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Análise | The Legend of Zelda: Tears of The Kingdom

Após o estrondoso lançamento de The Legend of Zelda: Breath of The Wild em meados de 2017 e a enxurrada de prêmios que o seguiu, imediatamente foi criado um enorme hype sobre o que estava por vir, afinal de contas o Breath of The Wild virou a chave para a Nintendo, atraindo uma legião faminta de novos fãs para a franquia que ali respirava novos ares de liberdade em um magnífico mundo aberto, um feito surpreendente para o hardware limitado que é o Nintendo Switch.

E meus amigos, a Nintendo conseguiu mais uma vez! O que já grandioso para o Switch, conseguiu ser melhorado em todos os aspectos imagináveis! The Legend of Zelda: Tears of The kingom foi oficialmente lançando em 12 de maio para Nintendo Switch, vendendo impressionantes 10 milhões de copias 3 dias após o lançamento! 

E não é para menos, The Legend of Zelda: Tears of The Kingdom chega com um nível de polimento gráfico e inovações que o colocam em um patamar ainda mais elevado, definitivamente um candidato a jogo do ano, e ouso dizer que um dos melhores jogos de todos os tempos! Mas não nos apressemos, como diria Jack o estripador, vamos por partes. 

UM REINO FRAGMENTADO

Tendo início imediatamente após os eventos de Breath of The Wild, após derrotar Calamity Ganon em uma batalha épica, Link consegue libertar Zelda. Mas como nós precisávamos de uma continuação, tome-lhe maracutaia! 

Hyrule está em crise novamente! Após os cidadãos ficarem doentes ao entrar em contato com uma escuridão que existe desde tempos imemoriais em cavernas a muito perdidas sob o Castelo de Hyrule, a Princesa Zelda e seu fiel Guardião decidem explorar as profundezas para resolver o mistério.

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Essa investigação toma um rumo inesperado quando Zelda e Link presenciam o despertar do cadáver mumificado de Ganondorf. A magia que o mantinha sob controle foi enfraquecida após os eventos ocorridos no último jogo. Ganondorf então libera seu poder causando um evento de proporções cataclísmicas que literalmente quebra a superfície de Hyrule, arrancando o Castelo do chão, e as ruínas de Zonai começam a cair do céu.

Como se não fosse o suficiente, o poder dele estilhaça a espada mestra, Link fica gravemente ferido e a Princesa Zelda é perdida em meio ao caos. Cabe a você descobrir as verdades por trás desse desaparecimento, investigando os quatro cantos de Hyrule em busca de pistas que o guiem até a Princesa.

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O que foi uma história apenas legalzinha em Breath of The Wild, aqui sofre uma reviravolta espetacular em uma nova linha narrativa com um enredo muito mais interessante e bem construído, com linhas de diálogo sutis e superinteressantes que conforme avançamos nos explanam todas as entrelinhas do que acontece em Hyrule, até mesmo as missões paralelas nos dão preciosos pedaços de informações que compõe o grande quebra cabeças ao longo das missões principais do jogo.

É realmente uma pena que o jogo não tenha sido localizado em português para que fosse possível para todos emergir na totalidade da história contada em Tears of The Kingdom.

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EXPLORE O GRANDIOSO REINO DE HYRULE

O game tem início em uma ilha voadora, que funciona basicamente como um grande tutorial introduzindo as novas habilidades de Link. E essas novas habilidades são o grande trunfo do jogo inteiro! 

Todo as novas possibilidades de game play giram ao redor delas, que em determinados momentos nos dão a sensação de quebrar o jogo, tão grandes são as possibilidades de exploração permitidas . Basicamente conseguiremos criar armas no mínimo peculiares, e literalmente elaborar infinitas formas criativas e eficientes para explorar o vasto mundo aberto. 

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A habilidade “Fuse” nos permite combinar magicamente objetos do cenário a uma arma, escudo ou uma flecha, aumentando a durabilidade do item além do dano causado por ela, em alguns casos adicionando até mesmo novos efeitos.

A habilidade Ultrahand, de longe a mais versátil, nos permitirá pegar, mover e girar diversos objetos, com a impressionante possibilidade de juntá-los com uma espécie de cola mágica que nos permite virtualmente construir qualquer coisa no jogo, sério mesmo! Qualquer coisa! Inclusive veículos motorizados que vão deixar seu pangaré imediatamente obsoleto. 

