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Crítica | Alita: Anjo de Combate

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Eu conheci Alita na minha adolescência lendo os mangás homônimos ao filme. Sem dúvida, uma das séries mais violentas e cativantes que já conheci. Após uma longa espera pela adaptação do live- action, anunciado pelo diretor James Cameron (Avatar e Titanic) em 2003, finalmente saiu do papel e estreia nesta semana nas telas do Brasil!

Trata-se de um Cyberpunk contextualizado no ano de 2035, onde o Dr. Ido (Christoph Waltz, de “Bastardos Inglórios”) fica vasculhando sucatas jogadas pela cidade flutuante de Zalem em busca de peças cibernéticas para tratar as pessoas da cidade de ferro que, em sua maioria, possuem partes robóticas implantadas. Ele então se depara com o busto de uma ciborgue cujo o cérebro está intacto e resolve levá-la e dar-lhe um corpo. Entretanto ela acorda sem memória.

Alita é interpretada por Rosa Salazar (Bird Box) que conseguiu trazer perfeitamente a delicadeza e violência da personagem. Durante a história, ela vai desenvolvendo relacionamentos e sofrendo grandes explosões emocionais. E aos poucos vai recuperando parte das suas memórias.

O filme conseguiu capturar a essência do mangá. Os cenários da cidade entulhada de sucata destacam locais onde predominam altos índices de violência e pobreza. Além disso são retratados os caçadores de recompensas letais, que caçam suas vítimas e precisam levar as cabeças para ganhar recompensa; O esporte motorball, onde ciborgues competem numa arena perseguindo uma bola, destruindo uns aos outros na partida; Zalem, a cidade dos sonhos, onde pouquíssimas pessoas são selecionadas para habitá-la; E também o romance entre Hugo e Alita.

A princípio o filme pode parecer muito confuso para quem não leu os mangás, pois o sistema de arcos utilizado faz essa migração entre cenas desde a origem de Alita e sua paixão por Hugo até a parte em que ela começa a entender quem é o seu verdadeiro inimigo.

Alita: Anjo de Combate pode ser considerada a melhor adaptação de mangá para os cinemas. Quem leu certamente reconhecerá cada parte perfeitamente adaptada nas telonas. Principalmente as cenas de combate, diga-se de passagem, estão de encher os olhos! As cenas românticas podem parecer um pouco cansativas para aqueles que não curtem, mas definitivamente não tiram o brilho do filme.

Publicado em 14 de fevereiro de 2019 às 07:30h.
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