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Análise | Skull and Bones

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Skull and Bones é o mais recente título da Ubisoft, cujo enredo se desenrola no Oceano Índico durante a famosa e lendária Era de Ouro da Pirataria, ocorrida entre a década de 1650 e a década de 1730.

No início do jogo, o jogador assume o papel de um náufrago de uma embarcação que, em busca de sucesso no caótico mundo da pirataria, acabou encontrando desgraça e derrota. Assim, o jogo permite a criação do seu próprio personagem, incluindo escolha de sexo, voz e outras características básicas. Embora as opções sejam limitadas, isso não é necessariamente o foco principal. Com isso, embarcamos na aventura em busca de construir nossa própria lenda na pirataria.

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Embora o jogo seja totalmente fictício, é importante ressaltar que ele apresenta três megacorporações da época: a Compagnie Royale, francesa; a Dutch Merchant Company, holandesa; e a British Trade Alliance, com os temidos britânicos. Além disso, há facções locais, como os Ungwana, o Clã de Fara, o Domínio de Rempah e o Povo do Mar, cada uma com características bem específicas. Cada uma das embarcações das megacorporações e das facções reage de maneira diferente quando nos aproximamos, exigindo cuidado ao navegar pelos mares de Skull and Bones. Isso leva os jogadores a criarem diversas estratégias em suas navegações, pois, se estiverem em um nível baixo e forem atacados por uma esquadra armada, certamente naufragarão.

História de Skull and Bones

O game em primeiro olhar, aparenta ter uma história extremamente atraente que cativará os jogadores e os levará a conhecer o mundo de Skull and Bones, contudo, após algumas horas de gameplay, o enredo revela suas limitações. Mas, em resumo, o jogador inicia como um naufrago e terá que se esforçar muito, fazendo contratos e missões para alcançar o nível de lenda e se tornar um pirata de sucesso.

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Captura – Leonardo Cardoso.

Contudo, por mais que pareça algo negativo, mas, isso já havia sido revelado pelo diretor do game em 2022 onde, Ryan Barnard, informou que Skull and Bones não é um jogo recomendado para quem procura por uma narrativa muito desenvolvida, pois, segundo Ryan, o game possui o foco em elementos do gameplay do que em tentar contar uma história.

Jogabilidade de Skull and Bones

O jogo apresenta duas ilhas piratas, que funcionam como bases para os piratas: Saint Anne e Telok Penjarah. Nessas áreas, os jogadores podem gerenciar seu inventário, depositar itens, fabricar armas e munição em ferreiros, refinar metais e madeiras, criar navios e móveis que conferem bônus ao navio. Além disso, nessas ilhas, os jogadores podem aceitar contratos de caça, contrabando e outras atividades que aumentam a infâmia e concedem prata, a moeda local do jogo.

Skull and Bones possui uma jogabilidade estilo RPG de mundo aberto, oferecendo ao jogador controle direto de um navio para navegar pelos oceanos, saqueando portos, aldeias e navios mercantes e inimigos em busca de pilhagens e infâmia.

O combate PvE entre navios é o destaque do jogo e requer estratégia e precisão para lutar com inimigos de níveis mais elevados. Por exemplo, ao enfrentar frotas poderosas encontradas em áreas avançadas, pode ser necessário trocar seu navio para um modelo mais resistente, capaz de suportar danos e infligir ataques de curto alcance, enquanto seus aliados se concentram em causar o máximo de dano possível ou em opções de suporte para curar aliados.

Existem algumas áreas onde você pode chegar em terra para fazer compras, pegar novas missões, brincar no Mercado Negro ou ocasionalmente procurar tesouros enterrados, mas elas são todas bem básicas, apesar da atenção dada ao design dessas áreas para parecerem bonitas e ser bastante explorável. Você logo notará que os NPCs são repetidos e que os adereços são replicados até mesmo na mesma pequena área. Não demora muito para que a exploração a pé perca todo o seu encanto e, de repente, os pitstops tornam-se pouco mais que funcionais e sempre rápidos.

