Análise | Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça

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Papéis se invertem em Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça

A Rocksteady revolucionou a indústria dos games com a trilogia Arkham, trazendo um combate extremamente bem feito e que de fato transformou para sempre o estilo como é feito o combate em jogos de ação nos games.

E após o lançamento de Batman: Arkham Knight (2015), tido até hoje por muitos como a experiência definitiva de “ser o Batman”, a empresa permaneceu em hiato até o anúncio de seu próximo projeto “Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça”, que de início já deu o que falar, principalmente por se tratar da lendária Rocksteady e o porque dela escolher seguir o universo criado na trilogia Arkham com vilões “lado B” da DC, chamados de Esquadrão Suicida, ao invés de ir pelo lado mais lógico que seria uma jogo do Superman ou até mesmo da Liga da Justiça.

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Entretanto, mesmo que ficasse essa “pulga” atrás da orelha, por se tratar da Rocksteady, os fãs mantinham o otimismo por saber do histórico incrível do estúdio. Mas isso veio por terra com o primeiro trailer de gameplay lançado, o que mostrou que o jogo não teria praticamente nada do que foi estabelecido na trilogia de jogos do Batman, e ao invés disso o jogo seria um Shooter frenético em mundo aberto e o pior de tudo, pretendendo ser um jogo como serviço, com temporadas e passes de batalhas, nos mesmos moldes de Fortnite.

O universo continua incrível, mas a História….    

Em Esquadrão Suicida começamos já na ação, com a cidade sendo tomada por monstros controladas por Brainiac, um vilão icônico da DC, que geralmente nas histórias é antagonista da Liga e especialmente do Superman, onde seu principal poder não é físico e sim intelectual, sendo considerado um ser com inteligência nível 12, na qual o máximo para os ser “normais” é 10 no universo DC.

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Nesta invasão, Brainiac conseguiu neutralizar o que certamente é o que impedia ele de dominar a Terra, a Liga da Justiça e seus heróis super poderosos, que aqui no game são formados por Batman, Superman, Mulher Maravilha, Flash e Lanterna Verde, através de um controle da mente, que fazia com que os heróis passassem a ir contra o seus principais princípios e passar a não proteger a humanidade e sim fazer totalmente ao contrário, ajudando Brainiac a transformar pessoas em monstros para o seu exército.

Vendo isso, Amanda Waller, líder de uma agência secreta dos Estados Unidos, tem a ideia de recrutar super vilões que estão condenados ao Arkham para combater essa ameaça que pode arruinar o mundo, com a promessa de que ao final da missão suas sentenças seriam diminuídas. Então, o esquadrão escolhido é composto por Pistoleiro, Arlequina, Capitão Boomerang e Tubarão Rei.

E por mais irreal que possa parecer esses 4 tem que deter a Liga da Justiça, os principais defensores da Terra contra ameaças de destruição global, e conseguem, mas tudo tem uma explicação.

Os Heróis agora são Vilões

Um ponto que trouxe bastante discussão, foi essa inversão de valores no jogo, onde os heróis passam a ser uma ameaça e os vilões que devem salvar o dia, entretanto, isso não é novo no universo DC, já vimos isso acontecer em Crise nas infinitas terras, Injustice, Liga da Justiça: No Justice, mas o que deve chocar de fato, é você matar os heróis que cresceu vendo como uma figura de bondade, verdadeiros heróis. E se esse é seu problema com o game, acalme o seu coração, tudo é explicado.

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Mas, a partir desse ponto, ver como os heróis seriam se fossem do mal é realmente  aterrorizante, por exemplo, existe uma parte do jogo onde enfrentamos o Batman, e essa parte nos mostra como o Batman consegue ser amedrontador em uma perspectiva diferente da vista geralmente, onde “somos” o personagens, aqui ele realmente dá medo se esgueirando pelos dutos e pelas sombras.

Portanto, mesmo que possa parecer estranho no inicio, 4 “zé ninguéns” derrotarem a Liga da Justiça, tudo tem um porque e um motivo que será explicado ao final da campanha.

