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Análise | The Swords of Ditto

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The Swords of Ditto é RPG de ação compacto do tipo roguelike (subgênero de jogos de RPG com criação procedural ou aleatória de dungeons) lançado em 24 de abril de 2018 para Playstation 4 e PC, desenvolvido pela OnebitebeyondO jogo é carregado com doses cavalares de inspiração em RPG’s clássicos, como Zelda a Link to the Past, além de elementos que podem remeter a alguns jogos como Super Metroid e Megaman, onde a descoberta de determinados itens durante o gameplay é fundamental para o avanço da exploração.

Review | The Swords of Ditto

A HISTÓRIA DE DITTO

Em uma ilha amaldiçoada, um espírito maligno sob a forma de uma terrível bruxa chamada “Mormo surge a cada cem anos para espalhar caos e destruição na “Ilha de Ditto”. Em paralelo a isso, surge um herói para manter a balança do universo em equilíbrio, e esse herói é “A Espada de Ditto”.

O jogo tem início com o herói ou heroína predestinado a ser “A Espada de Ditto” acordado bruscamente por “Puku”, o guia da espada, que sem rodeios diz que você é a Nova Espada de Ditto e te guia através do seu destino inevitável, chamando-o a ação imediatamente para impedir que a maldição da bruxa Mormo se espalhe mais uma vez sobre a “Ilha de Ditto”. “Puku” diz que você tem exatamente quatro dias de preparação para o confronto final com “Mormo”, caso não a derrote, o caos predominará por cem anos, do contrário, a cidade prosperará pelos próximos cem anos, até que um novo ciclo tenha início. A sua missão é derrotar Mormo quantas vezes forem necessárias para dar fim a maldição que assola a “Ilha de Ditto”.

PREPARE-SE PARA MORRER

É aqui que as coisas acontecem, a jogabilidade de “The Swords of Ditto” é seu ponto forte. Pode ser jogado no modo single player ou em co-op local. Não se deixe enganar pelos gráficos bonitinhos a lá A Hora da Aventura, o jogo é extremamente desafiador e os diversos inimigos espalhados pela “Ilha de Ditto” oferecem um perigo real, sendo que para a maioria deles é necessária uma abordagem de combate diferente.

Durante a exploração você contará com uma “espada”, “brinquedos” que funcionam como armas com atributos únicos e “adesivos” que darão vantagens e habilidades especiais ao seu personagem. Além dos brinquedos comuns que podem ser comprados com as moedas do jogo, você terá acesso a dois “brinquedos especiais” que ficam encerrados no último nível de dungeons. A descoberta desses brinquedos é crucial para enfrentar Mormo, visto que eles possibilitam a destruição de cristais (também escondidos em dungeons) que tornarão a batalha final contra a bruxa mais fácil. A espada e os brinquedos especiais podem ser melhorados com o uso de itens específicos durante o gameplay.

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Outros itens fundamentais são as “comidas” e o “café” que servem para recuperar a vida do personagem e energia para o uso dos brinquedos especiais. Podemos comprar “comida” e “café” com “moedas” em dois pontos da cidade, ou ainda, dropados aleatoriamente por monstros e na grama, que pode ser cortada com a espada ou queimada com uma tocha (caso não esteja chovendo).

O drop rate de comida durante a exploração é irritantemente baixo, você será obrigado a usá-la com extrema moderação, sem falar que juntar moedas para comprar comida, café, brinquedos e adesivos não é para os fracos. Seus bolsos sempre estarão meio vazios e isso tornará difícil escolher entre a compra de um ou de outro durante a aventura. Apesar de parecer injusto e ser irritante, é um elemento interessante que aumenta o nível de desafio e força o jogador a melhorar durante o gameplay. Além das moedas dropadas pelos inimigos e ao cortar a grama, outro elemento adicionado ao jogo são os cristais”, que em dado momento do jogo, possibilitam a volta no tempo.

Review | The Swords of Ditto

As dungeons são realmente desafiadoras, os puzzles têm soluções repetitivas, que variam em nível de dificuldade e podem ser resolvidos por brinquedos específicos ou elementos da própria fase.

Como citado anteriormente, a cada ciclo de cem anos, a Espada de Ditto, terá quatro dias, que passam desesperadoramente rápido, para acumular os recursos e armas necessárias e enfrentar a bruxa Mormo em seu castelo. Não espere derrotar Mormo no primeiro ou segundo ciclo, morrer e reiniciar a jornada faz parte da experiência e é fundamental para acumular moedas, cristais e comida.

A cada novo ciclo você controlará um personagem novo, que poderá ser homem, mulher ou humanoide. Todo o layout do jogo será suavemente modificado, com um novo mapa, nova configuração e localização das dungeons, o que é um elemento fundamental para continuar motivando o jogador a repetir os ciclos até que consiga descobrir o segredo que dará um fim definitivo a maldição que assola a ilha.

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GRÁFICOS E TRILHA SONORA

Os gráficos cartunescos de “The Swords of Ditto” são um espetáculo! Absolutamente tudo no jogo é minunciosamente desenhado: NPC’s, pedras, árvores, brinquedos, inimigos, até mesmo a grama, apresentam detalhes ricos e cuidadosos. A animação é suave e flui bem, não é raro perder algumas linhas de diálogo contemplando o cenário. Por falar em diálogos, todos são bem-humorados e cheios de ironia. A trilha sonora é interessante e se encaixa bem com o que acontece ao longo do gameplay.

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CONCLUSÕES

No final dos quatro dias, após explorarmos diversas dungeons em busca dos itens que são fundamentais para derrotar a bruxa, finalmente vamos enfrentá-la em seu castelo. Chegando lá, precisamos passar por mais cinco níveis antes do combate final. É frustrante acumular recursos durante horas e se deparar com o calabouço mais difícil de todos antes de enfrentar o último Boss do jogo, chegando de mãos abanando para a batalha final. Mas é uma frustração que serve de aprendizado para o próximo ciclo da maldição.

Jogar “The Swords of Ditto” é uma experiência única, que pode ser frustrante e repetitiva para alguns e extremamente satisfatória para outros. Apesar de as dungeons serem criadas aleatoriamente, as modificações na sua configuração e layout não são o suficiente para estabelecer uma diferença marcante entre um ciclo da Maldição e outro.

Apesar de se aproveitar sem moderação dos conceitos clássicos, “The Swords of Ditto” consegue ser impressionantemente inovador, oferecendo uma experiência de jogo original e diferenciada em meio a um mercado saturado de jogos indie do tipo rouguelike e, mesmo com todos os problemas, o fato é que após mais de 18h de jogo, sentirá vontade de voltar a jogá-lo.

“The Swords of Ditto” foi gentilmente cedido à Manual dos Games para análise pela Devolver Digital.

Publicado em 3 de maio de 2018 às 01:50h.
2018-05-03 01:50:41

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