Análise | Dragon Ball: The Breakers

Dragon Ball: The Breakers

Dragon Ball: The Breakers é mais um título da franquia Dragon Ball, lançada pela Bandai Namco, que tem a missão de 2 em 2 anos criar algo inédito para a saga dos jogos da série. A ideia de The Breakers é boa, promover que a comunidade jogue e se divirta em ser o vilão ou sobrevivente, mas a sua execução não é das melhores.

O prólogo

No prólogo, após a customização de personagem, o jogador é apresentado ao Trunks do futuro, onde é explicado que as linhas temporais estão se rasgando, nisto, os vilões mais famosos da franquia estão à solta, “tacando” o terror.

Jogabilidade – Oi, eu sou o Goku!

Ainda no prólogo, o jogador é apresentado as mecânicas do jogo, do que ele pode fazer quanto a ser um sobrevivente. As opções são de se transformar em um objeto, entrar em uma nave saiyajin, esconder-se pelos cantos e encontrar uma nave de viagem no tempo.

No entanto, nem sempre se esconder será uma opção, existe a alma do herói, onde o jogador se transforma na alma que possui, no caso, no prólogo nos transformamos em Goku e tentamos combater o Cell, um dos melhores vilões da franquia – na minha humilde opinião.

Bem, a movimentação é um pouco truncada ao enfrentar o vilão, os controles ruins e a câmera não ajuda na jogabilidade, te coloca sempre a borda, ao tentar mirar não existe uma precisão e algumas das suas movimentações são interrompidas pelo vilão. Além de ter um espaço limitado para a movimentação.

Além disso, o jogador tem a missão no prólogo, quanto no multiplayer de instalar chaves e proteger os equipamentos de serem destruídos pelo vilão.

Gráficos

Cenarios

The Breakers não apresentam coisas amigáveis aos jogadores com relação ao gráfico, por mais que os ambientes se destruam, isso ainda não torna o game amigável aos olhos do jogador.

As baixas resoluções têm texturas borradas, além de que o jogador não pode interagir com o ambiente, apenas com o que pode ser interagido e destruído. Os sons do jogo não são bem encaixados, além de que o time não tem uma call de bate papo.

O multiplayer e o Lobby

Depois de terminar o prólogo, o jogador é transportado para um lobby, onde lá, tem lojas para customizar seu personagem. Além disso, Dragon Ball: The Breakers coloca elementos de seus títulos de celular, um dos mais famosos destes, é o Dragon Ball Legends. No caso, o elemento seria as temporadas, além da compra dos personagens, onde é adquirido as almas dos campeões como Goku, Vegeta, Gohan e entre outros famosos personagens, ou seja, com dinheiro, sem problemas.

No entanto, o lobby só tem itens de customização e compra de almas e outros equipamentos para o jogador sobreviver.

Jogando com os sobreviventes

O jogo trouxe uma emoção, quando encontramos outros jogadores, mesmo com o servidor meio vazio, são 8 jogadores na sala junto com a pessoa que será o vilão. Ao jogar com os sobreviventes, a estratégia é juntar as chaves ou esferas do dragão, caso você domine a jogabilidade, pode derrotar o vilão quando se transformar na alma de herói que escolheu, ou se esconder e transformar em algum objeto.

Os jogadores são espalhados no mapa e tem seus objetivos de encontrar as esferas, ou as chaves e ativar as máquinas do tempo e escapar o mais rápido possível do vilão. Ao atingir esses objetivos, os jogadores conseguem derrotar o vilão e vencer o jogo, mas geralmente isto é algo difícil de se fazer. É mais fácil de se vencer como vilão.

Jogando com o vilão

Bem, ao jogar com o vilão, é notável perceber o quão divertido é perseguir seus colegas e matá-los, um a um. O vilão não tem tempo de transformação, igual aos jogadores, quando pegam a alma de vilão, apenas o objetivo de destruir as chaves e absorver os sobreviventes e NPCs, que os jogadores podem salvar e ganhar recompensas.

Ao absorver os sobreviventes ou NPCs, o jogador pode transformar para a sua próxima forma, no caso do Cell, são 4 formas, até alcançar a forma perfeita. Mas ainda não melhora os aspectos de câmera e entre outros obstáculos.

Caso o jogador queira ser o vilão, será muito difícil conseguir o papel de vilão e conseguir jogar com ele. Pode ser mais fácil juntar-se com amigos em um lobby e ser o vilão. Inclusive, The Breakers pode se tornar mais divertido com amigos.

Com dinheiro, sem problemas

Almas

O título apresenta ao jogador itens cosméticos para modificar seu personagem, mas a “galinha dos ovos de ouro” do Dragon Ball: The Breakers, seria comprar os TP Tokens, Super Warrior Spirits e Zeni para comprar personagens de 5 estrelas, caso você tenha sorte.

Entretanto, o jogador pode ganhar o Zeni e o Super Warrior Spirits jogando as partidas. The Breakers pode ser facilmente colocado como um game pay-to-win, pegando assim personagens de 5 estrelas, que vem com habilidades mais úteis. Além de que, passa a ser cansativo o jogador farmar o próprio dinheiro, ou seja, quem tem dinheiro, não tem problemas.

Além disso, o jogo ainda conta com um sistema de passe de batalha, onde o jogador ganha itens ao longo de subir de nível. Mas se caso puder, pode comprar os leveis do passe de batalha. O jogador vai apenas se divertir de fato, quando alcançar o level 50, onde é farmado a “Farmer With Shotgun”.

Dragon Ball: The Breakers – Vale a pena?

Dragon Ball: The Breakers tem uma boa ideia, mas não entrega este conceito. O jogador tem uma luta constante com os seus controles e câmera, algo que torna o jogo cansativo. O título é mais condizente com um game free-to-play em que você pode se reunir com seus amigos e jogar. Dragon Ball: The Breakers tinha um conceito inicial de ser divertido, mas infelizmente não atingiu esta proposta.

Dragon Ball The Breakers 1
Esta Análise foi feita com uma cópia cedida gentilmente pela Bandai Namco

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