Análise | Elden Ring

O jogo com mais de 100 horas?

Escrever sobre Elden Ring não é assim tão simples, um jogo que criou muito hype quando foi anunciado, enfim lançou neste mês de Março e vem surpreendendo o público a cada dia que passa, geralmente os jogos quando são lançados tem seu período inicial com um hype absurdo e ao decorrer dos dias, esse hype vai diminuindo, o que é normal acontecer no mundo dos games.

Mas com Elden Ring foi diferente, ainda hoje sua marca de jogadores na steam surpreende, tendo facilmente mais de 100 mil jogadores diários que ainda estão explorando o incrível mundo aberto deste jogo maravilhoso, é deles que vamos falar hoje, e será que é tudo isso mesmo que andam falando? O jogo de mais de 100 horas?

O incrível mundo aberto de Elden Ring

Pra ser sincero, não tem como falar sobre Elden Ring jogando apenas algumas horas, navegando pela internet nos últimos dias você muito provavelmente já viu alguma polêmica que Elden Ring estava envolvido, desenvolvedores falando sobre o jogo, jogadores de Souls Like reclamando que o jogo ficou mais fácil e perdeu sua essência, entre muitos outros assuntos que estão super em alta por conta de um só jogo.

Elden Ring é um RPG como todos os RPGs deveriam ser, quem já jogou RPG de mesa vai sem dúvidas se tornar um super fã do jogo, em Elden Ring estamos nas terras intermédias (uma grande referencia ao senhor dos anéis), um mapa incrível e enorme que facilmente te deixa perdido, o que é a premissa de um RPG, um boneco que pode ser o que você quiser, guerreiro, mago, assassino, bárbaro, tanque e assim por diante.

Tive muita dificuldade no começo pra saber como funciona o jogo, é cheio de mecânicas, você pode até escolher uma “classe inicial” mas isso não denomina o que você vai ser durante o jogo, você pode escolher herói e mudar para mago, tudo vai depender de qual arma você vai equipar, armadura e se você vai distribuir os atributos corretamente para que tudo forme um conjunto e seu personagem não passe tanta dificuldade assim.

O poder do anel prístino

Vale lembrar que Elden Ring teve uma participação forte de George R. R. Martin, o escritor de Games Of Thrones juntamente com a FromSoftware e já tinham dito que o jogo teria uma inspiração em Senhor dos Anéis, daí o anel prístino é algo de muito poder que estamos atrás para assim nos tornamos o lorde prístino e dominar as terras intermediárias.

A história segue por ai, mas ela é bem complexa e fácil de se perder, pois Elden Ring não é um jogo que te guia para onde tem que ir, e essa é a magia dele, você pode ir por onde achar que deve ir, durante a gameplay encontramos muitas fogueiras que em Elden Ring se chama “graça” onde podemos nos sentar para distribuir pontos de atributos que são comprados com “runas”, estão substituindo as “almas” de Dark Souls, ou seja se você morrer, perde as runas, com chance de recuperar uma vez, se morrer novamente antes de coletar as runas, você perde elas de verdade e só começa a contar as posteriores.

Mas é mesmo tudo isso?

Tivemos muitos lançamentos esse primeiro trimestre de 2022, e um dos mais aguardados foi Elden Ring, jogando Elden eu tive a sensação que eu não tive a muito tempo de um jogo estar completo, não que outros lançamentos tenham sido ruins, mas tinham sim vários bugs e problemas com desempenho, apesar de Elden Ring ter também alguns problemas de desempenho para jogadores no computador, não foi algo que atrapalhou a gameplay e já teve 3 patchs de atualização para corrigir e balancear muita coisa, sem dúvidas vai continuar recebendo atualizações.

A sensação que não tinha a muito tempo, lembra quando joguei Skyrim, um jogo absurdamente grande que volto a mencionar, não tem como escrever sobre jogando apenas algumas horas, as terras intermédias são lindas, você vai acabar se deparando com belíssimas paisagens para compartilhar com amigos, batalhas incríveis não só de chefes mas inimigos desafiadores, o próprio mapa é desafiador, você tem que pensar como fazer pra descer uma montanha sem morrer, se vale a pena usar o cavalo ou é melhor ir de a pé.

