Se você é um fã de Assassin’s Creed, ou já jogou algum dos games, e está esperando por Assassin`s Creed Shadows, saiba que o principal elemento presente nele são os assassinos e a sua habilidade em fazer parkour pela cidade ou ambiente, sendo esse um dos principais diferenciais da franquia e uma de suas grandes características de sucesso, já que a partir desse elementos implementado desde o primeiro game a saga ganhou notoriedade e fama grande parte por sua estética, enredo e jogabilidade, algo que claro, o parkour se categorizava como o maior deles sendo até hoje um dos pontos altos da franquia.
E pensando nisso, e no fato de que um novo jogo da franquia, Assassin’s Creed Shadows está próximo de seu lançamento, preparamos um material especial falando um pouco de como esse novo título tem tudo para ser um dos melhores em termos do parkour do game.

Antes de começarmos a falar de Assassin`s, é importante dizer que o parkour é uma atividade que é considerada um esporte e que tem como objetivo a movimentação através de ambientes urbanos ou naturais, alguns deles até mesmo perigosos demais como prédios e estruturas íngremes , e tudo isso é feito por meio de saltos e escaladas.
Agora partindo para os games, essa prática tem sido usada para proporcionar experiências mais dinâmicas e imersivas aos jogadores, tendo alguns jogos que já utilizaram esse recurso como Dying Light e Mirrors Edge que tinham uma proposta em primeira pessoa e que utilizavam o Parkour como forma de ter mais imersão ao jogador.
O Parkour de Assassin’s Creed Shadows
Indo para o foco do nosso especial agora Assassin’s Creed Shadows como o próximo lançamento da série vem acompanhado de diversas esperanças tanto no jogo em si, mas como pelo que ele apresentará em melhoria de gameplay, e uma coisa que podemos perceber já nos trailers é que a Ubi está aprimorando ainda mais o sistema de parkour para oferecer uma experiência mais fluída.

Uma prova disso é que Simon Lemay-Comtois, diretor do jogo, destacou que os elementos de parkour estão sendo redimensionados para se assemelharem aos dos jogos clássicos da franquia, sendo diferentes das abordagens vistas em títulos como Origins, Odyssey ou Valhalla, onde praticamente qualquer superfície era escalável. Agora, Naoe e Yasuke não poderão escalar superfícies que não possuam pontos de apoio físicos, exigindo que os jogadores busquem rotas e pontos de entrada válidos, tornando a exploração mais estratégica e realista, o que por si só já agrada aqueles jogadores que gostam de realismo e que de fato estão escalando as estruturas.
A decisão de limitar as superfícies escaláveis foi influenciada pela complexidade arquitetônica do Japão feudal, cenário do jogo. Charles Benoit, diretor de Shadows, explicou que os telhados japoneses são extremamente complexos, provavelmente os mais desafiadores em que a equipe já trabalhou, exigindo códigos e animações específicas para garantir transições fluidas no parkour. Esses ajustes visam aprimorar a fluidez e a autenticidade dos movimentos dos personagens.
Vale lembrar também que o jogo apresenta dois protagonistas com estilos de jogo distintos: Naoe, uma shinobi ágil e furtiva, e Yasuke, um samurai poderoso. Naoe é excelente em furtividade e escalada, movendo-se rapidamente pelos ambientes. Ela pode usar um gancho de arremesso para alcançar áreas elevadas e se infiltrar em bases inimigas, aproveitando sua habilidade de escalada para navegar pelos telhados e estruturas. Por outro lado, Yasuke não possui a mesma agilidade para escalada, mas compensa com força bruta, podendo destruir obstáculos que impediriam a progressão. Essa diferenciação nas habilidades dos personagens adiciona profundidade à jogabilidade, permitindo abordagens variadas nas missões, e que deixa claro que o Parkour será vinda de Naoe, a assassina do game.

Outro ponto importante de se comentar, é que visando melhorar ainda mais esse ponto do jogo, a Ubi também implementou um novo mapeamento de controles para melhorar a experiência do jogador, deixando a corrida mais fluída e o início da escalada também. Dentre as adições do game estão a postura deitado e a inclusão de mecânicas de esquiva que levam diretamente ao parkour, elementos que podem parecer simples, mais para fãs como nós que jogamos desde o primeiro fazem toda a diferença, em especial na parte de movimentação pelo mundo aberto. Movimentos como esquivas acrobáticas sobre corrimãos, saltos para fora de janelas e novas quedas silenciosas foram adicionados, enriquecendo o repertório de movimentos disponíveis para os jogadores, adicionando também uma camada extra de táticas para uma abordagem mais silenciosa.
Na parte de cenários, além das áreas urbanas com construções típicas do Japão Feudal, Assassin’s Creed Shadows oferece oportunidades de parkour em ambientes naturais. Caminhos ocultos na natureza incluem escalada em árvores e rochas, bem como o uso do gancho de arremesso para balançar entre plataformas, proporcionando uma experiência diversificada de exploração, algo que desde o Black Flag muitos jogadores pediam, essa exploração mais “mata a dentro”, e com certeza essas elementos unidos as novas mecânicas de gameplay podem tornar Shadows um dos melhores jogos da franquia.

E todas essas melhorias no Parkour, mostram que a Ubisoft ouviu os fãs e se propôs a melhorar esse elemento da gameplay, já que muito pediam a anos para que o Parkour fosse melhorado, ou que voltasse a sua época de ouro, como por exemplo foi em Unity, que para muitos tem o melhor Parkour de toda a franquia, com movimentos fluídos, elásticos e muito bem programados para dentro do jogo. Então, essa preocupação da Ubi em aprimorar esse aspecto e de fato dar a importância que o Parkour merece dentro do game, mostra que de fato ela esta empenhada em criar um excelente jogo.
Para concluir, uma coisa é fato, Assassin`s Creed Shadows tem total potencial de ser um excelente jogo, mas mesmo que tenha esse potencial ele está envolto em muitas dúvidas, principalmente por conta da reputação que a Ubisoft adquiriu com seus últimos lançamentos. Se eu tivesse que dar uma opinião quanto a isso, eu diria que sim ele será um bom jogo, mas não um excelente jogo ou revolucionário que salvará a Ubi. Portanto, o que nos resta agora é esperar o dia 20 de março para saber de fato como o game estará no seu estado final.






