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Análise | Control

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Anunciado na E3 de 2018 pela Remedy EntertainmentControl chega com uma publicidade tímida sem muito alarde, diferentemente do que a indústria dos games está acostumada. A Remedy focou seus esforços neste game, trazendo mecânicas que deram certas em seus grandes jogos Alan Wake, Max Payne e Quantum Break.  

Enredo 

No game controlamos a agente Jesse Faden, que está em um departamento de investigação procurando saber o que houve com seu irmão desaparecido dezessete anos atrás, Jesse acredita que este departamento tem envolvimento direto com o sumiço.  

Mas no momento me que a protagonista entra na agência, encontra o local dominado por uma força sobrenatural nomeada de Ruído, que em contato com as pessoas à possuem.  A história é melhor trabalhada com os documentos e arquivos de vídeo que os jogadores encontram ao longo de sua jornada, mostrando todos os experimentos feitos com este elemento sobrenatural, até a perda do controle da agência.

Em vários momentos Jesse quebra a quarta parede conversando com o jogador, nestes momentos a protagonista está enfrentando conflitos gerados por sua mente parcialmente ligada a entidade sobrenatural, ocasionando em alucinações e vozes sussurrando em seus pensamentos. 

O jogo propositalmente mantém lacunas na história quando a apresenta, para instigar o jogador a procurar e descobrir os reais motivos de tudo estar acontecendo, mas infelizmente estes fatos são apenas “informados” para os jogadores, onde muitas vezes criam mais dúvidas que não são respondidas. O que também incomoda é a simples aceitação de Jesse em muitos momentos, que acabam tirando o peso das escolhas envolvendo a história do jogo.

 

Ação 

O combate encontrado em Control é muito dinâmico, forçando o jogador se manter sempre em movimento para derrotar seus inimigos, utilizando sua arma de fogo e seus poderes sobrenaturais, que se alternam em, atirar objetos com telecinesia, erguer rochas e utiliza-las como escudo e levitar, bem ao estilo de Mr. Robot e Stranger Things. Por mais que Control tenha um combate muito divertido e dinâmico, a variedade de inimigos não é muito grande, acarretando em batalhas repetitivas.

Um ponto que vale ressaltar é a mecânica de munição presente na arma, onde o jogador não precisa procurar balas pelo cenário, a proposta oferecida é uma espécie de recarga automática, já que a arma também tem ligações sobrenaturais com o Ruído, se souber intercalar entre a arma de fogo e os poderes sobrenaturais, dificilmente Jesse vai ficar sem munição. 

 

A arma nos acompanhada por toda a jornada, como é uma arma sobrenatural a mesma tem diversas mudanças que são desbloqueadas durante a gameplay, passando por pistola, metralhadorashotgun, lança granada e muito mais. 

Os novos poderes são desbloqueados ao longo da história ao completar missões que envolvem itens do objeto de poder, estes itens são possuídos por uma presença sombria e para conquista-los temos que entrar na Planície Astral, uma dimensão paralela sobrenatural. 

 IA 

A inteligência artificial do game oferece um desafio à altura, com vários inimigos ao mesmo tempo que forçam o jogador a utilizar cover atrás dos objetos utilizando o cenário ao seu favor, mas em algumas vezes nos deparamos com inimigos “suicidas”, que independentemente da situação partem para cima do jogador com tudo, mesmo estando fora de seu raio de visão. 

Belos gráficos   

Os gráficos são belos, somados a uma direção de arte que escolhe muito bem as cores para expressar as situações em que a personagem se encontra, com paletas de cores mais sombrias com detalhes que se sobressaem como se fossem uma mancha de sangue em uma tela branca, o game consegue transmitir bem o clima sobrenatural que envolve a trama.  Em nossa jogatina testamos Control no Playstation 4, onde quedas de performances aconteceram em muitos momentos nas batalhas com muitos inimigos, tirando a imersão e gerando um certo desconforto.

Trilha 

A trilha sonora acompanha o visual do jogo com tons mais sombrios se adequando muito bem a no desenrolar da história no ambiente macabro do game, que são quebradas e substituídas por uma trilha mais frenética no estilo hard core em momentos de combate, trazendo uma imersão áudio visual bem elaborada. 

Vale a pena? 

O game chama muito a atenção pela sua jogabilidade e mecânicas que são muito bem-sucedidas quando misturadas ao elemento sobrenatural, sua história intrigante prende a atenção do jogador e o instiga a querer entender o que realmente aconteceu. Infelizmente, algumas batalhas se tornam repetitivas e as quedas de quadros acabam tirando a imersão imposta pela Remedy, mas nada que patches futuros corrigiam estas questões. Mesmo assim Control é uma ótima experiência criando uma identidade própria e tendo muitos acertos, se tornando recomendado para todos que gostam de um bom game. 

Control foi gentilmente cedido à Manual dos Games para análise pela 505 Games “

 

Publicado em 9 de setembro de 2019 às 08:40h.
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