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Análise | God Eater 3

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Sabe aquele jogo que você olha para capa e pensa duas vezes antes de jogá-lo? Assim é God Eater 3. Eu tinha um grande preconceito em relação a esse game, principalmente porque ele parecia algo genérico ao Monster Hunter. Mas resolvi vencer meu preconceito e decidi conhecê-lo.

God Eater é produzido pela Bandai Namco e teve a sua origem nos portáteis da Sony e depois foi adaptado para os consoles de mesa. God Eater 3 é o primeiro jogo da franquia que está saindo diretamente para consoles domésticos e PC. Também foi o primeiro que eu tive o privilégio de jogar.

Nele o jogador assume o papel de um ser humano com a habilidade de fundir partes de seu corpo com Aragamis, as bestas monstruosas que assolam o mundo pós-apocalíptico, para usar armas enormes e duras chamadas God Arcs. Essas armas são as únicas capazes de matar criaturas Aragamis.

No game é possível criar o seu personagem do zero e customizá-lo à sua maneira, escolhendo cor, penteados e aparência. Função típica desse estilo de jogo.

O contexto é um pouco confuso no início, pois o jogo começa em uma prisão com várias crianças, sem explicação, somos obrigados a cumprir missões como escravos e as únicas informações que temos sobre os acontecimentos estão em um painel. Os personagens são tão carismáticos e intrigantes que conseguem prender nossa atenção e nos fazem querer entender o que se passa nesse universo. A medida em que jogamos vamos compreendendo melhor o que se passa.
O jogo trabalha com sistema de rank, ou seja, missões com recompensas em que precisamos derrotar criaturas e com isso ganhamos peças e dinheiro. Com as peças podemos customizar as God Arcs, armaduras e balas. Essa é a parte mais viciante do jogo. A todo momento vai dar aquela vontade de acessar o painel e ativar as novas técnicas dos npcs que te acompanham durante a aventura. Além de melhorar o seu equipamento ou criar um novo do zero. São muitas possibilidades e isso desperta nossa curiosidade e criatividade.

As missões contam com mapas curtos e com poucas variações de inimigos, tornando possível a sua conclusão em cerca de 10 minutos. Mas são muitas missões, resultando em uma boa quantidade de horas jogadas (cerca de 30 horas). Entre uma missão e outra é que a história vai se desenvolvendo e assim chegando mais pessoas para sua equipe.
Um grande destaque no God Eater 3 são os combates frenéticos em que você tem total liberdade para atacar ou se esquivar. Semelhante ao estilo de Devil May Cry. E seu personagem conta com várias técnicas que podem ser usadas em combate sozinho ou com alguém da equipe. São muitas opções que, a medida em que avançamos para o final, sentimos como se estivéssemos controlando um personagem de anime, com ele tão poderoso e cheio de recursos que nenhuma criatura consegue atingi-lo.

Isso é tão bom que só o incentiva a se tornar mais poderoso, buscando evoluir a todo momento. E assim nem percebemos que jogamos cerca de 30 horas. E se achamos que a história não era tão interessante, somos recompensados pela diversão do gameplay. Principalmente pelo recurso de jogá-lo online com seus amigos em equipe, fazendo com que a diversão continue após o término da história principal.


A cópia de God Eater 3 foi gentilmente cedida à Manual dos Games para análise pela Bandai Namco.

Publicado em 16 de fevereiro de 2019 às 19:13h.
2019-02-16 19:13:16