A dança das cadeiras na mais alta hierarquia da Xbox e Microsoft Gaming ainda é um dos assuntos mais comentados entre os jogadores e profissionais da indústria, com diversas especulações a respeito da saída de Phil Spencer e Sarah Bond da empresa e, principalmente, muitas dúvidas a respeito da nova direção que sua nova CEO, Asha Sharma, dará para a divisão de jogos da big tech.
A indicação de Sharma para o cargo de CEO da Microsoft Gaming tem sido motivo de preocupação dos jogadores, já que antes de assumir a liderança do setor de games da empresa, a executiva presidia a Core AI, um dos principais braços de desenvolvimento de inteligência artificial da empresa. Apesar da executiva ter deixado claro que não irá perseguir “IA sem alma de baixa qualidade” em desenvolvimento de jogos, suas declarações não foram o suficiente para convencer um dos co-criadores da marca, que teme pelo futuro de toda a divisão de games da Microsoft.
“Satya Nadella tem um martelo chamado gen AI e um prego com a logo do Xbox nele”, dispara co-fundador da divisão Xbox

Em entrevista ao portal GamesBeat, Seamus Blackley, um dos responsáveis pela criação da marca e do primeiro Xbox no final dos anos 90, se demonstrou muito preocupado com a nova gestão da divisão de jogos da Microsoft. Blackley acredita que os planos de Satya Nadella com a indicação de Asha Sharma: implementar o uso de inteligência artificial em toda a cadeia de desenvolvimento de jogos da empresa.
Segundo o ex-funcionário da Microsoft, a empresa fez “uma aposta monetária e estratégica sem precendentes.” “Esta é uma empresa que está tentando recontextualizar a forma como pensamos sobre tecnologia como um todo. Eles decidiram que o ponto de alavancagem que vai possibilitar isso são os modelos de IA generativa. Eles estão buscando encaixar tudo dentro de um modelo de IA generativa.”
“É como aquela coisa que as pessoas dizem sobre ter um martelo e tudo virar prego. Isso é extremamente verdadeiro no caso da Microsoft agora. Tudo é um problema de IA generativa. Jogos, claro, são um problema de IA generativa. É por isso que eu digo que isso faz total sentido. Se você é o Satya, tem um martelo chamado IA generativa e cada problema é um prego.”
Blackley acredita que esse foi o motivo de Nadella ter indicado Sharma para o cargo ao invés de um executivo que já estivesse dentro da divisão de jogos, como Sarah Bond. “No mundo do Satya, tudo é um problema de IA generativa, então você coloca uma pessoa de IA generativa para comandar a área de games, com um modelo de treinamento, com bootcamps para treiná-la como se treina um modelo de IA, para levar a IA generativa a uma posição capaz de revolucionar os jogos.”
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As saídas de Phil Spencer e Sarah Bond tem gerado um enorme burburinho nas redes, com muitos acreditando que a saída de ambos faça parte de uma mudança estratégica da Microsoft, que não estava satisfeita com os últimos resultados apresentados. Desde que assumiu o cargo de CEO da Microsoft Gaming, Asha Sharma tem se esforçado para se aproximar da comunidade de Xbox, interagindo com jogadores no X e até mesmo divulgando sua gamertag, levantando uma série de novas questões a respeito de sua gestão.
A executiva tem prometido “trazer o retorno do Xbox”, algo que tem sido celebrado por parte da comunidade e tratado com cautela por outra, deixando o futuro do Xbox um tanto quanto incerto na visão dos jogadores.
Fonte: Games Radar






