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Análise | The Walking Dead: The Final Season, ep. 1 – Done Running

Após o chocante anúncio de falência da Telltale Games, produtora de uma série de Story Talle games extremamente populares e bem-sucedidos, os fãs de The Walking Dead: The Telltale Series ficaram apreensivos com a possibilidade de um abrupto cancelamento. Porém, para a felicidade geral da nação adoradora dos zumbis comedores de gente, durante um painel na New York Comic Con, a Skybound Games anunciou que adquiriu a os direitos relacionados ao jogo, e tem a intenção de finalizar quarta e última temporada da querida franquia.

E já que teremos de fato a continuidade do jogo, agora desenvolvido pela Skybound Games, vamos acompanhar o desfecho da história de Clemetine, que aprendeu a sobreviver em um mundo cruel e impiedoso às duras penas.

UM MUNDO CRUEL

Seguramente o ponto alto de todos os jogos de The Walking Dead: The Telltale Series,  o enredo dos jogos conseguem capturar com primor a ambientação dos quadrinhos que deram origem a toda essa febre por mortos vivos. Assim como nos episódios anteriores, os zumbis são só mais um pequeno problema que os humanos aprendem rapidamente a lidar, o verdadeiro perigo para a humanidade continua sendo ela própria e, Clementine vai continuar a descobrir isso das maneiras mais cruéis que se possa imaginar.

O primeiro episódio da última temporada se passa alguns anos após os eventos de A New Frontier. Clementine continuou a criar A.J, seguido à risca as lições aprendidas durante seu convívio com Lee. O jogo tem início com os protagonistas vagando a procura de comida, quando param em uma estação de trem. Lá eles descobrem um porão com um belo suprimento de comida, porém a porta estava armada com uma granada, que ao detonar atrai uma hora de zumbis. Em uma fuga alucinada, Clementine e A.J. conseguem alcançar o carro, porém após um curto intervalo de fuga, o carro bate em uma árvore e ela desmaia.

Em lapsos de lucidez após a colisão, ela vê alguém segurando A.J. e é quando ela desperta em uma escola em ruínas, e se depara com um improvável grupo de sobreviventes, um bando de crianças abandonadas que encontraram maneiras de sobreviver caçando e pescando nas matas próximas e usando armadilhas para afastar os caminhantes do lado de fora da escola. Acolhidos por esse novo grupo, eles terão que se adaptar à nova realidade, e aprender a lidar com uma dura rotina, que além dos perigos diários para obter alimento e manter os zumbis afastados, lhes reservara surpresas nada agradáveis, capazes de revirar o estomago de qualquer um.

UMA AVENTURA GRÁFICA

Como nos jogos anteriores, os gráficos são excelentes e a trilha sonora cumpre seu papel. Além disso, a jogabilidade em The Walking Dead: The Telltale Series é extremamente limitada, o que não seria nada de novo em jogos do gênero, é basicamente um point-and-click game, onde você poderá andar ao longo do cenário e interagir com objetos predeterminados. Os raros momentos de ação correrão por intermédio de quick-time-events, onde será necessário pressionar botões no momento exato para que a ação seja realizada com sucesso. O jogo traz ainda um complexo sistema de diálogos com os NPCs, onde suas respostas influenciarão diretamente os acontecimentos futuros, além da maneira que eles se relacionarão com Clementine e A.J.

A jogabilidade é, de maneira geral, ruim: a movimentação dos personagens é bem estranha e nos momentos de ação, frequentemente os controles não vão responder bem, e você vai virar tira-gosto de zumbi. Mas estamos aqui por conta da história, ok?

CONCLUSÕES

Apesar de possuir uma dinâmica de jogo extremamente monótona e desinteressante, com uma mecânica datada de point-and-clicks e quick time events (que não funcionam bem) que parece ter se tornado obsoletas após o lançamento de Life is Strange, o capítulo inicial da seção final de The Walking Dead: The Telltale Series continua com uma história interessante o suficiente para manter os fãs da engajados até o final.

Publicado em 10 de novembro de 2018 às 08:17h.
2018-11-10 08:17:56

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