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Análise | Sniper Elite V2 Remastered

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A produtora britânica de games Rebellion pegou todos de surpresa quando anunciou um remastered do Sniper Elite V2, lançado no dia 14 de maio. Franquia consagrada pelo bullet-time e o X-Ray. Trata-se de uma nova versão melhorada do clássico lançado em 2012, chegando para PC, XBOX One, Switch e PS4, o título traz junto todas as DLCs lançadas incluindo a polêmica missão de assassinar o próprio Hitler.

BASTARDOS INGLÓRIOS

O jogo se passa na segunda guerra mundial, onde controlamos o personagem Karl Fairburne, que é enviado a Berlin em 1945. O plot central gira em torno da eliminação dos envolvidos no desenvolvimento dos mísseis V2.

Mesmo que a Segunda Guerra Mundial seja o palco sangrento de inúmeras histórias fantásticas, reais e fictícias, um cenário de que possibilita diversas abordagens, Sniper Elite V2 peca por trazer uma premissa muito simples, com uma falta de profundidade que acaba sendo refletida na falta de conexão do jogador com o enredo proposto. As missões são diretas e muitas vezes um tanto previsíveis, mas traz cenários amplos deixando bem evidente a destruição causada pela guerra.

UM INFERNO DE CHUMBO

Devemos lembrar que o título é um remaster, a jogabilidade apresentada teve seu desenvolvimento em um período diferente das encontradas em jogos de ação de hoje em dia, e em alguns momentos vai se deparam com limitações no gameplay, como por exemplo, situações aleatórios em que o protagonista tem que escalar alguns escombros, nessas situações você só vai ter êxito na escalada se for posicionado de maneira extremamente exata diante do obstáculo, além disso, essa ação terá sua dificuldade aumentada quando um pelotão nazista estiver atirando em você.

O modo de como a jogabilidade vai se desenrolar na conclusão de cada etapa, é escolhido pelo próprio jogador. O gameplay é marcado por elementos de furtividade, que quando usada de forma eficiente, auxilia a resolução de cada fase. Se você for um player estilo Rambo, que gosta de sair correndo, atirando primeiro e pensando depois, boa sorte, a dificuldade vai aumentar exponencialmente.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Um dos pontos positivos é que em determinados momentos, quando os inimigos são atingidos em regiões não vitais permanecendo caídos gritando por ajuda, companheiros de esquadrão vão tentar arrastá-lo para lugares protegidos, o que dá uma boa dose de imersão nas situações de combate.

Mas os pontos positivos para param por aqui, no decorrer do gameplay encontramos diversas falhas, e o desbalanceamento em suas IA fica muito evidentes nos momentos em que os inimigos incorporam um “olhar de lince”, e acabam te enxergando de uma distância absurda, ou localizando nosso sniper mesmo quando escondido atrás de obstáculos que o ocultariam do raio de visão das tropas inimigas.

O QUE MUDOU?

Como estamos falando de um remastered, não podemos deixar de analisar as melhorias gráficas. A versão original foi lançada para a geração antiga, e mesmo este remastered sendo lançada no final desta, existem poucas diferenças perceptíveis. Mesmo utilizando o HDR, que automaticamente deveria aumentar a qualidade do brilho e constraste, o que encontramos é algumas paletas de cores e texturas diferenciadas, além de uma melhoria nas sombras, nada que o diferencie significativamente da versão original. Faltou um melhor refinamento na otimização.

Bullet-time / X-Ray

Aqui encontramos a cereja do bolo, a marca registrada da franquia Sniper ELITE, o bullet-time seguido doX-ray. Estas duas mecânicas de jogo tornam cada tiro uma diversão diferente. Neste modo, acompanhamos o trajeto em câmera lenta do projétil da arma até o inimigo, ao acertá-lo temos um X-Ray do estrago que a bala causará nos órgãos e ossos. Esta marca é o ponto alto do gameplay, que instiga o jogador a executar inúmeras finalizações, das formas mais criativas que se possa imaginar, não nos deixando cair na rotina, tornando toda a experiência muito mais fluida e empolgante.

VALE A PENA JOGAR?

Por mais que estejamos analisando um título remastered de 2012, não podemos fechar os olhos para os problemas técnicos encontrados, muitas vezes tirando a premissa de muitos games, que é criar um vínculo marcante com a história do jogo. Mas por outro lado temos o Bullet-time criando kills iradas e insanas, gerando aquela vontade de continuar jogando até superar a execução anterior.

Publicado em 30 de maio de 2019 às 20:17h.
2019-05-30 20:17:17