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Análise | Devil May Cry 5

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Após 11 anos do lançamento de Devil May Cry 4, o rei do Hack n’ Slash retorna para esta geração. Obviamente não esquecemos que a Ninja Theory trabalhou num DMC à parte, lançado em janeiro de 2013, que conta um pouco sobre a origem dos filhos de Sparda e que teve versões para os atuais consoles. Entretanto este jogo não faz parte da ordem cronológica original, que foi alterada pela Capcom deixando a sequência com a ordenação 3,1,2,4 e 5. E para aqueles que não jogaram nenhum dos games antes, a empresa disponibilizou um vídeo mostrando os principais eventos para ninguém ficar perdido. Então recarreguem as suas armas e preparem-se para detonar os demônios e fazer o inferno ferver!

Fechando a Franquia com Chave de Ouro

A história de Devil May Cry 5 se passa após os acontecimentos do 4. Nero estava preparando seus equipamentos para caçar demônios, quando ocorre uma surpresa desagradável. Um ser encapuzado aparece e arranca o seu braço, que é utilizado para a criação de uma espécie de árvore demoníaca (Qliphoth), cujas raízes sugam a energia da terra.

Então Nero parte em busca de respostas enquanto, do outro lado, Dante aceita um trabalho com pagamento adiantado oferecido por V, uma pessoa misteriosa com várias tatuagens, uma bengala e um livro, para acabar com o demônio por trás disso chamado Urizen. Uma tarefa nada fácil. Além disso, o jogo conta com a presença das caçadoras Lady e Trish e da estreante Nico, uma artesã de mão cheia. A história do Devil May Cry 5 é contada ao longo de 20 missões, com muitas idas e vindas para uma amarração perfeita da série. Algumas missões permitem escolher um dos personagens do trio, alterando apenas o caminho a ser seguido, sem mudanças cronológicas. Falando assim, parece algo chato e cansativo, mas a Capcom trabalhou muito bem e as missões sempre acabam de forma impactante, nos levando desesperados à missão seguinte. 

Eu já vi esses gráficos em algum lugar…

Devil May Cry 5 foi criado na RE Engine, a mesma que foi utilizada no Remake do Resident Evil 2 e no Resident Evil 7. A qualidade dos gráficos está surpreendente, com personagens bem modelados e cenários ricos em detalhes. É impressionante perceber que a qualidade não cai mesmo com uma boa quantidade de inimigos na tela.

Os cenários são, na maioria das vezes, lineares e alguns podem ficar danificados com as batalhas dos chefes. As cenas dos personagens provocando aos chefões são um show à parte. Além disso, há a apresentação da criatura que vamos encarar. Este é o primeiro jogo da série que a câmera não é fixa, então conseguimos ver tudo que está ao nosso redor, inclusive para localizar missões secretas que aparecem através de símbolos e fragmentos para aumentar a barra de vida e de transformação em demônio. A trilha sonora é outro ponto positivo do jogo. As músicas novas são perfeitas para acabar com as criaturas. E os combos vão aumentando conforme a quantidade de hits (“Crazy”, “Blast”, “Alright”, “Sweet”, “SShowtime”, e o topo máximo em “SSStylish”). Além de algumas mixagens dos jogos anteriores para criaturas que já participaram das outras versões. Quem jogou os games anteriores vai notar essas pequenas mudanças em certos combates.

Trio Parada Dura

E falando em combates, Nero, Dante e V possuem técnicas e estilos diferentes:

Nero possui uma espada, a Red Queen, que tem um sistema de injeção eletrônica assim como motocicletas, funcionando quando acelera uma parte que fica no cabo. A Blue Queen, sua arma de tiro, é a grande novidade criada pela Nico (a neta da artesã que fez as armas do Dante – Ebony & Ivory). Os braços mecânicos, chamados “Devil breaker”, nos proporcionam novas técnicas de combates como descargas elétricas, mísseis teleguiados e parar o tempo. Além disso, podemos destruir o braço mecânico para causar mais danos nos adversários. Os novos são confeccionados com pedaços de “certos inimigos” no game. Os Devil Breaker podem ser localizados durante a missão ou comprados através das “Orbs”, os fragmentos vermelhos que recebemos ao derrotarmos os inimigos ou em certas partes dos cenários. Na van da Nico também podemos melhorar as técnicas de combate do trio e, caso esteja em dúvida, dá para testar antes de comprar.

O coadjuvante V é o personagem que tem o estilo de combate mais diferente do trio. Ele usa suas criaturas sombrias, sendo o Grifo para ataques à distância, a pantera (Sombra) para ataques próximos e o golem (Pesadelo) para um ataque com especial que enfraquece o adversário para que ele possa finalizá-lo com sua bengala. As invocações, por sua vez, têm sua própria barra de energia que pode ser recuperada com a leitura do livro próximo a ele. V tem uma aparência frágil, mas as suas criaturas dão conta do recado.

O veterano Dante pode ser considerado o personagem mais “apelão” do game. Ele possui várias armas de fogo e de combate físico, podendo alternar as suas técnicas em quatro diferentes variações de combate: Trickster que pode executar dash para se esquivar; Royal Guard usa o ataque do adversário contra ele mesmo; Swordmaster com mais técnicas de combate corpo a corpo; e por último a Gunslinger com mais recursos para ataques de tiro. Além disso, é possível utilizar a transformação do personagem para causar mais danos aos adversários e recuperar a barra de energia. Jogando com o Dante temos a impressão de que o jogo tem a dificuldade reduzida, mas precisamos levar em consideração que o personagem já é um caçador de demônio experiente, portanto seu potencial de ataque é maior.

Ninguém segura a Capcom

Após o sucesso do remake do Resident Evil 2, a Capcom nos presenteia com outro grande jogo. Como é bom jogarmos um game completo, com uma história sem enrolação, indo direto para ação e conseguindo encerrar a franquia com louvor. Gráficos de excelente qualidade, trilha sonora imbatível, combates frenéticos com várias opções de ataques para fazermos o que quisermos com os adversários. Além de extras como, por exemplo, discoteca e imagens de produção do game. O mercado de game estava precisando de jogos com este tipo de cuidado. Devil May Cry 5 com certeza vai agradar aos fãs e atrair novos. O game é Sencional!

Devil May Cry 5 foi gentilmente cedido à Manual dos Games para análise pela Capcom“

Publicado em 10 de março de 2019 às 08:57h.
2019-03-10 08:57:20

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