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Análise | Sinner: Sacrifice For Redemption

Todos os anos acompanhamos a uma verdadeira avalanche de jogos profundamente inspirados em Dark Souls, desde indies produzidos por pequenas equipes com um orçamento limitado, até jogos AAA com milhões de dólares investidos. A grande maioria deles opta por copiar as mecânicas de movimentação e estilos de combate eternizados em Dark Souls 1, não raro adicionando a essa fórmula de sucesso elementos próprios, que por vezes conseguem trazer alguma originalidade e frescor ao gênero.

Em meio aos souls like games lançados em 2018, chegou até nós o nebuloso Sinner:  Sacrifice For Redemption, com um conceito interessante e até certo ponto original, o jogo subverte completamente o sistema de progressão clássico dos RPGs e segue de cara para a parte mais épica e empolgante dos Souls Like Games, a batalhas contra os chefões!

Sim, meus amigos, Sinner: Sacrifice For Redemption é um RPG de ação e aventura, inegavelmente inspirado em Dark Souls e completamente focado em vertiginosas boss fightings. Mas será isso o suficiente para sustentar um Souls Like game? É o que vamos descobrir agora.

UM MUNDO CONSUMIDO PELO PECADO

Adam é um homem sem memórias que vai precisar atravessar o vale das sombras da morte inúmeras vezes em batalhas épicas contra a materialização de seus maiores pecados, libertando dessa maneira suas memórias e sacrifícios, esse é o único caminho para entender e aprender a lidar com os acontecimentos que marcaram sua vida.

Sinner: Sacrifice For Redemption é ambientado em um reino sombrio, e traz um enredo que vai exigir muito da sua imaginação, todos os elementos relacionados a história são vagos e confusos, o que até certo ponto prejudica a nossa capacidade imersão. Não raro você vai se perguntar qual o sentido de todas aquelas batalhas precedidas por cutscenes que parecem não ter nenhuma relação com o personagem principal.

É QUASE UM DARK SOULS VERSÃO ARCADE

Tudo em Sinner: Sacrifice For Redemption diz respeito ao boss fight, o jogo sacrifica a tão tradicional exploração de senário e progressão de personagem para dar um foco absoluto nas lutas contra os chefões. Aqui não teremos a opção de customizar o protagonista ou mesmo escolher com que armas jogar, o que no final das contas acaba não sendo prejudicial a sua proposta, e mesmo que isso cause algum estranhamento no início, logo logo esqueceremos essa característica no mínimo, atípica.

Logo após a introdução dos comandos básicos por intermédio de sinais espalhados pelo chão, seremos conduzidos a uma espécie de santuário, onde nos depararemos com diversas lápides com um símbolo encravado. Este santuário funciona como um HUB central que vai nos transportar diretamente para as batalhas contra os chefões, e meus amigos, essas batalhas são incríveis, verdadeiramente épicas.

O game play é exatamente igual ao de Dark Souls, tanto no que diz respeito a movimentação do personagem (andar, correr, esquivar) quanto a física das armas. Teremos acesso a uma espada curta, uma espada longa e uma lança, cada uma delas, assim como em seu alter ego, vai impor uma dinâmica de ataque e defesa única e se mostrarão mais eficientes contra determinados inimigos. O sistema de progressão de personagem é subvertido, ao invés de evoluir, você terá desvantagens impostas a cada vez que enfrentar determinado chefão.

Os chefões são bastante inspirados, e alguns podem até parecerem familiares demais para os jogadores de Dark Soul. Cada um deles vai possuir pontos fortes e fracos que podem ser explorados e, pouco a pouco vamos descobrindo a melhor maneira de atacar e defender. Possuem ainda um ataque devastador que causa a sua morte instantânea, então prepare-se para morrer algumas vezes até descobrir a melhor maneira de derrota-los uma a um.

UM MUNDO SOMBRIO

O level design é um dos pontos mais incômodos em Sinner: Sacrifice For Redemption, tudo parece meio inacabado, dando a impressão de tratar-se de uma versão alfa de um jogo em desenvolvimento. O personagem principal mais parece uma criança genérica de 1,5 m que fugiu da escola e roubou a armadura e as armas de um anão, o único ponto distintivo dele são os olhos. Entendam, os gráficos não são ruins, porém são mal polidos e não conferem uma identidade visual ao game.

Porém, se o level design mal polido e o protagonista genérico são um incomodo, os chefões do quase conseguem compensar esse desleixo dos desenvolvedores. Todos eles são realmente épicos e inspirados.

CONCLUSÕES

Apesar dos problemas relacionados a narrativa e os aspectos gráficos do jogo, Sinner Sacrifice For Redemption chega com uma proposta realmente inovadora, que pode ser um prato cheio para os aficionados pelos souls like games. Com uma mecânica de jogo bem polida, que consegue emular à perfeição os comandos de Dark Souls, pode ser uma excelente pedida para passar algumas horas travando batalhas épicas contra inimigos mortais.

A duração da campanha principal vai depender inteiramente de suas habilidades, podendo variar entre 3 e 5h de jogo, ao final da primeira jogatina você terá acesso a novas armas e desbloqueara o modo Challenge em que você deve eliminar todos os chefões de uma só vez.

Publicado em 3 de dezembro de 2018 às 22:09h.
2018-12-03 22:09:54

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