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Análise | Darksiders Warmastered Edition (Nintendo Switch)

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A mais sangrenta guerra entre o céu e o inferno vai invadir a Terra em uma nova plataforma! É isso mesmo meus amigos, depois do lançamento inicial em 2010 para PC, Playstation 3 e Xbox 360, o conflito apocalíptico entre anjos e demônios chegou no último dia 02 de abril para o Nintendo Switch, com um excelente port da versão mais completa do primeiro jogo da franquia: Darksiders Warmastered Edition.

Desta vez distribuído pela THQ Nordic em um port muitíssimo bem feito e cheio de personalidade, que consegue manter a experiência de jogo no mais alto nível no portátil da Nintendo.

Afiem suas espadas e venham descobrir se essa versão “portátil” é uma boa adição para a sua coleção!

O PRIMEIRO CAVALEIRO DO APOCALIPSE

Se você morava em outro planeta em 2010, e não teve a oportunidade de jogar ou se quer ouvir falar dessa franquia, Darksiders trata-se de um jogo de ação e aventura com um sistema de combate em estilo hack and slash, muito similar aos primeiros jogos de God of War.

Um dos pontos altos é a sua história, o jogo começa com uma cut scente incrível, onde somos introduzidos ao plot central que servirá de pilar fundamental para tudo o que ocorre a partir de então. No início dos tempos o Reino do Céu e o Reino do Inferno lutavam em uma guerra infinita, esse conflito atraiu a atenção de um conselho de seres ancestrais que viram a necessidade de estabelecer um equilíbrio nessa guerra.

Para intermediar esse conflito, o conselho enviou os quatro cavaleiros do apocalipse para acompanharem os acontecimentos e garantir que as leis estabelecidas fossem seguidas à risca. Em meio ao caos dessa guerra sem fim surgiu o Reino dos Humanos, que em determinado ponto do futuro seria um elemento fundamental para manter a estabilidade na disputa de poderes. A partir do surgimento desse novo reino, o Conselho mediou uma trégua entre o céu e o inferno, criando sete selos que deveriam ser protegidos até que o Reino dos Humanos estivesse pronto para a Guerra Final.

O jogo tem inicio com uma invasão de tropas do céu e do inferno no Reino dos Humanos, e um dos cavaleiros responsáveis pela manutenção do equilíbrio, Guerra, chega para pôr fim ao conflito. Quando é envolvido em acontecimentos que parecem estar fora do seu controle, acaba perdendo todos os seus poderes e é acusado de quebrar o equilibro provocando o apocalipse prematuramente.

O conselho remove todos os poderes de Guerra, e agora caberá a você conduzi-lo em uma jornada sangrenta que deverá restaurar o equilíbrio quebrado.

O INFERNO NAS SUAS MÃOS

A jogabilidade em Darksiders lá, no inicio de 2010 era excelente. Com um sistema de jogo super dinâmico e combates sólidos, além de um sistema de progressão baseado em habilidades gradualmente desbloqueadas ao longo do gameplay, que permitiam a execução de combos sanguinolentos agradou de maneira geral a todos os jogadores. Com uma câmera posicionada em terceira pessoa, a dinâmica de jogo em Darksiders nos proporcionava combates frenéticos em um jogo essencialmente linear, onde precisaríamos enfrentar hordas de inimigos e alguns chefes de fase em batalhas encarniçadas, além de resolver puzzles.

Embora a primeira versão do jogo tenha sido lançada quase 9 anos atrás, a nova versão para o Nintendo Switch deu toda uma nova identidade ao jogo.  Vejam bem, para mim o Switch é um console essencialmente portátil, são raríssimas as vezes que o utilizo conectado a TV, de modo que experimentar esse port de Darksiders Warmaster Edition deu um novo significado ao jogo, que é capaz de oferecer uma experiência de jogo incrivelmente satisfatória.

Os controles foram bem adaptados, mesmo nos momentos mais alucinados em que você está cercado por hordas enormes ou enfrentando um chefão, tudo vai funcionar na mais absoluta perfeição, e rapidamente você vai perceber que mesmo tanto tempo após seu lançamento, os sistema de jogo de Darksiders ainda é ótimo e não dá o menor sinal de sofrer com o tempo.

Logo no menu inicial temos a opção de redefinir os gráficos em duas opções, uma delas vai priorizar o desempenho do jogo, e outra os aspectos visuais. Eu joguei o tempo todo priorizando os gráficos e não sofri com quase nenhuma queda de frame rate ou delay de renderização, pelo contrário, os gráficos no modo portátil são excelentes, o que não acontece da mesma maneira quando você utilizar a “doca” para jogar na TV, ai os gráficos acabam perdendo qualidade, com alguns serrilhados nos limites dos objetos que chegaram a me incomodar.

VALE A PENA JOGAR?

Darksiders Warmaster Edition é uma excelente adição à biblioteca de jogos do Nintendo Switch, a adaptação dos controles é precisa, os aspectos gráficos são excelentes e essa nova versão “portátil” trouxe um novo significado para o jogo. Se você jogou Darksiders em meados de 2010 no seu console de mesa, o port para o Nintendo Switch vai conseguir te dar a uma experiência tão satisfatória quanto a que experimentou lá, e se ainda não deu uma chance a franquia e busca um grande título para a sua coleção, definitivamente você não vai se arrepender de investir sua grana aqui.

Confira aqui a nossa análise de Darksideres III.

“Uma copia de Darksiders Warmastered Edition foi gentilmente cedida pela THQ Nordic

Publicado em 16 de abril de 2019 às 19:38h.
2019-04-16 19:38:44