A Activision e a Infinity Ward apresentaram, durante o XBOX Games Showcase, o primeiro olhar sobre o novo DMZ, o modo de extraction shooter que retorna em Call of Duty: Modern Warfare 4. O anúncio reforça a ambição do estúdio para o lançamento marcado para 23 de outubro de 2026, que combina campanha single-player, multiplayer competitivo e agora uma experiência de extração tratada quase como um jogo dentro do jogo. Diferente da sua estreia, o DMZ chega reformulado, construído sobre anos de feedback dos jogadores para entregar algo mais profundo, persistente e coeso.
Para quem acompanha a franquia, o nome não é novidade. O DMZ debutou em 2022, ao lado de Modern Warfare II, como uma das primeiras grandes apostas de uma publisher de peso no gênero extraction shooter, anos antes de títulos como Arc Raiders se tornarem fenômenos. Na época, o modo trazia elementos reconhecíveis do estilo, como o medo de perder equipamento, chat de proximidade, mochilas e contratos, mas foi criticado por carecer de profundidade. A Infinity Ward manteve o suporte ao longo de 2023 e acabou encerrando o modo, classificando-o como uma versão beta bem-sucedida. É justamente essa base que serve de alicerce para a nova versão.
Um sandbox de combate vivo construído a partir do feedback dos jogadores no Call of Duty: Modern Warfare 4
O novo DMZ se posiciona como a experiência definitiva de extração da franquia, descrita pelo estúdio como um sandbox de combate vivo no qual cada incursão se transforma em uma história própria. Ambientado em uma zona de conflito de larga escala moldada pelos eventos da campanha, o modo foi pensado tanto para missões estruturadas quanto para a jogabilidade emergente. Os jogadores entram sozinhos ou em esquadrão como agentes fora dos registros, com a tarefa de recuperar tecnologia militar avançada deixada após a guerra. Dentro desse cenário, é possível saquear, lutar, negociar, trair e extrair com tudo o que conseguir carregar.
O grande diferencial em relação à beta está na profundidade dos sistemas. Segundo Joe Cecot, diretor criativo de multiplayer do estúdio, o objetivo é entregar um extraction shooter legítimo, com inventário persistente e uma Base Operacional Avançada que o jogador aprimora ao longo do tempo. A ideia é reproduzir uma espécie de jornada do herói que se estende por meses, com altos e baixos, em vez de uma progressão limitada a uma única partida. Para isso, o time transformou os antigos espaços de Serviço Ativo em personagens reais, cada um com mochila, loadout e árvore de traços próprios, permitindo estratégias como manter um operador dedicado ao combate entre jogadores e outro voltado a acumular recursos.
A economia do modo também ganhou novas camadas. Uma impressora 3D permite fabricar equipamentos, killstreaks e itens específicos a partir de ingredientes raros e receitas encontradas no mapa, enquanto o Armeiro passa a ser movido pelo dinheiro coletado em campo. Construir armas de raridade elevada exige investir em vários acessórios, e cada acréscimo encarece o próximo, com supressores, carregadores de tambor e ópticas avançadas custando mais por serem mais eficazes. Esse desenho torna a eliminação de outro operador, e a tomada de seu armamento, ainda mais valiosa dentro do ecossistema.
Mundo dinâmico, soluções para jogo solo e a aposta em histórias imprevisíveis

A progressão se divide em múltiplas frentes. Há o ganho de experiência, que desbloqueia estações, itens de estoque e receitas, e existe ainda o chamado Quadro de Chefes, no qual o jogador caça Tenentes espalhados pelo mapa. Eliminar esses alvos rende plaquetas que precisam ser extraídas, mas o item fica visível para todos na partida ao ser coletado, funcionando como um sinal claro de movimentação de tropas e gerando perseguições tensas até os pontos de exfiltração. O mapa central, batizado de Hajin, foi descrito pela equipe como o mais interessante já criado para o modo, repleto de áreas escondidas e oportunidades de exploração.
A experiência solo recebeu atenção especial. Para evitar que jogadores sozinhos fiquem em desvantagem extrema, o estúdio introduziu a mecânica do torniquete, que permite levantar-se uma vez em estado ferido após cair, abrindo espaço para recuar e se recuperar. Um medidor de furtividade avisa quando a inteligência artificial começa a detectar o jogador, permitindo controlar o ritmo do confronto e escolher quando engajar. O chat de proximidade foi aprimorado com atenuação por distância, direcionalidade e reverberação conforme o ambiente, tornando as interações mais imersivas. O mundo também reage à agressividade do jogador, enviando inimigos de níveis mais altos, veículos em perseguição e helicópteros de ataque conforme o nível de ameaça aumenta.
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Vale destacar uma mudança importante no modelo de negócio. Enquanto o Warzone segue como experiência gratuita, o DMZ passa a integrar o pacote premium de Modern Warfare 4, disponível desde o lançamento. O jogo chegará em 23 de outubro de 2026 para PlayStation 5, XBOX Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC, com acesso via Battle.net, Steam e XBOX on PC. Para Cecot, a combinação entre a jogabilidade em primeira pessoa, a sensação de tiro refinada e a riqueza do sandbox militar é o que deve diferenciar o modo em um gênero cada vez mais concorrido, marcado por nomes como Escape from Tarkov, Arc Raiders e Marathon.






