Análise | Crash Bandicoot 4: It’s About Time

Crash Bandicoot 4: It’s About Time nos mostrou que sim, já era hora de um novo Crash e que sim, a franquia ainda está viva. Utilizando-se da base dos jogos dos anos 90, novos elementos de gameplay e o comeback de antigos personagens, um novo ar é dado ao nosso tão querido Crash.

Produzido pela Toys For Bob, responsável por Spyro Reignited Trilogy, Crash 4 se passa logo após os acontecimentos de Warped (lá de 1998). Enfim uma boa saída para os títulos que não fizeram sucesso. Aliás, convenhamos, um jogo que tem a Carreta Furacão como campanha de marketing não precisa de mais nada.

História

Após 20 anos dos acontecimentos de Warped, N. Tropy, Uka Uka e Dr. Neo Cortex unem forças para criar fendas entre o espaço-tempo, para conquistar todo o multiverso. Entretanto, é claro que Crash, Coco e cia não poderiam deixar isso acontecer.

Aku Aku e os irmãos Bandicoot contam com a ajuda das 4 máscaras guardiãs do espaço-tempo, cada uma com seu elemento de gameplay diferente. Com a história se desenrolando ao longo das 43 fases principais.

Além das máscaras, o jogador dá as boas-vindas a antigos personagens da franquia: Tawna e Dingodile. Cada um com suas características de gameplay e personalidade, só deixando toda a história mais divertida e rica.

Tawna Crash Bandicoot 4

Gameplay hardcore

A princípio, para mim, Crash é um Darksouls colorido. Sendo mais dinâmico e difícil que seus antecessores, Crash 4 propõe desafios tanto para jogadores experientes de franquia quanto para novos fãs.

Temos as 4 máscaras quânticas únicas, Tawna e Dingodile, trilhos deslizantes, plataformas móveis e um pulo duplo novo safado. Mais detalhadamente, temos para as máscaras:

  • Lani-Loli: faz com que plataformas, itens e caixas apareçam e desapareçam;
  • Akano: dá a Crash um super-giro e a oportunidade de saltos mais altos;
  • Kupuna-Wa: faz o tempo passar mais devagar;
  • Ika-Ika: controla a gravidade, alternando-a;

Só com elas o jogador já vai ter horas para gastar com os desafios de plataformas únicos com as possibilidades que abrem nas fases. Desse modo, prepare a paciência e os reflexos.

Surpreendentemente mesmo assim Crash 4 não tem um gameplay carregado, com muita informação ao mesmo tempo ou fases confusas. Porque há um bom balanceamento entre o novo e o que deu certo no começo da franquia.

Modos alternativos

Não se preocupe com a durabilidade do jogo: apesar das 43 fases principais, há dois modos alternativos que aumentam esse número para mais de 100. Então você vai ter um bom tempo de vida útil em Crash Bandicoot 4: It’s About Time (isso além do multiplayer).

No modo N.Verted (que remete a inverted, invertido em inglês), você joga a mesma fase de trás para frente, te dando uma visão totalmente nova daquilo que vivenciou. Além dele, o jogador pode coletar fitas cassete de flashback, que desbloqueiam fases remetentes a época de criação e testes de Crash pelo Dr. Neo Cortex. Nesses, que eu considero os mais difíceis, você tem que passar pela fase inteira usando apenas as caixas para passagem, sem um chão abaixo.

Por fim, Crash 4 tem uma arquitetura multiplayer também: o modo Pass n’ Play, permitindo várias pessoas jogarem o single-player juntas e o Bandicoot Battle. Neste, quatro jogadores disputam pontos de controle dentro da fase, para chegar ao próximo checkpoint o mais rápido possível.

Conclusão

Para alguém que arrasava nos jogos do Crash lá no PlayStation 1, Crash Bandicoot 4: It’s About Time foi uma retomada excelente, apesar do gameplay desafiador até demais para alguns. O jogo proporciona o entretenimento de relembrar as técnicas e personagens dos antigos títulos e somar as novidades de gameplay e a nova história dos irmãos Bandicoot e companhia.

Quem sabe se Crash e Coco finalmente encontraram sua linha do tempo e seu curso na história para ficarem presentes de vez?

Análise Crash 4

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