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Análise | The Red String Club (Nintendo Switch)

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Desenvolvido pela Deconstructeam e inicialmente distribuído pela Devolver Digital para PC via Steam no início do ano passado, The Red String Club finalmente recebe um port para os consoles, chegando no último dia 19 de março para Nintendo Switch, que tem se tornado uma verdadeira casa para os jogos indies, e as características super peculiares desse console o tornam ideal para tais jogos.

The Red String Club é um excelente point-and-clic com alguns puzzles, focado em uma narrativa muito bem desenvolvida e ambientada em um cenário cyberpunk, onde em meio a uma sociedade decadente, as pessoas buscam uma felicidade essencialmente artificial e megacorporações buscam o controle total de cada aspecto da sociedade e da vida das pessoas.

UMA EXPERIÊNCIA DE NARRATIVA CYBERPUNK

O ponto alto em The Red Strings Club é, sem sombra de dúvidas, a sua história, que se desenrola por intermédio de uma série de opções de perguntas e respostas que influenciarão diretamente nos eventos que se desenrolarão ao longo do game play.

Você acompanhará os eventos desencadeados por um grupo de revolucionários que fazem frente aos planos de uma corporação, autodeclarada altruísta, conhecida como Supercontinent Ltd, que está prestes a iniciar um ambicioso plano, o Bem-estar Psiquiátrico Social, um sistema que por meio do controle de emoções e sentimentos, eliminará a depressão, a raiva e o medo da sociedade.

No entanto, um barman old school e um hacker freelancer parecem enxergar além dos objetivos aparentemente bem-intencionados da Supercontinet Ltd, e vêem nesse uma lavagem cerebral que busca o controle absoluto sobre toda a população mundial. Unindo-se a funcionários insatisfeitos da megacorporação, além de um improvável andróide empático com conceitos éticos questionáveis, a dupla vai mobilizar todas as suas forças para por fim a esse esquema.

A ambientação gráfica pixializada é excelente (até certo ponto melancólica) e casa perfeitamente com o clima geral imprimido pelo plot central da história. A gameplay é bastante simples, e na maior parte do tempo você terá que acompanhar uma série de diálogos que serão ditados por suas escolhas de perguntas e respostas, por meio dos quais obterá as informações necessárias para pôr fim ao programa de Bem-estar Psiquiátrico Social.

O barman, possui habilidades únicas, ele é capaz de fazer bebidas que tocam o sentimento dos seus clientes, os colocando no estado de humor ideal para serem manipulados. Ao longo desses diálogos você vai gradualmente coletando informações cruciais, que aparecerão como objetivos que devem ser resolvidos em conversas com outros clientes. De modo que uma parte fundamental do jogo será criar bebidas únicas para cada um dos fregueses que visitam o nostálgico Red Strings Club,um puzzle muito interessante, mas que pode se torar repetitivo ao longo do game play.

Cada um dos clientes terá estados de humor únicos, mostrados como círculos em locais específicos do seu corpo, que precisarão ser explorados por meio de coquetéis precisos. Cada tipo de bebida movimentará o círculo em uma direção (cima, baixa, esquerda e direita), você deverá combiná-las até que o circulo se mova até a emoção que deseja potencializar no seu cliente, forçando-o a dar informações cruciais.

Outro momento interessante dos puzzles diz respeito à Androide, que devido a alguns acontecimentos misteriosos, acaba indo trabalhar como recepcionista no Red String Club. Ela era responsável por confeccionar e implantar melhorias corporais em clientes da Supercontinet Ltd.

Os módulos são confeccionados através de puzzles, onde você precisará moldar em um bloco sólido, com o auxílio de uma série de ferramentas, em seguida implantá-la no cliente. Cada um dos clientes tem dilemas muito peculiares, como o influenciador que quer fazer mais sucesso nas mídias sociais, ou o empresário que tem uma reunião importante e precisa ser mais persuasivo.

Mas após cada implante, ao invés de resolver os problemas, aquelas pessoas retornam com novos dilemas pessoais e querem de qualquer maneira os resolver artificialmente em um ciclo que parece ser interminável. Chegando ao ponto de a própria Androide questionar o sentido de felicidade para aquelas pessoas.

VALE A PENA JOGAR?

The Red String Club é um excelente jogo ambientado em um cenário cyberpunk, com foco na narrativa e puzzles interessantes, que traz à tona dilemas da atual sociedade e sua busca insana pela felicidade. Definitivamente não é um jogo para todos, durante a maior parte do jogo você vai ler diversas caixas de diálogos e acompanhando o desenrolar da história.

Porém, trata-se de um jogo com foco na narrativa, que traz uma história incrível com múltiplas opções de escolhas e finais que serão diretamente influenciados por elas. Se você curte esse gênero, é sem duvidas um excelente título para adicionar a sua lista.

Uma cópia de The Red String Club foi gentilmente cedida pela Devolver Digital

Publicado em 6 de abril de 2019 às 13:59h.
2019-04-06 13:59:20