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Análise | Final Fantasy 16: The Rising Tide

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Final Fantasy 16 foi um dos meus jogos favoritos do ano passado, apesar de seus graves problemas de ritmo, as lutas de Eikon e os momentos emocionantes compensavam. Ao contrário da DLC anterior que acabou sendo uma grande referência aos jogadores de Final Fantasy XIV, The Rising Tide parecia ser mais focada em história e em evitar os erros do jogo base. Bom, não foi bem assim.

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Leviathan, o perdido

A DLC começa com Clive recebendo uma carta contendo informações sobre um suposto Dominante do Eikon perdido: Leviathan. Durante mais de 100 anos em Valisthea, não havia notícias sobre uma única pessoa que tivesse despertado os poderes da serpente marinha.

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O protagonista descobre que o Dominante está num vilarejo escondido por magia, no meio de um povo no qual os habitantes do continente acreditavam ter sido extintos. A boa notícia é que a magia responsável por esconder Mysidia também faz sumir o desagradável céu rosa que perdura durante todo o terceiro ato do jogo.

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Infelizmente, toda a história em torno de Leviathan deixa a desejar, o que é estranho em um jogo no qual a história é justamente o seu ponto alto. A escolha do Dominante também não foi muito interessante na minha opinião.

A batalha de Eikon é o ponto alto do conteúdo, o que é esperado. O erro fica por conta da tentativa dos desenvolvedores em, ao tentar aumentar a dificuldade da DLC em relação ao jogo base, colocarem um elemento totalmente desequilibrado na batalha. Em um determinado momento, Leviathan cria uma barreira que precisa ser quebrada, mas se você não fizer a batalha com os combos e as habilidades da exata maneira em que a equipe pensou, você não consegue quebrá-la a tempo e leva Game Over.

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Novos inimigos

A região de Mysidia conta com um variedade de monstros novos, como os clássicos Tonberrys que ficaram de fora da versão base, e até mesmo uma variante dos inimigos Flans que é um verdadeiro momento “Brazil Mentioned”: os Quindins!

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Missões secundárias de Final Fantasy 16

Uma das maiores reclamações em torno do jogo foi justamente as suas missões secundárias que parecem muito com missões chatas de um MMORPG. O que não é uma surpresa, já que é a mesma equipe de Final Fantasy XIV. Porém, em vez de aprenderem com os erros e melhorarem, ou pelo menos cortarem o conteúdo, insistiram no erro.

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Assim que você chega no vilarejo de Mysidia, três side quests ficam disponíveis. A primeira me pediu para coletar várias flores que estavam a dez passos da NPC. Eu precisei respirar fundo várias vezes para fazer o conteúdo e confesso que nem fiz todas as missões secundárias, porque eu simplesmente não aguentava mais.

Portão de Kairos

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Claramente inspirado no Blood Palace da franquia Devil May Cry, o Portão de Kairos é uma série de desafios com várias fases nas quais Clive deve derrotar uma série de inimigos. Ao entrar no local, novas habilidades de um “Eikon” misteriosos são desbloqueadas, o que foi uma surpresa.

Com um menu que apela para a nostalgia dos primeiros Final Fantasy, a cada fase você ganha pontos para melhorar atributos e habilidades do protagonista. É uma boa adição para substituir a falta de um “endgame” do jogo, mas ainda é uma sacanagem que seja um conteúdo pago.

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Vale a pena comprar Final Fantasy 16: The Rising Tide?

Se você é entusiasta do combate do jogo, e quer ainda mais conteúdo e desafios, acaba valendo a pena pela adição do Portão de Kairos. As novas habilidades de Leviathan e do “Eikon” surpresa são muito boas e ajudam muito nas dificuldades mais altas do jogo.

Se o seu foco é a história, infelizmente Final Fantasy 16: The Rising Tide não vale o investimento no momento. Das 10 horas prometidas de conteúdo, boa parte são missões secundárias fracas que não adicionam na jornada.

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