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Análise | Resident Evil 2

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Bem-vindo à Raccoon City

Residente Evil 2 é considerado por muitos o melhor da franquia e um divisor na indústria dos games de terror. Um jogo que muitos fãs pediam de joelhos para que a Capcom o refizesse para a nova geração. Algo parecido com o primeiro, que saiu para o Game Cube em 2002. Após 21 anos finalmente as nossas preces foram atendidas. Será que ficou bom? Ou mudaram tantas coisas que a sua essência foi destruída?

Então recarregue as suas armas e prepare o kit médico porque vamos explorar a delegacia mais famosa do mundo dos games!

O começo do medo

No game controlamos dois personagens que no decorrer da aventura acabam se encontrando. Leon S. Kennedy é um policial novato que é designado para Raccon City em seu primeiro dia de trabalho (que azarado!) e, após precisar parar o seu veículo para abastecer, entra na loja de conveniência do posto e sofre um ataque inesperado de pessoas devorando outras pessoas (zumbis), então ele escapa com urgência daquele local. E ao fugir, depara-se com outra personagem jogável, Claire Redfield, que foi à Raccoon City em busca do seu irmão, Chris Redfield do primeiro jogo. Os dois escapam juntos daquela infestação de mortos vivos e vão em direção ao único ponto seguro da infestação, o Departamento de Polícia de Raccoon City. Entretanto uma tragédia acaba por separá-los, fazendo com que cada um siga por um caminho diferente. Então o nosso objetivo é fazer de tudo para escapar desse pesadelo. 

Se você tem problemas cardíacos, afaste-se deste jogo

Depois do excelente trabalho que a Capcom fez com o Residente Evil 7, trazendo uma engine própria em que ela trabalhou com as modelagens dos personagens e dos cenários e trazendo de volta o clima de terror da franquia que por muitos anos julgávamos ter acabado no Resident Evil 4.  Ela conseguiu aperfeiçoar e trazer resultados surpreendentes. Os mortos vivos são ricos em detalhes, mostrando as partes que estão em pedaços, marcas de tiros que receberam e também uma movimentação mais natural. Agora quando recebem danos, partes dos seus membros caem ou ficam totalmente danificados. Desconhecemos um game que trouxesse zumbis nessa qualidade.

Não tiveram esse cuidado apenas com os zumbis, mas também com todos os monstros e personagens do game. Os Lickers, aquelas criaturas que ficam rastejando, fazem de tudo para escutar o seu próximo alimento, já que por serem cegos eles precisam usar a audição. Os cachorros, por sua vez, abusam do olfato procurando buracos nas paredes para acessar o local que você se encontra.

E não podemos esquecer do meu pesadelo de infância, o Mr. X, que vai fazer de tudo para te pegar e dar aquele soco que vai detonar a barra de vida. Outro detalhe que vale ser ressaltado é o fato de nossos personagens ficarem com marcas no corpo ao receberem um ataque. Por exemplo, ao receberem ataque dos zumbis, eles ficam com marcas de mordidas na região e quando atacados pelos Lickers, com marcas de garras no corpo. Resumindo: eles vão ficar com hematomas de acordo com o ataque do inimigo. Não bastasse tudo isso, terão dificuldades para se locomover.

Atenção! Quase não existe ponto seguro neste jogo. É isso mesmo! Na primeira versão podíamos descansar e salvar o progresso do game na máquina de escrever, em locais que ficavam próximos aos baús. Nessa nova versão quase não existe isso. Quando estiver pegando itens do baú é possível receber um ataque inesperado de um zumbi que conseguiu arrombar a porta. Ou até mesmo Mr. X te pegando pelo pescoço.

Nunca senti tanto medo na minha vida jogando um game. Às vezes eu precisava parar um tempo para respirar, tomar um calmante e continuar esse pesadelo. Entenda: Você vai sentir medo o tempo todo. Não dá para ter noção do que pode estar a sua frente por causa da baixa iluminação dos cenários. Se os zumbis invadirem o local, terás também dificuldade em localizar os objetos e resolver os puzzles. É preciso ter cuidado mesmo quando for abrir as portas. Uma mordida de boas-vindas pode estar te aguardando.

 

O que tem de melhor no clássico está de volta no Remake

 O que mais amamos na série está de volta, totalmente reformulado e contando com várias novidades. O puzzle do novo game nos obriga a decorarmos palavras e números, usar ferramentas pesadas para quebrar correntes, chaves que só abrem em determinados locais, revelar fotos para descobrir caminhos secretos etc. Não se sinta mal se precisar pegar um caderno para anotar todos os códigos que você achar no jogo. E tudo isso com as criaturas atrás de você. 

Faça cada bala valer a pena

Resident Evil 2 pode ser considerado o mais difícil da série, você vai encontrar poucas munições e seu personagem tem pouco espaço no inventário (você consegue aumentar durante a aventura encontrando bolsas). Mesmo que você tenha a possibilidade de criar as suas balas com as pólvoras encontradas. Elas não dão conta de acabar com quantidade de criaturas do jogo. Então será necessário fugir e só atire quando não tiver outra opção para escapar daquele local, ou vai acabar chegando nos chefões sem munição e começar tudo de novo.

O poder do Resident Evil 2 está nos detalhes

O game é rico em detalhes e conta com easter eggs de todos os jogos da franquia. Dá para passar horas usando a lanterna para iluminar locais para encontrar itens de cura, pólvoras, fotos e depoimentos. São muitos segredos que vão te fazer perder a noção do tempo, explorando cada canto de parede. A equipe está de parabéns!

Falando de jogabilidade, mudou bastante e está mais parecida com o do Resident Evil 4, facilitando na hora do combate, já que você pode acertar as pernas dos inimigos para conseguir fugir ou no rosto para eliminá-los. Sentimos como se realmente estivéssemos na pele do personagem.

Outro ponto legal foi que a Capcom fez várias alterações nos diálogos, que muitas vezes eram engraçados e até sem muito sentido na versão original. Agora são coerentes e podem até te emocionar. Personagens que tinham um papel curto na versão original agora ganharam maior destaque. E monstros que não faziam sentido na versão original foram removidos e substituídos por novas criaturas. Tudo para enriquecer a jogatina.

Conclusão

Sabe aquela sensação de satisfação de receber algo que você estava esperando há vários anos e do jeitinho que você queria?

É isso que você sente ao jogar Resident Evil 2. O clima de terror embalado com trilha sonora fantástica digno da Capcom, uma jogabilidade rápida e precisa, a melhor história da franquia preparada com tanto carinho para agradar aos fãs antigos e novas mudanças para o novo público. Sem esquecer de mencionar os extras da versão original e os novos extras, evitando gastos com dlcs.

Esse é definitivamente o melhor jogo da série e valeu a pena esperar todos esses anos para jogá-lo. Você não vai ser arrepender por tê-lo comprado.

“Resident Evil 2 foi gentilmente cedido à Manual dos Games para análise pela Capcom

Publicado em 22 de janeiro de 2019 às 14:42h.
2019-01-22 14:42:09