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Análise | Fimbul

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Fimbul é mais um dos excelentes jogos indies lançados nos primeiros meses do ano. Trata-se de um jogo de ação e aventura, com intensas batalhas vikings em meio a mitologia nórdica. Desenvolvido pela Zaxis, produtora independente da Dinamarca, chega para Nintendo Switch, Playstation 4, Xbox One e PC com uma premissa superinteressante e um sistema de combate até certo ponto, complexo e desafiador, além de uma história coesa é muito bem desenvolvida.

Vamos juntos nos aventurar pela incrível mitologia nórdica, percorrendo os caminhos que ligam Midgard, o mundo dos homens, até Jotunheim, o reino dos gigantes.

UM MUNDO DE GELO E SANGUE

Um dos pontos altos de Fimbul, seguramente é a história e a acertadíssima escolha de como ela se desenvolve ao longo do gameplay, por intermédio de “quadrinhos” com caixas de texto que ocorrem nos intervalos entra os momentos de ação e exploração, e em determinados momentos poderemos realizar escolhas que influenciarão diretamente em acontecimentos futuros. Além disso, o art design é impressionante, com constantes variações de escala e uma iluminação soberba, que conseguem construir uma atmosfera imersiva.

Na mitologia nórdica, Fimbulvetr é o prelúdio imediato para os eventos que desencadearão o Ragnark, marcado pela ocorrência de três invernos sucessivos, sem nenhum intervalo de verão, durantes os quais a neve cai incessantemente, vinda de todas as direções. Durante esse tempo caótico, ocorrerão inúmeras guerras, onde até mesmo irmãos matarão irmãos.

A história de Fimbul tem início quando Knut, comandando uma horda de guerreiros vikings ataca a casa do seu próprio irmão, Kveldulver e lá o assassina com requintes de crueldade. Mas as Nornas, tecendo os fios do destino aos pés de Yggdrasil tinham outros planos para Kveldulver, e lhe devolvem à vida com o objetivo de impedir uma trama que envolve Deuses e Gigantes de gelo que agem abertamente com o objetivo de adiantar a chegada da guerra que dará fim ao mundo.

PAREDE DE ESCUDOS

Como dito anteriormente, Fimbul é um jogo de ação e aventura com um sistema de combate sólido, e uma atmosfera incrivelmente imersiva. Aqui você controlará Kveldulver, um senhor da guerra Viking. Ele é capaz de andar, correr, rolar, além de usar, alternadamente, nos momentos de combate, um machado, espada, lança e escudo. O gameplay é essencialmente linear, e pode ser dividido em duas situações básicas: os momentos de stealth, e os momentos de exploração e combate contra hordas de inimigos, além de lutas conta chefões gigantescos.

Os momentos de Stealth vão ocorrer em determinados momentos do gameplay com o objetivo de desenvolver a história por meio de flashbacks sobre o passado de Kveldulver, aqui você vai precisar se esgueirar pelas sombras, longe do campo de visão de gigantes e trolls, que te esmagarão instantaneamente caso te vejam.

Os momentos de exploração e combate são o coração e a parte mais consistente do jogo. O uso alternado das armas consegue trazer alguma sensação de complexidade em um jogo essencialmente simples. Você terá uma barra de vida, e uma de energia, que enche conforme você elimina os adversários. Com o uso da energia acumulada, poderá recuperar o life perdido, além de realizar movimentos especiais excelentes, que vão desde atordoar um inimigo, permitindo que você se aproxime e o execute com uma cruel machadada na garganta, um ataque de área que pode destruir diversos inimigos ao mesmo tempo. A lança é utilizada como uma arma de arremesso, muito eficaz para destruir os escudos inimigos, e é perdida assim que utilizada.

E por falar nos inimigos, teremos hordas de vikings de tribos hostis, trolls de tamanhos variáveis, além de várias lutas contra chefões que serão trolls enormes, até mesmo gigantes vindos de Jotunheim. A inteligência artificial dos inimigos funciona bem, e eles sempre vão tentar destruir seu escudo, te flanquear e atacar por trás, e os humanos sempre virão em hordas, onde o cenário é bloqueado e você só poderá avançar após eliminar todos eles. As batalhas contra os chefões são sempre épicas e incrivelmente divertidas.

Mas nem tudo são flores: Fimbul tem diversos problemas técnicos que pode ser um verdadeiro desafio até mesmo para os jogadores menos pacientes. As quedas de frame rate são constantes, além disso em todos os cenários você vai experimentar um delay de renderização que é um incômodo constante, e em diversos momentos os controles não responderão bem aos comandos. Mas nada chega perto da irritação que você terá ao ver seu jogo pausado constantemente por loadings que ocorrem tanto em transições de cenário, quando em momentos aleatórios de exploração, embora sejam quase sempre curtos, não passando de 10 s (no Nintendo Switch), é um balde de água fria que consegue interromper a imersão.

VALE A PENA JOGAR?

Fimbul é um jogo independente, arduamente desenvolvido por uma pequena equipe com orçamento limitado. E os problemas que enfrentamos ao longo do gameplay são um reflexo direto dessas limitações. Mesmo que elas possam te irritar em diversos momentos do gameplay, ainda assim não o suficiente para prejudicar a sua experiência de jogo, que foi excelente para mim.

Fimbul é um jogo de ação e aventura com uma história excelente, e um sistema de combate robusto e desafiador. Além disso, o arte design e a trilha sonora criam uma atmosfera incrivelmente imersiva, que vai te deixar vidrado o tempo inteiro, é definitivamente recomendado para todos os jogadores.

Uma copia de Fimbul para Nintendo Switch foi gentilmente cedida à Manual dos Games pela Wild River Games

Publicado em 7 de março de 2019 às 23:52h.
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