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Análise | Pikuniku

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Pikuniku é um jogo de aventura em plataforma com gráficos minimalistas desenvolvido pelo Sectordub, estúdio independente de origem franco-britânica lançado no último dia 24 de janeiro pela Devolver Digital. E meus amigos, que surpresa agradável foi descobrir logo nos primeiros minutos de jogatina que, o que parecia se tratar de apenar mais um joguinho indie sem muita imaginação, é extremamente divertido além de subversivo e ousado, e vai te proporcionar excelentes momentos entre amigos ou sozinho.

Pikuniku foi lançado para Nintendo Switch e PC. Venha comigo, e descubra o que torna esse um dos melhores jogos indies lançados em janeiro.

RADIANTE LTDA

Sim meus amigos! A superficialidade em Pikuniku é apenas aparente, ele traz uma história bem elaborada que se desenvolve em meio a diálogos e descobertas ao longo das aproximadamente 5h de campanha. Você é um monstro que vive adormecido em uma caverna úmida e escura localizada em uma pequena ilha, até que, sabe-se lá porque cargas d’água, é acordado por um fantasma, e sem ter nada melhor para fazer, resolve que está na hora de sair da caverna para explorar o mundo.

Ao longo das suas andanças fora da caverna, você vai se deparar com os abastados habitantes de três vilarejos, enriquecidos pelo dinheiro proveniente de uma megacorporação, a RADIANTE LTDA, que interage com eles apenas por meio de robôs, e explora os recursos naturais produzidos por eles ou pela ilha.

Mas como nem mesmo nos videogames, tudo são flores, logo você vai perceber que a RADIANTE LTDA e seu exército de funcionários robôs está consumindo indiscriminadamente todos os recursos da ilha, ponto em risco a sustentabilidade dos vilarejos e seus habitantes. E você, o monstro, vai ajudá-los a por um fim nessa baderna.

O MONSTRO DA CAVERNA

Pikuniku é basicamente um side scrolling em 2D, onde em determinados momentos você vai precisar resolver puzzles e vencer desafios para avançar na campanha. A jogabilidade é simples e divertida, se encaixando como uma luva dentro do que o game se propõe. Você pode andar, rolar (com a forma de uma bola), podendo se mover com maior velocidade em alguns trechos do cenário, além de pular, se pendurar em locais predeterminados e executar um famigerado chute lateral que vai ser um movimento fundamental ao longo de todo o gameplay, por intermédio do qual você poderá tirar coisas do seu caminho ou mandá-las pelos ares.

Os puzzles são simples e, via de regra você não terá grandes problemas para resolvê-los, de maneira geral vai precisar movimentar alavancas e posicionar objetos (pedras, bolas, nozes) em locais específicos para seguir adiante. Ao longo do todo o game play a exploração é incentivada, e todo o cenário é repleto de passagens secretas (não tão secretas assim!) que te  levarão a zonas de desafios, além de proporcionar a descoberta de troféus e acessórios bacunudos para tunar a aparência do monstrengo de pernas compridas, alguns desses objetos também poderão ser comprados em lojas nos vilarejos espalhados pela ilha, alguns deles são peças chave para o avanço na campanha e resolução de missões secundárias.

As zonas de desafio são opcionais, e você vai descobri-las em missões secundárias oferecidas por habitantes da ilha, ou em passagens secretas no decorrer da exploração. Elas consistem basicamente, em um percurso repleto de armadilhas, que após completado, o monstro recebera um item como recompensa. Vamos ter também algumas batalhas contra “chefes de fase”, e apesar de não trazerem grandes dificuldades, são bem divertidas e vão te fazer rir o tempo inteiro.

Pikuniku traz ainda um modo co-op, onde você poderá resolver puzzles e desafios espinhosos com seus amigos em 10 fases diferentes.

Durante todo o gameplay a jogabilidade vai funcionar bem, com exceção de alguns momentos onde o controle dos chutes é bastante impreciso e seguramente vai causar alguma irritação, principalmente nas batalhas contra os chefões e resoluções de alguns puzzles onde você precisa lançar objetos em locais específicos do cenário.

A BALADA DO MONSTRO

Os gráficos em Pikuniku são acertadamente minimalistas e super charmosos, que aliados a um level design simples (talvez simples demais) funcionam muito bem durante todo o jogo. A animação do monstro, que é apenas uma bola vermelha com pernas compridas é sensacional e vai te fazer rir o tempo inteiro. Junte tudo isso a uma trilha sonora agradabilíssima, que em alguns momentos parece uma animada valsinha francesa, e você terá a receita certa para a diversão.

VALE A PENA JOGAR?

Pikuniku é até o momento, o jogo mais divertido que chegou até mim em 2019. Sua aparente simplicidade esconde uma mecânica de jogo bem polida e incrivelmente intuitiva, além de um enredo aparentemente despretensioso, que possui diversas camadas e discute dilemas modernos com uma leveza impressionante.

Com toda a sua estranheza Pikuniku é definitivamente um excelente jogo indie, e mesmo com sua aparente simplicidade, vai te proporcionar boas gargalhadas e momentos épicos de diversão.

A cópia de Pikuniku foi gentilmente cedida à Manual dos Games para análise pela Devolver Digital

Publicado em 28 de janeiro de 2019 às 00:41h.
2019-01-28 00:41:35