Análise | Stray

Stray

Prepare-se para se emocionar

Stray é uma declaração de amor aos felinos e aos donos de felinos. O título da Annapurna Interactive foi uma das melhores surpresas do ano. O jogo consegue transmitir de uma forma espetacular a narrativa, os personagens, os cenários e os sentimentos. O “jogo do gato” como conhecido, é um game de aventura e puzzles, onde podemos nos deliciar com a sua apresentação. No título mostra que o personagem principal dessa trama, no caso o gato, tem as suas limitações e consegue desenvolve-las ao longo dela. A maneira simples das resoluções dos quebra-cabeças é encantadora, o jeito que o bichano se concentra em suas habilidades para passar dos desafios. O game é uma aventura sensacional com uma narrativa de companheirismo com uma sintonia em cada cena.

Seja um gato em Stray

Bem, ao jogar como um gato, o jogador deve agir como um gato, pensar como um gato e ser um gato, literalmente. Fora a ajuda do B-12, onde sua gameplay ajuda a hackear, interagir, matar os Zurks com um feixe de luz roxa e ainda servir de lanterna. A medida do caminho, tem que haver uma sintonia entre os personagens da narrativa. O jogador incorporará as habilidades de um gato, onde tem uma forma de locomover como saltar sem esforço, pular, correr e arranhar. Pode se mover de uma forma fluida e rápida, proporcionando ao jogador a sensação de ser um gato com o seu balé.

O início de tudo em Stray

Então, o jogador controlará um gato de rua que vive com sua família no mundo exterior. A cena do acidente com o bichano é carregada de um peso emocional, onde ele cai para um mundo completamente diferente do seu. Eventualmente o seu objetivo é voltar para casa. No entanto, em um laboratório, o felino ajuda um androide chamado B-12 e a partir deste ponto, inicia-se uma amizade. O pequeno drone é um ajudante vital para o objetivo do gatinho e a comunicação deles é genial. Após sair do laboratório, os personagens vagam pela primeira região da cidade abaixo da cupula, a favela.

A Favela

Na favela, a princípio, a população se assusta e ficam preparados para se defender. Porém, o B-12 tem a vital função de ser interprete do gatinho, assim acalmando a população daquela região. Bem, o frequente medo que assola o lugar ao avançar da narrativa se deve aos Zurks, uma espécie de bactéria criada pelos humanos. Esse inimigo foi criado com o intuito de consumir o lixo produzido, mas saiu de controle, extinguindo a vida humana e quer extinguir qualquer tipo de vida. Por isso a cúpula acima deles foi selada do mundo exterior.

Nesta região, os moradores se ajudam bastante, mesmo em condições adversas, sendo excluídos da sociedade.

Esgoto

Esgoto

A dupla tem diversas missões na região para ajudar a população local e após conclui-las vão para outra região da cidade. Eventualmente a mais temida de todas, os esgotos, ao chegar na região, a dupla se depara com Zurks, além de olhos assustadores no esgoto. Esse novo tipo de inimigo chama mais Zurks para atacar e você vai ter que usar suas habilidades felinas com seu feixe de luz roxa.

Vila Formiga

Vila Formiga - Stray

Ao sair dos esgotos, a dupla é bem recepcionada em uma vila, chamada de Vila Formiga. Assim que chegam na vila conhecem curiosos robôs, cada um com sua mentalidade diferente – o que acho incrível neste jogo. Com as suas habilidades felinas acabamos conversando com cada NPC da área e exploramos cada local daquela imensa árvore. A exploração no jogo é um ponto importante, pois vai reconstruindo e entendendo uma pouco da história do B-12 e dos fatos que se sucederam para acontecer o que aconteceu. Depois que explorar o local e pegar uma foto com a localização de seu próximo objetivo, a dupla sobe até o topo e se deparam com uma cidade Cyberpunk.

Centro da Cidade

Centro da Cidade - stray

Na região do centro da cidade os personagens tem um nível de exploração bem maior e com as habilidades felinas, isso se torna uma tarefa simples para um gato. A movimentação se tornar mais fluida e encantadora, cada local dessa região tem uma memória, surpresa e traz um novo contexto a rica história. Para progredir na missão, o bichano vai ter que usar suas habilidades e inteligência, pois os puzzles são diversos, cada um de sua forma peculiar. Desde carregar algo na boca, até jogar objetos para concluir a sua missão. Além disso, existem algumas missões engraçadas em torno da narrativa como um gato frequentar uma balada a noite e se tornar DJ. Isto torna Stray em uma caixinha de surpresas e traz atenção ao jogador sobre os detalhes, seria como se fossem pequenos pontos de vista que fazem um todo da história.

lindos cenários desse game indie

Alguns grandes jogos trazem essa perspectiva contada dos NPCs ao jogador, onde a cada exploração se encontra algo que agregue a narrativa. Ao avançar do game, as coisas vão ficando interessantes.

Cadeia

local perigoso no jogo

A dupla vai em cana por alguns detalhes da história e para fugirem vão ter que trabalhar em equipe. O jogador vai ter que dominar as habilidades do gato ao chegar nessa região. Além dos Zurks, tem as sentinelas, que seriam drones que vigiam os locais da prisão, na verdade o jogador o encontra antes, mas não existe um embate. Na prisão a dupla tem que distrair as sentinelas e prender em celas, o B-12 como sempre é essencial na jornada.

Ao passar por essa região e ajudar uma NPC a escapar, existe uma cena singela que mostra o quanto a IA evoluiu a ponto de ter emoções e consciência – aí que tá o pulo do gato na narrativa. Mas isso é algo que se descobre explorando.

Estação final

momentos finais de stray

A narrativa de Stray faz a gente se importar com cada personagem, nas entrelinhas ela conta cada história. Na estação, a última parada dessa incrível história vem carregada de sentimento, a cada puzzle, movimento e nova descoberta observamos como a história se moldou. Cada pedaço e fragmento de memória do B-12 nos faz imergir e pensar o “porquê?”. São tantas questões para engolir, que ficamos atônitos com todo o plot que se monta.

Vale a pena jogar Stray?

Se você curtir uma boa narrativa, exploração e gatos. Este título é feito para você. Stray em seu todo consegue fazer o jogador conectar-se a cada pedaço de história de cada NPC. E com uma narrativa simples consegue cativar, emocionar e realmente se sentir um gato, mesmo com as suas limitações em alguns pontos, como os inimigos e sua movimentação. Alguns momentos o jogador se sente em um mundo invertido em uma região, mas é algo que agrega tanto ao título. Stray é sobre como uma simples narrativa pode ser uma jornada incrível.

nota final do Stray

Parabéns aos estúdios, BlueTwelve Studio e Annapurna Interactive por entregarem um jogo fantástico que mostra outras perspectivas.

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