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Análise | Onimusha: Warlords

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Onimusha, lançado em 2001, foi um dos games de maior sucesso no Playstation 2 e foi o primeiro da plataforma a vender mais de 1 milhão de cópias. Após o grande sucesso do PS2, fizeram uma versão especial para o primeiro console da Microsoft em 2002. O game é baseado em survivor horror, como Resident Evil, em que precisamos sobreviver a diversas criaturas e resolver puzzles para prosseguir no jogo. Nele controlamos o samurai Samanosuke Akechi e a ninja Kaede que vão fazer de tudo para acabar com as criaturas que invadiram o castelo Inabayama. Após 18 anos, finalmente o clássico retorna remasterizado e cheio de novidades!

História

O jogo se passa num período da história japonesa denominado Sengoku. Foi uma das fases mais conturbadas e instáveis da história do Japão, marcada por constantes guerras. A nação não possuía líder e o poder dos lordes feudais era medido pelo tamanho do exército.

Dentre estes lordes destacava-se um dos mais famosos e perversos líderes do Japão: Nobunaga Oda.

Nobunaga e seu clã (Oda clan) onde passavam traziam morte e destruição.  Eles estavam próximos de conquistar sua ambição e unificar o Japão até que, inesperadamente, Nobunaga é atingido por uma flecha encerrando assim a sua vida.

Após sua morte, Nobunaga fez um pacto com os demônios Yōkai para voltar à vida e destruir seus inimigos. Ele então volta com poderes sobrenaturais, inclusive o poder de controlar as criaturas chamadas Genmas, iniciando assim a sua vingança.

Samanosuke recebe uma carta da princesa Yuki do clã Saitõ pedindo ajuda após o surgimento de monstros que atacaram os servos. Infelizmente ele chega tarde demais.

Depois de ser atacado por um monstro, Samanosuke recebe a visita de doze oni que dão a ele o poder de derrotar os monstros que sequestraram Yuki, o Gauntlet , e selar suas almas. É aqui que a aventura começa!

Jogabilidade

Na época de seu lançamento, só era possível controlar os personagens com o direcional digital e isso limitava muito a jogabilidade, que precisava ser rápida para derrotar os inimigos que aparecem em várias partes dos cenários. Pensando nisso, a Capcom adicionou o direcional analógico que fez uma grande diferença nos combates, principalmente durante as batalhas contra os chefões.

Uma das coisas que mais agrada nessa nova versão foi a opção de trocar de armas apertando os botões traseiros do controle. Era frustrante precisar pausar o jogo durante o combate para trocar as armas. Essa mudança deixa o combate mais fluido e emocionante.

Além disso os inimigos receberam balanceamento, tornando o combate mais justo. Existiam muitos inimigos que com apenas dois ou três golpes debilitavam bastante o nosso personagem.

Também foi melhorado os ganhos de Genmas, pois na primeira versão do jogo era preciso permanecer em certo ponto enfrentando várias criaturas para evoluir as suas armas. Agora aparecem mais inimigos em pontos variados, não sendo mais necessário aguardar a evolução em um só lugar e deixando o jogo mais dinâmico.

Gráficos e Trilha sonora

O trabalho de restauração dos gráficos é de deixar a boca aberta. Foi tudo feito com muito capricho. Cenários que eram muito escuros, agora possuem uma iluminação melhor e itens que quase não eram diferenciados do fundo do cenário foram evidenciados, receberam uma cor mais viva facilitando sua localização. Dessa forma é possível coletar todos os itens na primeira jogada. Além disso, agora é possível escolher o formato da tela entre 4:3 ou 16:9.

Uma das grandes mudanças do remaster foi a trilha sonora. Totalmente refeita, coloca o jogador numa experiência mais imersiva. O game também conta com duas opções de idiomas em áudio: inglês e o japonês. Já as legendas possuem oito opções, mas não tem português. Isso é uma pena…

Conclusão

Onimusha é um dos melhores jogos já lançado na indústria dos games. Tem uma história emocionante, uma jogabilidade fácil e precisa e essa nova versão está recheada de novidades que só fizeram melhorar a vida dos jogadores.

A aventura prende do início ao fim. E quando menos se espera, já estão descendo os créditos finais. Isso é realmente uma pena: Por que o game é tão curto? Apesar disso, é um excelente game, está muito bonito, com uma trilha sonora repensada e melhorada e cumpre o propósito de divertir e emocionar.

“Onimusha: Warlords foi gentilmente cedido à Manual dos Games para análise pela Capcom

Publicado em 15 de janeiro de 2019 às 06:01h.
2019-01-15 06:01:30

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