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Análise | War Tech Fighters

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Desenvolvido pelo pequeno time italiano, Drakkar Dev, War Tech Fighters é um jogo que reúne ação, ficção-científica e robôs gigantes – tudo isso na vastidão espaço sideral, juntamente a gigantescas espaçonaves que são verdadeiras máquinas-mortíferas. O título está disponível para Xbox One, Playstation 4, Nintendo Swift e PC (Steam).

História Simples e Suficiente

Logo ao pressionar start e iniciar sua jornada, somos apresentados ao enredo com um filminho para situar o jogador sobre a história que ele está prestes a entrar. Uma trama simples, tal narrativa que é mais uma escusa para entregar uma razão plausível às batalhas intergalácticas. Resumindo, você controla o capitão Nathan Romanis, um promissor guerreiro de Mecha. Você têm a importante missão de garantir a liberdade das colônias dominadas pelo terrível Império Zatroniano.

Todos os pontos necessários das narrativas são intercalados com cutscenes (antes e depois das missões) e diálogos durante, algo comparável ao clássico Ace Combat. Entretanto, as conversações durante o jogo trazem um leve incômodo, já que não fluem de acordo com a ação, e tudo é congelado para exibir caixas de conversação – que não incluem qualquer tipo de narração dublada. Felizmente, isso não afeta necessariamente a qualidade do jogo, já que War Tech Fighters claramente não apresenta, desde o início, qualquer motivação para trazer uma premissa envolvente e está tudo bem, já que ela cumpre sua missão: estabelecer uma justificativa para batalhas incríveis em com cenários e armas improváveis – pelo menos no nosso presente.

Lutas Épicas e Ritmo Arcade

Com três classes, WTF traz uma jogabilidade variável dependendo da sua escolha. Escolhendo o mais pesado dos War Tech, obviamente sua jogatina vai se encher da mais incrivelmente travada movimentação. Apesar disso, nada foge do estimável de controle de um robô-gigante – é óbvio que, dependendo do peso e da proteção, haja uma dificuldade na movimentação. A dificuldade do jogo, contando com isso, é bem perdoável. A mira tem uma correção relevante e não existe dano significativo por errar o movimento e colidir com alguma estrutura ou rocha.

Mesmo assim, a liberdade de voar para qualquer lado enquanto combate inimigos nos traz uma sensação maior de fluidez. O controle da super-máquina também envolve boosts e outras artimanhas que podem ser desbloqueadas no menu de customização do seu mecha, algo que torna o jogo mais divertido e traz uma sensação alta independência.

As batalhas são interessantes e intercalam entre lutas corpo-a-corpo com outros mechas, tiroteios e lançamentos de mísseis entre curtas e longas distâncias; atacar, defender e desviar. Sua habilidade é necessária para ter a vitória, mas um número certo de upgrades garante vitórias mais fáceis e divertidas. Isso sem contar que para customizar sua máquina-de-combate existe uma vastidão surpreendente que garante o poder de transformá-la e melhorá-la da maneira que preferir. Os upgrades entregam bônus de dano, mais assistência de mira – sim, o jogo favorece uma assistência de mira, mas não é algo que estrague a jogatina, já que a dificuldade (até mesmo na opção ‘normal’) é bem desafiadora – e outros benefícios.

O combate é no que o jogo se resume, portanto é essencial que isso mantenha o jogador preso e sempre empolgado para continuar explodindo inimigos no espaço. War Tech Fighters entrega um combate divertido e empolgante, mas apenas na primeira hora de jogatina. Com o passar do tempo, o entretenimento de destruir todo tipo de máquina no vasto espaço se torna exaustivo e repetitivo, bem como as animações de finalizações que, além de travadas, também caem na repetição. Em suma, tudo se prende no ritmo arcade: repetições de lutas e cenários; destruir algo, resgatar alguém ou interagir com alguma coisa.

Trilha Sonora Nostálgica

Um ponto que vale a pena citar é a trilha sonora de WTF. Apesar de não ser algo extremamente notório, a trilha traz um ar épico-futurístico aos pés de batalhas espaciais. A música mistura do eletrônico com guitarras pesadas e relembra os clássicos jogos de arcade, com esse ar extremamente nostálgico, facilmente empolgando jogador mais calmo para agir rapidamente e com intensidade.

Infelizmente, a repetição, mais uma vez, é algo que pode desagradar um pouco. Apesar das músicas mudarem levemente de acordo com os cenários, ainda precisamos retornar para os mesmos territórios, mesmo que em simulações – algo que fazemos constantemente para conseguirmos mais upgrades – e caímos nesse limbo que traz menos vida à jogatina.

Escuridão Excessiva e Monocromia Mórbida

War Tech Fighters traz um gráfico razoável, mas que segue o mesmo defeito da jogabilidade. Por momentos, é admirável a caracterização do espaço e todas as explosões que vem em conjunto ao caótico cenário de batalha. Num instante, você se vê admirando o planeta distante e toda a coloração que o certa, em outro, você observa uma monocromia mórbida e sem-vida que te lembra de que é só um jogo.

Os mapas perdem facilmente a magia conforme o andamento do jogo. Apesar da monocromia e escuridão de cenários reais do espaço, não há algo essencialmente diferente. Tudo fica no ‘mais do mesmo’ e acaba facilmente se tornando algo sem vida e dispensável, mesmo com grandes explosões e naves sobrevoando.

Repetitivo, mas divertido…

War Tech Fighters é um bom jogo de mechas, se considerarmos a escassez do gênero nas atuais plataformas. Com gráficos aceitáveis, a mecânica das animações ainda parecem ultrapassadas. Sua trajetória curta não o suficiente para mascarar sua repetitividade, que vai dos cenários até as animações, mesmas que até incluem um botão para que você possa evitá-las. Apesar dos empecilhos e ressaltando o preço relativamente baixo e o pequeno time empenhado, War Tech Fighters é capaz de agradar um público específico de entusiastas do gênero, fãs de arcade e até mesmo crianças, considerando sua excelente e vasta aba de customização e a versatilidade de tornar um combate simples em algo mais divertido e prazeroso, por mais repetitivo que seja.

A cópia para análise de War Tech Fighters foi gentilmente cedida pela Blowfish Studios

Publicado em 4 de julho de 2019 às 10:23h.
2019-07-04 10:23:01