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Crítica do Filme – Guerra Civil

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O Jornalismo de Guerra, sem dúvida uma das áreas mais perigosas da profissão, se torna ainda mais desafiador em Guerra Civil, um filme que retrata os Estados Unidos em meio a um conflito interno sangrento. Sob o comando de um presidente autoritário em seu terceiro mandato, o país se vê dividido entre as Forças Ocidentais de Secessão, lideradas por Califórnia e Texas, e o governo federal.

Uma Guerra Civil só pode ser encerrada através do conflito armado?

Nesta guerra civil, acompanhamos a jornada de um grupo de jornalistas que se arriscam na linha de frente para registrar os horrores do conflito e levar a verdade ao público. Entre eles, está o experiente fotojornalista que, com suas lentes, captura a desumanidade e a crueldade da guerra. Através de suas fotos, ele busca mostrar ao mundo as consequências devastadoras do conflito e a urgência por um cessar-fogo.

Guerra Civil não apenas retrata a brutalidade da guerra, mas também os desafios éticos e emocionais enfrentados pelos jornalistas em meio ao caos. A linha tênue entre informar e se colocar em risco, a responsabilidade de mostrar a realidade sem sensacionalismo e a busca por justiça em um cenário de violência extrema são alguns dos dilemas que os personagens enfrentam.

O filme serve como um lembrete do papel crucial do jornalismo em tempos de conflito, expondo a verdade e combatendo a desinformação. As imagens capturadas pelos jornalistas de Guerra Civil servem como um testemunho poderoso da devastação da guerra e da necessidade de trabalhar pela paz.

Guerra Civil critica
Crítica do Filme - Guerra Civil 7

O retrato de uma Guerra

A história começa nos apresentando Lee (Kristen Dunst) e Joel (Wagner Moura) , uma dupla de Jornalistas especialistas em cobertura de Guerra, Lee é uma fotojornalista já bem conceituada dentro do meio por seus trabalhos em outros conflitos, já tendo ganhado diversos prêmios e conhecendo bem como esse ramo do jornalismo pode ser cruel, mesmo que você não esteja participando da Guerra, já Joel é um Jornalista experiente que sempre auxilia Lee em seu trabalho como fotojornalista ao mesmo tempo que tenta retratar os horrores da Guerra para seus materiais.

Após conhecermos os personagens, descobrimos que Joel havia conseguido uma entrevista com o Presidente em Washington D.C., e essa entrevista poderia dar fim a Guerra civil nos Estados Unidos já que a muito tempo o Presidente não dava entrevista, então os personagens vão conversar com Sammy um antigo amigo deles que é um veterano de Jornalismo e saberia como se comportar em um cenário totalmente caótico.

Guerra civil cena Kirsten Dunst
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Com o aceite de Sammy os personagens então se preparando para partir em uma viagem pelos Estados Unidos até Washington, quando aparece Jessie uma novata que tem Lee como inspiração na profissão e quer seguir seus passos, e então pede para ir até o presidente com a equipe de Jornalistas para aprender como ser uma verdadeira Jornalista em um cenário de Guerra, e no inicio Lee hesita em levar a menina por ser perigoso, mas é convencida por Joel que vê um futuro brilhante na menina.

Assim o grupo parte em sua missão de chegar até Washington, passando por diversos locais onde a Imprensa e os Jornalistas não são bem vistos, o que trás uma tensão a mais para o filme, mas os personagens sabem que sua missão é muito mais importante do que o medo de estados muitas vezes intolerantes.

Guerra civil cena Wagner Moura 004
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Esse é apenas o começo do filme, mas o longa consegue ser tão frenético e tenso em cada momento que prefiro dar apenas essas informações sobre o começo da jornada para que você que vai assistir consiga ter a experiência de não saber o que vai acontecer com os personagens a seguir, ficando a todo momento na porta da cadeira no cinema preocupado com os personagens.

Um elenco digno de Oscar

O elenco é sem dúvidas um dos pontos mais fortes do filme, Kirsten Dunst entrega uma Jornalista madura e que já viveu muita coisa nesses cenários de Guerra, e isso fica claro no seu olhar, onde vemos que ela é fechada e amargurada, mas que ainda acredita no seu propósito como Jornalista e por isso continua.

