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Análise | Layers of Fear 2

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Layers of Fear 2, nos traz a sequência do terror psicológico de 2016, game trazido pela Gun Media e a Bloober Team, sendo lançado para PlayStation 4, Xbox One e PC no dia 28 de maio. 

Viagem macabra

Diferentemente do primeiro jogo onde controlávamos um pintor esquizofrênico, atormentado pelo fantasma de sua esposa. O segundo se inicia a bordo de um navio à vapor, servindo de set de uma filmagem para um filme tanto quando enigmático, onde nosso personagem é o ator principal. 

A história começa leve incrementando os elementos de terror sutilmente aos poucos, mas desde o início percebemos que algo está fora do lugar, onde ao decorrer do jogo encontramos pistas da real história e como fazemos parte dela. O horror se apresenta através de traumas do protagonista, focando em suas cicatrizes mais profundas, apresentando memórias distorcidas que muitas vezes passam a impressão de que o protagonista está sempre travando um embate entre o que é real, e o que não é, o deixando a beira da insanidade. 

Gráficos 

O jogo tem seus gráficos com qualidade próxima a títulos AAA, os incríveis detalhes nos cenários chamam muito a atenção, onde cada área explorada nos traz efeitos de iluminação, infiltração e cores muito bem desenvolvidas. As interações com os objetos no cenário também têm uma grande fidedignidade, infelizmente maioria das vezes elas são desperdiçadas, com interações que não servem para nada.   

A sétima Arte 

O cinema não está só presente como história de fundo do game, no decorrer encontramos inúmeras referências a filmes icônicos como, Viagem à Lua, Nosferatu, O Feiticeiro de Oz entre outros. Estes elementos presentes na trama criam cenas no mínimo excepcionais, proporcionando uma espécie de “fan service”, para amantes da sétima Arte. 

Aonde estou? 

Um dos pontos altos do jogo, herança do primeiro, é trocar de ambientes modificando tudo ou criando loopings que se alteram em simples movimentações, muitas vezes o jogador é induzido a olhar um determinado ponto, ao retornar visão para onde estava, se encontra em um lugar totalmente diferente. Está mecânica cria grande espanto já que não é nada previsível quando acontece, fazendo quem joga pensar “O que aconteceu?”. 

Trilha sonora de arrepiar  

No início temos uma recomendação do jogo para usarmos headset, dica muito válida, pois a trilha sonora clássica e muito sinistra, realizada pelo compositor Arkadiusz Reikowski, com direção de George Strezov e tendo seus acordes muito bem tocados pela Sofia Session Orchestra. 

Não basta ter está trilha deixando o jogador tenso com situações de horror, existem elementos que criam uma maior imersão auditiva com barulhos próximos, geralmente em áreas que não estão no atual campo de visão, ou sussurros que somados ao headset, criam uma sensação que alguém está ao seu lado. 

 Puzzles? 

No decorrer do caminho nos deparamos com puzzles, recurso normal em jogos, ainda mais no gênero de terror, mas o que era para ser mais um elemento bacana, acaba sendo frustrante, a resolução se dá de forma simplificada, tirando um pouco do sentido, que é criar um momento desafiador para o jogador. 

Vale a pena? 

Layers of Fear 2 tem uma história envolvente gerando grande tensão, mas de forma gradativa que pode afastar alguns jogadores que não são acostumados a este gênero, ou quem espera um jogo com muitos jump scare. Mas através de sua essência nos apresenta uma maneira muito marcante e envolvente para descobrir a história na sua integra.

Publicado em 5 de junho de 2019 às 10:41h.
2019-06-05 10:41:37