Além dos armamentos e toda preparação realizada no navio, o jogador pode contar com o sistema de consumíveis que dispõe de buffs, como por exemplo: Água que pode ser obtida nas ilhas em que atracamos ou comprada nos NPC’s, ela oferece ao jogador velocidade de navegação. Quanto as comidas, elas dão bônus de recuperação de proteção, de ataque ou recuperação de vigor para ajudar a fugir de uma briga que não seja favorável.

Quanto a o jogabilidade do Navio, em primeiro contato pode parecer algo travado e dificil de realizar manobras, mas, após um tempo de jogo, o jogador se acostuma e acaba ficando normal e nada bizarro. O combate é extremamente satisfatório e estratégico, a mecânica de caimento das balas de canhão deve ser pensada pois, se o jogador estiver em momento crítico, um erro pode ser fatal.

Trilha Sonora, Gráficos, Infâmia e Mercado Negro de Skull and Bones

A trilha sonora de Skull and Bones proporciona aos jogadores uma sensação de nostalgia, incluindo algumas músicas de Assassin’s Creed: Black Flag, junto com outras adicionadas ao jogo para aprimorar a imersão.

Quanto aos gráficos, o jogo é capaz de rodar, no mínimo, em 1080p e 60fps, embora isso dependa das configurações individuais do PC de cada jogador. No que diz respeito aos consoles, não notei nenhum bug visual ou de jogabilidade que comprometesse o trabalho de desenvolvimento da Ubisoft.

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Captura – Leonardo Cardoso.

Após completar uma quantidade específica de missões no jogo, os jogadores acumulam reputação de infâmia. Atualmente, existem 10 classificações pelas quais o jogador pode progredir, sendo que cada uma requer uma quantidade variável de infâmia para avançar para a próxima. A cada classificação alcançada, os jogadores recebem baús de infâmia, que contêm itens melhores, como canhões, cascos de navio ou móveis que proporcionam melhores estatísticas.

Quanto ao Mercado Negro, ele é introduzido desde o início como uma atividade paralela para roubar contrabando, movimentar contrabando com ladrões em sua perseguição e criar rum e ópio a partir de ingredientes pilhados. No entanto, ele ressurge como o tema central do final do jogo, introduzindo encontros PvP e PvPvE que, se concluídos com sucesso, ajudam a construir uma rede de “Manufaturas” que geram uma certa quantidade de moeda final do jogo Skull and Bones – Point of Eights – a cada hora.

Modo online de Skull and Bones

Ao redor do mundo de Skull and Bones, os jogadores podem se encontrar e formar grupos, e nisso, os jogadores podem se organizar para fazer os eventos de mundo, onde os jogadores podem naufragar uma esquadra mercante da Compagnie Royale Francesa ou ir atrás dos espólios de navios lendários.

Atualmente, o game permite que os jogadores formem grupos em até 3, onde a cada jogador que esteja participando no grupo, os inimigos ficam mais dificeis e os espólios aumentam ainda mais.

Vale a pena jogar Skull and Bones?

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Captura – Leonardo Cardoso.

Apesar das comparações com Black Flag, Skull and Bones possui seu próprio valor, com qualidades e defeitos que o tornam um jogo divertido e promissor no gênero de pirataria.

É importante ressaltar que Skull and Bones tem uma proposta diferente de Assassin’s Creed: Black Flag, tornando a comparação entre os dois títulos inadequada. Embora compartilhem semelhanças, Skull and Bones já apresenta uma estrutura bem desenvolvida para batalhas navais e elementos de RPG, embora ainda necessite de ajustes pontuais. Mas, isso é uma aposta que acredito que se desenvolverá conforme a Ubisoft for lançando suas atualizações de temporada, algo similar aos outros títulos da Ubisoft que inicialmente foram rotulados como fracassos em seu lançamento.

Por fim, ressalto que o game não possui Microtransações no estilo P2W (pague para ganhar), a loja de Skull and Bones possui elementos exclusivamente cosméticos, não interferindo em nada na gameplay.

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