São vários biomas, inimigos, passagens secretas, armas, armaduras, amuletos, as possibilidades são realmente absurdas, não é exagero, alguns lugares dizem que você consegue terminar o jogo com um pouco mais de 40 horas, e sim você consegue, mas isso se você não explorar o mundo imenso que ele tem, se você seguir as “pistas” das “graças(fogueiras)” você podem acabar no fim do game sim.

O jogo é realmente difícil?

Chegamos em um ponto de grande polêmica se tratando de um jogo da FromSoftware e Soulslike, que são jogos altamente punitivos e difíceis, muita gente questiona sobre a dificuldade de Elden Ring, na minha opinião Elden tem a dose certa de dificuldade, não é extrema e nem ausente, é desafiador sim e em alguns momentos pode sim te deixar nervoso, mas não é tão punitivo, às vezes uma longa batalha com um chefe desafiador, pode te recompensar muito, então vale a pena.

Essa opinião divide jogadores, alguns preferem mais dificuldade outros menos, eu acho que um meio termo é o ideal e nisso Elden Ring conseguiu chegar, agrada novos jogadores e antigos jogadores, o mais legal desse maravilhoso jogo é que cedo ou tarde na sua gameplay você vai sentir uma dificuldade a mais dependendo de como está sua classe, existem chefões que são mais fortes contra magos, outros contra guerreiros e assim por diante.

O cooperativo e o PVP como funciona?

Um ponto que vale a pena comentar é o online de Elden Ring, eu não sou muito fã de PvP em jogos de RPG, mas esse é outro assunto que divide jogadores, eu sou um grande jogador casual e apaixonado por vídeo game, não sou competitivo, como funciona isso tudo nas terras intermédias?

Em Elden Ring você consegue ajudar qualquer amigo ou jogador em determinados pontos, pode explorar o mundo aberto porem você não consegue descansar na graça (fogueira) tanto quem é o dono do mapa, quanto o amigo, não da pra descansar e recuperar o HP, passar de nível e etc. Quando um dos cooperadores ou o dono da partida morre, todos voltam ao seus mundos, quando você é invocado em outros mundos, você vai com tudo pela metade, barra de vida, mana, poções, tudo é pela metade, meio que pra balancear, mas pro dono, nada muda ele continua com os atributos normais.

E aqui o ponto que pra mim tinha que ser opcional, mas não é, quando você vai ajudar algum amigo ou jogador, até mesmo quando você chama alguém pra te ajudar se for o caso, você fica passível de “invasão” que são outros jogadores que invadem o mundo da galera pra rolar o PvP (player vs player), então se um outro player matar o dono do mundo ou o cooperador, volta cada um pro seu mundo e começa tudo de novo, pra mim isso é um ponto negativo, as vezes você só quer jogar com seu amigo e é invadido por outros jogadores aleatoriamente.

Vale a pena jogar Elden Ring?

Com um pouco mais de 118 horas de jogo eu sem duvidas recomendo Elden Ring, e indico fortemente que sua primeira gameplay do jogo você não use guias ou detonados, para ter uma boa experiência de jogo, quando descobre coisas novas, armas, armaduras, você evolui de uma forma muito única no jogo, eu feche a campanha pela primeira vez com um pouco mais de 90 horas e tem muita coisa que não descobri ainda, e essa é a mágica de Elden Ring, o jogo te prende por horas e horas.

Em relação a muitos jogos atuais ele está com um bom preço e vai te render varias e varias horas de jogo, e pra quem busca a platina de todas as conquistas sem usar atalhos, vai ter que fechar o jogo pelo menos umas 3 vezes, ou seja, cada vez que você iniciar um novo jogo +, você pode mudar completamente a forma como joga e isso é muito divertido, vale muito a pena tanto para novos jogadores que querem experimentar um soulslike, quanto para os veteranos, sem duvidas você vai se divertir.

Esta Análise foi feita com uma cópia cedida gentilmente pela Bandai Namco

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