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Análise | Golem Gates

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Uma nova ameaça surge de portais misteriosos conhecidos como Golem Gates, e você é o único capaz de guiar um exercito para a vitória final. Desenvolvido pela Laser Guide Games e publicado em meados de 2018 para PC, Golem Gates recebeu um port para os consoles(Playstation 4 e Nintendo Switch e Xbox One) no final de abril.

Trata-se de um RTS (estratégia em tempo real) com uma visão isométrica que inicialmente pode te remeter a uma ambientação e estilo de abordagem similar a títulos clássicos com Star Craft, porém traz consigo um elemento, no mínimo inusitado, que modifica significantemente os elementos de gameplay que definem um RTS, em Golem Gates este esquema de jogo é misturado um sistema de Trading Card Games e elementos de MOBA.

E isso funciona? É o que vamos descobrir agora!

O PRESÁGIO

Em uma terra desolada por guerras ancestrais, você é o Harbinger, um exilado com a capacidade de invocar e controlar hordas oriundas de uma zona conhecida como The Ash. Lá, o que restou do poder ancestral das antigas guerras se manifesta de maneiras inexplicáveis, e criaturas parecem brotar seguindo o seu comando.

A curta campanha de jogo tem início quando máquinas controladas por guerreiros ancestrais aparecem nos Golem Gates, e controlados por uma força sobrenatural e invisível, empunham suas armas com o objetivo de dominar tudo o que resta.

Com um enredo simples, que serve como um plano de fundo eficiente para embasar toda a jogatina, caberá a você fazer uso do poder escondido em The Ash, controlar hordas de soldados abrindo seu caminho para a solução dos mistérios que cercam seus criadores há muito tempo adormecidos.

UM MOBA DIFERENTÃO

Golem Gates mistura um sistema de jogos de estratégia em tempo real (RTS), com elementos de trading-card-games e jogos multiplayer online battle arena (MOBA). E por incrível que parece, esse mix inusitado funciona bem, ao menos na sua versão para PC, como veremos mais adiante, no port para os consoles a história é completamente diferente.

Vamos por partes, no que diz respeito ao sistema e modos de jogo, teremos uma excelente quantidade de atividades que podem prolongar a vida útil do jogo quase que indefinidamente. Você poderá jogar uma campanha curta, com aproximadamente 30 missões, que servirá basicamente como um grande tutorial que vai te preparar para o modo multiplayer do jogo.

Como em um RTS, você poderá invocar uma variedade impressionante de soldados, que virão em grupos pequenos, além de monstros enormes. Após invoca-los os objetivos das missões serão quase sempre os mesmos, atacar e destruir a base inimiga, ou se defender de ataques de hordas inimigas por um determinado período. Além disso, você poderá construir (invocar) torres de ataque e defesa e realizar algumas construções específicas. Igualzinho a um RTS. Como em um MOBA, você deverá guiar seu exército à vitória destruindo uma estrutura central na base inimiga.

Ao final de cada uma das batalhas o jogador é presenteado com diversas “cartas de monstros” que poderão ser adicionadas ao seu deck. Pois então, um dos elementos mais interessantes do jogo é a construção do deck nos intervalos entre as batalhas, lá você poderá escolher quais monstros e “feitiços de ataque” levar para a partida.

As batalhas são rápidas, mantendo o ritmo da ação constate e vão sempre exigir uma boa dose de estratégia para aproveitar ao máximo o que as suas unidades podem oferecer no campo de guerra. E é aí que as coisas começam a desandar no gameplay adaptado para os Joysticks dos consoles. O fator estratégia é praticamente jogado para escanteio, e a única coisa que de fato vai exigir algum raciocínio da sua parte será que unidades invocar em determinados momentos do jogo, no final das contas tudo se reduz a criar uma horda grande o suficiente para destruir a base inimiga.

O que no PC, com o uso de mouse e teclado é uma delícia de gameplay, nos consoles sofre uma limitação de jogabilidade que pode ser impeditiva para boa parte dos jogadores mais casuais. Você terá MUITOS problemas para selecionar unidades já invocadas em campo, e até mesmo para enviá-las para o ataque, o que, na minha experiência de jogo, quebrou completamente o ritmo acelerado de gameplay.

VALE A PENA JOGAR?

A despeito de algumas inconsistências de desempenho (Playstation 4), Golem Gates traz gráficos excelente, com uma ambientação visual incrível. Mesmo com a limitação de abordagem imposta pelos Joysticks, ainda é possível se divertir a valer em acirradas disputas no multiplayer online, onde o jogo de fato funciona como um MOBA que pode, em conjunto com o viciante esquema de construção de decks, te prender por dezenas de horas.

Publicado em 26 de junho de 2019 às 21:54h.
2019-06-26 21:54:16