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Análise | The King’s Bird

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The King’s Bird é mais um excelente jogo indie, lançado em agosto do ano passado para PC, recebendo posteriormente um port para Nintendo Switch, Playstation 4 e Xbox One. Trata-se de um game de precisão em plataforma 2D que possui um apelo visual único, além de uma jogabilidade extremamente desafiadora e original, e que foi desenvolvido pela Serenity Forge, produtora independente norte americana.

Venham comigo, vamos conferir juntos o belíssimo The King’s Bird.

O PÁSSARO DO REI

The King’s Bird possui uma história aparentemente simples, onde ao invés de diálogos ou textos descritivos, vamos nos aventurar em uma narrativa gráfica impressionante. Apesar de ser inicialmente confusa, com o avanço no game play iremos nos habituando com essa opção narrativa dos desenvolvedores, e rapidamente estaremos completamente imersos nos acontecimentos do jogo.

Isso não quer dizer que The King’s Bird tenha uma história profunda e super bem desenvolvida, porém o plot base do enredo é interessante o suficiente para manter nossa atenção até o final do jogo. Inicialmente aprisionado, o jogo tem início com a sua misteriosa libertação, a partir de então você deverá escapar em um mundo governado por um tirano, e descobrir os segredos que envolvem a sua liberdade.

Logo nos primeiros momentos de fuga, seremos gradualmente apresentados ao sistema de jogo, que consiste basicamente na realização de movimentos precisos com o objetivo de ultrapassar obstáculos diversos. Você pode ter a impressão inicial de que essa mecânica de jogo pode ser simplória e desinteressante, e rapidamente se tornar repetitiva, mas eu te garanto, é incrível. The King’s Bird tem uma física de movimento única, que deve ser utilizada ao seu favor ao longo do game play.

Você poderá andar, correr, saltar, planar lateral ou verticalmente, além de deslizar nas paredes para ganhar impulso e/ou ultrapassar obstáculos. Conforme progride no cenário, que diga-se de passagem, é ABSOLUTAMENTE INCRÍVEL, a complexidade dos obstáculos que precisará vencer aumentarão gradualmente, e cada vez menos erros serão admitidos.

Os comandos são ligeiramente complexos, porém intuitivos. Inicialmente podem causar alguma confusão e em dados momentos do jogo (sobretudo durante os saltos), não funcionam como deveriam, mas não é algo recorrente.

FORA DA GAIOLA

Ao todo, nos aventuraremos por cinco mundos diferentes, que embora possuam uma mesma identidade visual, possuem algumas características distintas. Segundo os desenvolvedores, os cenários foram inspirados em elementos da antiga civilização Maia, Romana e do Sudoeste Asiático.

Ao longo dos meus momentos de game play, foi impressionante a sensação que tive de estar jogando uma versão em 2D de Journey. Explico: além de uma paleta de cores quentes, com um level design criativo e desafiador, The King’s Bird cria uma atmosfera bastante imersiva, e porque não dizer contemplativa, diversas vezes me peguei parando para ver com mais cuidado a infinidade de detalhes complexos que montam o cenário das fases.

Some tudo isso a uma trilha sonora ARREBATADORA, que reforça ainda mais o clima contemplativo e relaxante que o jogo imprime, mesmo nos momentos de maior estresse em obstáculos que custam a ser superados. Outro fator interessante, que despertou em mim as horas de jogatina em Journey, foram em raros momentos em que nosso protagonista interagia com o Tirano, e eles conversavam por intermédio de notas musicais.

VALE A PENA JOGAR?

The King’s Bird nos oferece uma experiência de jogo única e ousada, como só os jogos indies conseguem fazer. Embora possa se tornar repetitivo em alguns momentos, e em outros (raros) os controles não respondam bem aos comandos, seus cenários super criativos, aliados a um level design impecável e desafiador, com uma física de mundo que intrigante, ainda é um grande título, e seguramente merece a sua atenção.

The King’s Bird ainda possui um fator replay, em diversos momentos você precisará percorrer cenários específicos (podem ser repetidos) onde seu tempo será cronometrado, outra grande pedida para os speedrunners.

A cópia de The King’s Bird foi gentilmente cedida à Manual dos Games para análise pela Graffiti Games.

Publicado em 22 de fevereiro de 2019 às 22:09h.
2019-02-22 22:09:55