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Wagner Moura, nosso lendário ator brasileiro, por sua vez é um Jornalista experiente mas que ainda tem fé na humanidade, então ele é mais sociável e gosta do contato com as pessoas, e com certeza rouba a cena com suas piadas e momentos de descontração com os demais personagens, mas isso de forma nenhuma torna o personagem bobo ou raso, pelo contrário, através da atuação de Wagner conseguimos ver que ele também já passou por muita coisa, mas que sua forma de lidar com elas foi com esperança e não se deixando abater como Lee.

Guerra civil cena Wagner Moura
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E toda a interação dos personagens aqui é sensacional, pois vemos que todos ali tem uma personalidade própria, mas que apesar de tudo tem boas intenções em buscar através do Jornalismo o fim da Guerra, e é impressionante ver como ao longo do filme a personalidade dos personagens vai mudando e como todas as situações que eles vivem vão moldando e modificando o que eles pensam sobre tais acontecimentos, muitas vezes até colocando em risco suas éticas jornalísticas.

Importância do Fotojornalismo na Vida Real

Em meio ao caos e à brutalidade da guerra, o fotojornalismo emerge como uma poderosa ferramenta de registro histórico, denúncia social e sensibilização do público. As imagens capturadas por fotojornalistas transcendem a mera documentação, tornando-se testemunhas viscerais da dor humana, da resiliência do espírito humano e da urgente necessidade de paz.

1. Revelando a verdade nua e crua:

Em tempos de conflito, onde a propaganda e a desinformação proliferam, o fotojornalismo se ergue como um farol da verdade. As fotografias, muitas vezes capturadas com risco à vida, expõem a realidade brutal da guerra, desmascarando atrocidades, sofrimento e injustiças que, de outra forma, poderiam ser silenciadas. Imagens de civis feridos, crianças órfãs e cidades em ruínas servem como um choque de realidade para o mundo, desafiando a apatia e incitando a ação.

2. Humanizando o conflito e conectando com a emoção:

Por trás das estatísticas e dos números frios da guerra, residem histórias humanas de imensa dor e sofrimento. O fotojornalismo tem a capacidade única de humanizar o conflito, conectando o público com as experiências individuais daqueles que mais são afetados pela guerra. Através de retratos comoventes e cenas de cotidiano devastado, os fotojornalistas permitem que o público se coloque no lugar das vítimas, cultivando empatia e compreensão.

3. Documentando a história para as gerações futuras:

As fotografias de guerra servem como registros inestimáveis ​​para as gerações futuras, fornecendo um testemunho visual direto dos horrores dos conflitos e das lutas pela sobrevivência. Elas constituem um patrimônio histórico fundamental para a compreensão das causas e consequências da guerra, servindo como ferramentas educativas para promover a paz e a resolução pacífica de conflitos.

4. Denunciando crimes de guerra e buscando justiça:

O fotojornalismo pode ser uma ferramenta crucial na luta pela justiça. Imagens que documentam atrocidades e violações dos direitos humanos podem servir como provas em tribunais internacionais, ajudando a responsabilizar os perpetradores e prevenir futuros crimes. A documentação meticulosa e a coragem dos fotojornalistas são essenciais para garantir que os crimes de guerra não sejam esquecidos ou ignorados.

5. Inspirando a mudança e promovendo a paz:

Ao expor a realidade da guerra e suas consequências devastadoras, o fotojornalismo pode inspirar mudanças positivas e promover a busca pela paz. As imagens comoventes podem mobilizar a opinião pública, pressionar governos a agir e fomentar movimentos sociais que clamam por um fim à violência. O poder transformador do fotojornalismo reside na sua capacidade de despertar a consciência e impulsionar a ação por um mundo mais justo e pacífico.

Guerra Civil é um filme extremamente bem feito, que além de retratar a realidade de uma Guerra, consegue mostrar a importância do Jornalismo no mundo atual. Além disso, conta com um elenco extraordinário que consegue transmitir muito bem toda a tensão e medo de um conflito armado.

Então, eu recomendo o filme para todos aqueles que querem assistir a um filme excelente, que traz uma ótima história e um clima de aflição e tensão a todo momento, e claro, o filme é obrigatório para todos os Jornalistas ou representantes da área da comunicação.

nota do filme civil war
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