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Análise | Just Cause 4

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Lançado no último dia 04 de dezembro, Just Cause 4 não traz grandes novidades quando comparado ao título anterior, a história parece uma releitura da apresentada em Just Cause 3, com pequenas e insignificantes modificações. Mas não é esse o motivo que tornou essa franquia tão popular entre os gamers, o enredo sempre ficou em segundo plano, tudo aqui diz respeito a explodir coisas, e isso Just Cause 4 consegue fazer das maneiras mais espetaculares e mirabolantes que se possa imaginar.

Você vai estar no controle de Rico (o verdadeiro exército de um homem só!!!) em uma aventura over the top que te remeterá aos clássicos filmes de ação dos anos 80. Armado até os dentes, sua missão é detonar coisas, e para passar o tempo, desbancar uma inescrupulosa megacorporação que explora impiedosamente uma ilhazinha localizada nos recantos da América latina.

A HISTÓRIA… E TEM?

Pois então, tem! Mas não crie muita expectativa a respeito dela… Just Cause 4 se passa em um país fictício da América do Sul, Sólis, que é assolado por condições climáticas extremas. Rambo, não pera! Rico Rodriguez, agora um mercenário freelancer, descobre que seu pai, um cientista e inventor, manteve relações com a Mão Negra, uma organização paramilitar com objetivos obscuros. Ao descobrir a relação do seu pai com esta megacorporação paramilitar, Rico viaja para Sólis em busca de respostas.

Este pequeno país é controlado pela Mão Negra, por intermédio do comando de Gabriela Morales, uma nova vilã adicionada à franquia. Chegando na ilha, Rico toma conhecimento de perigosos experimentos de controle climático, e se aliando a população local cria o “Exército do Caos” que tem como objetivo principal explodir coisas, e se der tempo, libertar Sólis dessa megacorporação malvadona.

OVER THE TOP

Se você adora essa franquia por ser mirabolantemente exagerada, te dar liberdade para atirar e destruir quase todos os elementos do cenário em verdadeiros shows pirotécnicos, Just Cause 4 foi feito sob medida para você. Mas nem tudo são flores!

O game play é extremamente simples, e pouco mudou em relação a Just Cause 3. Você pode andar, saltar, realizar um ataque físico (bastante limitado), pilotar diversos tipos de veículos, nadar, mirar e atirar. Além disso, em Just Cause 4 a física funciona de forma muito peculiar, e Rico terá acesso a uma série de equipamentos (paraquedas, gancho, e um traje para planar) que lhe permitem fazer manobras absolutamente absurdas e divertidas. Desde surfar em mísseis, até abordar helicópteros e aviões em pleno vôo!!!

O mundo de Just Cause 4 funciona quase como um sandbox destrutivo, tudo o que estiver pintado de vermelho ao mirar, pode ser destruído. Além disso é possível explorar todo o mundo do jogo planando com o auxílio do traje planador, antes mesmo de acionar o paraquedas ou abordar algum avião com o gancho.

Os experimentos de controle climático desenvolvidos pela Mão Negra adicionam a única novidade em relação ao jogo anterior. Esses eventos catastróficos (tempestades com raios teleguiados, furacões, tornados etc.) vão introduzir uma nova mecânica de interação, em momentos em que a física do jogo será extrema, podendo te beneficiar ou prejudicar a depender da missão em que você estiver envolvido no momento.

Logo nas primeiras horas de jogo você vai estabelecer e liderar a rebelião contra a Mão Negra, a partir daí o país será subdivido em regiões controladas pela rebelião e pelo inimigo. Caberá a você conduzir o “Exército do Caos” ao controle total de Sólis. E isso se dará através de uma série de missões, que rapidamente se tornam repetitivas, boa parte delas envolve ligar ou desligar um gerador, acionar um terminar para que um personagem remoto hackei alguma coisa, ou escoltar um hacker até um terminal. E ao longo disso, resolver pequenos puzzles com o uso dos seus Gadgets além de enfrentar hordas de inimigos.

Os combates são exatamente iguais aos de Just Cause 3, e o exército inimigo parece que está lá apenas para servir de tiro ao alvo, com uma inteligência artificial ridícula, eles não vão tentar te flanquear ou realizar alguma manobra mais complexa, simplesmente vão correr em direção a sua metralhadora a pé ou em veículos prontinhos para serem destruídos. Porém o cenário completamente destrutivo dá a possibilidade de abordagens bastante criativas, desde jogar um inimigo contra o outro com o uso do gancho, até mesmo prender um helicóptero em um tanque de gasolina e mandar tudo pelos ares com um tiro de bazuca.

A liberdade de ações é seguramente um dos pontos fortes do jogo, e a possibilidade de usar elementos destrutivos do cenário a seu favor (tanques, carros, helicópteros, aviões) é uma delícia que parece não cansar nunca.  De maneira geral a jogabilidade funciona muito bem, os movimentos de Rico são fluidos e os controles são bem polidos.

GRÁFICOS E TRILHA SONORA

O mundo de Just Cause 4 foi criado a partir de espaços reais, criando por meio delas o país fictício de Sólis. E isso garante ao jogo uma ambientação especialmente realista e verossímil. Em Sólis teremos uma mistura impressionante de ambientações, que variam desde enormes cadeiras de montanhas até dessas florestas completamente exploráveis por terra água ou ar.

Mas apesar de apresentar um level design incrível, nossa análise no Playstation 4, e aqui o jogo parece ter sofrido um downgrade gráfico gigantesco, as texturas são horríveis e cheias de serrilhados, em diversas partes seremos afetados por quedas de frame rate, e o game leva longos segundos para renderizar as texturas do cenário. Mas parece que estamos jogando uma versão ainda inacabada do game. A despeito disso, a trilha sonora é bacana e completa bem a experiência de jogo.

CONCLUSÕES

Just Cause 4 nada mais é que uma versão melhorada de Just Cause 3 (o que não necessariamente é ruim). Aqui você vai encontrar pouquíssimos elementos que os diferenciem, até mesmo o enredo do jogo segue a mesma premissa, um país dominado por um tirano sanguinário e inescrupuloso que precisa da sua ajuda para alcançar a liberdade. Os novos elementos de clima extremo vão de proporcionar momentos épicos em algumas missões.

Em um verdadeiro playground destrutivo e com uma física própria, Just Cause 4 parece não ter conseguido fazer uso dessas mecânicas superdivertidas que acabam se tornando cansativas devido a estrutura essencialmente repetitiva das missões. A despeito dos problemas gráficos (Ps4) e da falta de inovação, continua sendo uma experiência de jogo divertida e despreocupada, que consegue te dar a sensação de estar vivendo um dos filmes de ação dos anos 80.

Publicado em 16 de dezembro de 2018 às 00:09h.
2018-12-16 00:09:51