, que é epica e muito boa, vale a pena experimentar, mas ela é curta, de apenas 6 horas de duração.

Diversidade de modos e mapas é outra coisa a se pontuar. O jogo tem diversos mapas e modos de jogo que se encaixam em cada modo. Mapas grandes para Ground War temos poucos, mas logo deve aumentar a lista.

O crossplay e o cros save são fantásticos e devem ser padrão para todos o jogos. Eles abrem um leque gigante de oportunidades para todos os jogadores em todas as plataformas.

O matchmaking foi um problema grande para mim, tanto no multiplayer quanto no Spec Ops, espero que melhore isso logo. Outro ponto não muito bom são os mapas. Claro, eles mudaram, não são mais os 3 lanes padrão, mas eles precisariam ser melhores (a volta dos clássicos dos Modern Warfare 1, 2 e 3 estaria bom).

Vale a pena? Sim, tem uma história bacana, diversos modos multiplayer e um cooperativo divertido. Tem o crossplay que deixa mais fácil jogar com seus amigos não importando a plataforma.

Tem tudo que um fã de FPS quer e precisa.

Call of Duty: Modern Warfare foi analisado no PlayStation 4 com uma key enviada pela Activision.

Publicado em 28 de outubro de 2019 às 12:00h.
2019-10-28 12:00:49