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Análise | The Sinking City

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Lançado no último dia 25 de junho, The Sinking City é mais um jogo de terror psicológico com elementos de investigação e aventura em “mundo aberto” inspirado nas obras literárias do criador do horror cósmico, H.P Love Craft.

Desenvolvido pela Frogwares e publicado pela Bigben Interactive, The Sinking City consegue criar uma atmosfera densa, que a exemplo de The Call of Cthulhu, recria com primor a ambientação estabelecida pelos livros de H.P Love Craft, mas traz altos e baixos em seu gameplay.

O HORROR QUE VEM DO MAR

O plot de The Sinking City é sem sombra de duvidas o ponto alto do jogo, tanto no que diz respeito ao seu desenvolvimento, quanto na sua competência ao respeitar as obras que lhe serviram de inspiração. O inicio é um tanto quanto apressado, nos jogando sem muita explicação no veio principal da história, mas passado esse estranhamento inicial, o enredo começa a se desenvolver de uma maneira mais funcional.

O jogo é ambientado em uma cidade pesqueira, Oakmont, na região costeira de Massachusetts no final dos anos de 1920, uma cidade que não é registrada em nenhum mapa, e poucas pessoas sabem como encontra-la devido a sua localização remota.

Vamos nos aventurar nessa cidade misteriosa na pele de um veterano da Primeira Guerra Mundia, agora investigador privado Charles Winfield, que atormentado por um terrível pesadelo que se repete por anos. Ele é contratado para Oakmont pelo figurão Robert Throgmorton (cuja família também é afetada pelos mesmos pesadelos) para investigar as misteriosas causas de uma enchente que afetou a cidade.

Logo no inicio da investigação, Charles vai perceber que as coisas são muito mais sinistras do que parece, e descobrirá segredos tão absurdos que vão por a prova a sua própria sanidade.

NADANDO EM UMA PSICNA DE LAMA

O gameplay em The Sinking City é de certa maneira simples e funcional, o grande atrativo do jogo fica mesmo por conta da excelente ambientação e enredo do jogo. Após a sua chegada na cidade de Oakmont, as coisas começam a acontecer muito rapidamente, o que quebra um pouco da imersão que o jogo pode te proporcionar, mas esse impacto negativo é reduzido conforme avançamos no jogo.

Tudo aqui consiste em uma grande investigação que ditará o desenrolar da campanha principal, além de missões secundárias oferecidas por NPCs aleatórios da cidade, que após resolvidas, podem de trazer algum benefício imediato ou futuro, ou ainda, só acrescentar alguma porção interessante a respeito da misteriosa história da cidade.

O sistema de investigação é excelente, e apesar de não trazer nada de especialmente novo, consegue se sustentar com uma das partes mais interessantes do game play. Conforme os problemas lhe são apresentados, você precisará interrogar pessoas diversas na cidade, e gradualmente montar as peças do quebra cabeça, tanto com as informações coletadas em diálogos quanto com a descoberta de itens específicos em locais chave.

Após coletar certa quantidade de pistas, você poderá acessar o “palácio da mente”, onde conectara as informações chaves, debloqueando pistas que te darão a resposta para solucionar o problema. Ainda nas áreas chave, após investigar elementos específicos, com o uso de uma espécie de “concentração sobrenatural”, poderá recompor mentalmente passo a passo os acontecimentos em determinadas regiões do jogo, podendo a partir daí deduzir tudo o que aconteceu lá.

Em algumas dessas investigações, você vai se deparar com inimigos “sobrenaturais”, que te atacarão imediatamente, e é aqui que as coisas começam a desandar durante a jogatina. O sistema de combate é um dos elementos mais desajustados e problemáticos de todo o jogo. Você poderá utilizar uma arma de foto (pistola), itens de cura rápida, e uma arma para combate corpo-a-corpo.

A movimentação dos inimigos é estranhíssima, a física dos golpes não tem peso, e parecem cortar o vento quanto você acerta o inimigo em cheio ou até mesmo acerta um tiro direto na cara do lazarento. Mas o pior de tudo mesmo é câmera nessas situações, ela assume uma movimentação errática e confusa.

Outro fator problemático ao longo do gameplay é o mundo aberto, ele simplesmente parece não ter uma função específica para o que o jogo se propõe, causando apenas confusão, te obrigando a explorar, sem receber recompensa alguma, longos trechos de cenário até encontrar os pontos chave para a investigação.

E por falar em problemas, todo o jogo está recheado por bugs e delays de renderização, não é raro entrar em um corredor vazio, e do nada pessoas simplesmente brotarem ao seu redor, andando aleatoriamente contra a parede ou travadas em cantos do cenário. Os diálogos são outro ponto extremamente incomodo, embora todo o enredo seja interessante e divertido, durante os diálogos ocorrem uma serie de cortes de posicionamento de câmera que são um verdadeiro incomodo ao longo de toda a campanha.

VALE A PENA JOGAR?

A despeito de todos os problemas de gameplay (que não são poucos), The Sinking City é um título interessante. A trilha é excelente, e os gráficos são aceitáveis, se você imergir na história de cabeça, e ignorar o horrível sistema de combate, além dos delays de renderização e telas de loading com quase um minuto de duração, vai conseguir tirar boas horas de entretenimento desse jogo.

 

Publicado em 8 de julho de 2019 às 11:18h.
2019-07-08 11:18:47