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Análise | Death’s Door

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Death's Door

Você abriria a Death’s Door (A porta da morte)? Eu não chegaria nem perto dela, mas se o nosso amigo ‘corvinho’, protagonista do game, nos fizesse uma visita, certamente seria uma questão de tempo até virar a maçaneta e adentrar nesse cômodo escuro e misterioso.

O título da aclamada Devolver Digital nos coloca na pele de um ceifador, uma espécie de morte, mas sem uma ceifa e muito mais fofinho. Nossa missão é colocar um ponto final na jornada de alguns habitantes aqui na terra. O problema é que essas tais criaturas são aterrorizantes e não estão muito afim de bater as botas!

Gameplay simples e um enredo meio mortinho!

Em um mundo onde a morte tirou férias permanente, nosso corvinho assume a missão de fazer o trabalho acumulado. Muitas criaturas que já deveriam ter partido fazem hora extra aqui na terra. A rotina dos ceifadores é bem simples, eles recebem a lista das almas que devem capturar e seguem para a missão. O problema é que essas almas não estão nem um pouco afim de ir dessa pra melhor e estão dispostas à lutarem por suas vidas.

A jornada do corvinho segue a missão de recuperar uma alma perdida na Death’s Door. Para abrir essa tal porta, precisamos coletar a alma de 3 criaturas nada amigáveis. Os diálogos com outros personagem não acrescentam tanto a narrativa que poderia ser mais instigante, na minha opinião.

Death’s Door tem um combate bem simples, assim como quase tudo em Death’s Door. Nosso arsenal conta com 5 armas, temos 4 habilidades e nosso objetivo é matar alguns inimigos mais fracos até chegar aos 3 chefões principais do game.

Podemos upar o personagem para que ele fique ‘mais forte’, mas isso é mais na teoria. Essas mudanças não mudam tanto assim o jogo, não mudam a monótona gameplay. Apesar da falta de criatividade nos combates, Death’s Door traz inimigos legais, e por mais que você se canse dos dashs, armas similares e golpes repetitivos, encarrar os inimigos mais fraquinhos ainda sim é legal- tudo fica mais interessante na batalha contra os inimigos maiores.

Em algumas áreas do game, encontraremos pequenos puzzles, que não devem te dar muita dor de cabaça para resolver e, como dito anteriormente, a evolução mais simbólica do que efetiva do personagem, entrega um desafio mais acessível – a parada é easy, se complica bem pouco durante as boss figthers, mas no geral Death’s Door não vai colocar à prova suas habilidades de combate ou raciocínio.  

Os cenários e chefões podem ser o que há de melhor!

Com uma gameplay simples, poucas armas e uma evolução de personagem meio fake, o que pode nos manter fiel a jornada do corvinho são seus chefões e cenários bem construídos. Dentro do game, temos 3 chefões principais, cada um habita uma área característica, para enfrentar a bruxa, por exemplo, devemos percorrer um jardim até finalmente chegar a sua mansão. Esses cenários são convidativos e em parceria com a boa trilha sonora do game proporcionam um sentimento bem legal.

Death’s Door vale a pena?

Sim! Death’s Door é um jogo com uma dificuldade bem democrática, com personagens e cenários legais e, apesar do seu combate simples, armas similares e enredo pouco criativo, a jornada do corvinho tem tudo para ser uma experiência divertida (ou legalzinha). Por fim, vale mencionar que o game conta com legendas e menus em português do Brasil.

Essa análise foi feita em um PC com uma chave gentilmente cedida pela Devolver Digital.

Death’s Door está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC.


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Publicado em 20 de agosto de 2021 às 10:51h.
2021-08-20 10:51:45