Gameplay e Combate

O gameplay é sem dúvidas uma das melhores coisas do jogo, principalmente, pois sabemos da capacidade da equipe da Rocksteady de criar uma gameplay realmente boa e divertida.

No game podemos planar, correr, esquivar, pular e atirar, tudo isso com uma fluidez gigantesca. O que acaba prejudicando a experiência é a quantidade de elementos na tela, o que gera uma poluição na tela que tira um pouco a imersão na ação do game.

Mas para aqueles que achavam que esse seria o pior do game, pelo contrário, a gameplay é muito boa, mesmo que alguns outros pontos acabem ficando abaixo, o combate e movimentação não é uma delas. 

Em resumo, a parte da jogabilidade é “nível rocksteady”, porém, no todo outros elementos como escolhas de ser um jogo de serviço e a escolha de ser um shooter prejudicam o jogo como um todo.

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O game oferece uma experiência divertida e caótica, com cada personagem ostentando habilidades únicas e estilos de movimentação distintos. Arlequina desliza com acrobacias acrobáticas, Pistoleiro abate inimigos à distância com precisão mortal, enquanto o Tubarão Rei esmaga tudo em seu caminho, já o Capitão bumerangue corre pelo cenário e faz estrago por onde passa. Essa diversidade garante momentos empolgantes e variados durante o combate.

Infelizmente, a empolgação diminui quando se trata de equipamentos e armamentos. O jogo apresenta apenas quatro tipos de armas com modificadores e estatísticas, o que limita a personalização e a experimentação. A falta de identidade visual e distinção entre as armas também é decepcionante. A minigun do Rei Tubarão, por exemplo, é idêntica à da Arlequina, sem nenhuma característica especial que a torne única para cada personagem. E isso fica ainda mais evidente quando falamos da parte gráfica, que realmente é muito boa, entretanto, não traz variações visuais ao game para torna-lo único, a sensação que fica é que embora os gráficos sejam muito bons, ele é apenas só mais um jogo genérico.

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Multiplayer Opcional, Mas Sem Impacto:

O modo multiplayer do Esquadrão Suicida é interessante por ser completamente opcional. Se você prefere jogar sozinho, a experiência não é prejudicada, pois a IA assume o controle dos personagens ausentes. Na verdade, o jogo pode até se tornar mais fácil com a ajuda de outros jogadores, mas a falta de desafios e recompensas significativas limita o incentivo ao multiplayer.

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Repetitividade Prejudicial:

A repetitividade das missões é um dos maiores problemas do jogo. Do início ao fim, você se encontrará realizando a mesma sequência de tarefas, como proteger cargas ou eliminar inimigos com modificadores específicos. Essa falta de variedade pode cansar facilmente os jogadores, tornando a experiência monótona e tediosa.

O futuro desse universo

Sobre o futuro, como a ideia é que o jogo tenha várias temporadas, a sua história seguia conforme as temporadas vão passando, e pelo que é mostrado ao final do game, de fato acredito que a ideia seja continuar por pelo menos 1 ano, só resta agora ver se eles conseguiram manter o público ativo dentro do game.

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Uma coisa que pode ser interessante dentro do game é a inserção além de novas skins e histórias, novos personagens jogáveis, sabemos que teremos o Coringa em breve, e acredito que esse seja só o início. Personagens como a Hera Venenosa, Doutor Freeze além de heróis como o Robin e o Asa noturna, que sabemos que existem nesse universo, podem aparecer no futuro do game.

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Vale a pena jogar Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça?

Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça é de fato um jogo que fica abaixo do padrão esperado da Rocksteady, mas está longe de ser um completo desastre como por exemplo foi Marvel Avengers, ele consegue ser divertido e interessante em diversos momentos.

Então, para aqueles que estão atrás de um jogo divertido e que entretenha por várias horas, Esquadrão Suicida pode ser uma excelente pedida.  

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