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A Habilidade Ascend é a mais overpowered, ao menos do meu ponto de vista. Com ela você poderá atravessar superfícies solidas (paredes, formações rochosas etc.) que estiverem acima de Link. Essa habilidade nos permite saltar por tetos, colinas e até certos inimigos para explorar áreas de uma maneira nunca vista.

Por fim, a última das novas habilidades é o Recall, onde podemos selecionar um determinado objeto e fazer o seu movimento retroceder no tempo, permitindo que Link se movimente, por exemplo para cima em pedras que caem do céu, incrível! Todas essas habilidades aliadas aos Zonais Devices, parte essencial do jogo, compõe esse conjunto de possibilidades absolutamente subversivas criadas pela Nintendo.

Os Zonai Devices são aparelhos tecnológicos carregados por uma bateria móvel, que em alguns casos possuem uso permanente ou limitado, que em conjunto com as novas habilidades de Link vão nos permitir criar uma infinidade de veículos, resolver quebra-cabeças e dar novas possibilidades de combate. 

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Conforme avançamos no jogo, teremos acesso a mais de 20 Zonai Devices, que podem ter desde usos bastante óbvios como o Portable Pot que literalmente nos permitirá criar um fogão portátil para cozinhar uma receita apenas, até o Stabilizer, um estabilizador onde a base consegue equilibrar qualquer estrutura presa a ele.

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Esses poderes em conjunto com os Zonai Devices deram uma liberdade tão absurda a Tears of The Kingdom, que em diversos momentos me passou um certo ar de sand box, onde passei horas tentando criar qualquer coisa que a imaginação permitisse. E se você procurar no YouTube, vai encontrar as coonstruções mais criativas e absurdas que se possa imaginar, desde Mecas gigantescos que cospem fogo, raios e bombas em inimigos, até supereficientes hoverboards flutuantes que facilitam a locomoção em diversos terrenos.

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O CÉU É O LIMITE!

Bom, no que diz respeito a exploração, basicamente não há limites! E isso meus amigos, isso é um mundo aberto de verdade, no que diz respeito as possibilidades de exploração, que nada deixa a desejar quando comparado a títulos AAA de consoles muito mais parrudos com o Playstation 5 e Xbox Series X.

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No menu de mapa, teremos três abas de mapas disponíveis. Uma para o céu, uma para a superfície e uma para as profundezas subterrâneas! E todas elas são enormes, a superfície de Hyrule sofre modificações pontuais com novas cidades surgindo e outras aumentando exponencialmente de tamanho, em essência a mesma vista em Breath of The Wild, porém as ilhas flutuantes são um absurdo de lindas, e serão visitadas das maneiras mais criativas que se possa imaginar!

As cavernas subterrâneas foram pouco divulgadas nos vídeos promocionais, mas estão lá, e são opressivas! Absolutamente escuras, você vai ter que descobrir meio de iluminar seu caminho.

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VALE A PENA JOGAR The Legend of Zelda: Tears of The Kingdom?

Tudo o que fez de Breath of The Wild um excelente game continua aqui, de certa maneira repaginado mas essencialmente igual, o game brilha mesmo na sua excelente história e novíssimas possibilidades de exploração e combate possibilitadas pelas novas habilidades de Link em conjunto com os Zenais Devices.

Além de tudo isso, a despeitos de determinados momentos em que as quedas de frame-rate são mais perceptíveis, todos os aspectos gráficos do jogo foram melhorados, é definitivamente o game mais bonito já produzido para o Nintendo switch com cenários de tirar o fôlego.

Se você não gostou de Breath of The Wild, muito provavelmente não vai gostar do Tears of The Kingdom, mas se passou boas horas de diversão lá, definitivamente essa deve ser o seu próximo game. É uma obra de arte que vai deixar uma marca no mercado de jogos, definitivamente inspirando novos títulos e criando uma expectativa ainda maior no que o futuro reserva para essa franquia. 

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Esta Análise foi feita com uma cópia de The Legend of Zelda: Tears of The Kingdom cedida gentilmente pela Nintendo Brasil

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