Crítica | Dragon Ball Super: Super Hero

Dragon Ball Super: Super Hero

Novos ares a franquia

Dragon Ball Super

Dragon Ball Super: Super Hero é diferente de tudo da franquia Dragon Ball – e isso que é legal. Alguns personagens que tiveram seus destaques em sagas anteriores, voltam neste filme e mostra que mesmo depois de 35 anos da saga, a franquia pode ter outros ares. A critica a seguir contém spoiler da animação.

Nova Animação

Dragon Ball Super Pam

À primeira vista a animação parece confuso ao espectador, pois aparenta ser um jogo com personagens em 3D e cenários com um 2D. A animação traz vislumbres do primeiro arco com o Goku criança em tempos atuais – é lindo de ver. Além de trazer algumas partes do filme cânone no estilo de animação feito à mão, chamando a atenção do espectador a esse aspecto.

Narrativa com gosto de nostalgia

Dragon Ball

A narrativa da animação mostra que nem somente Goku e Vegeta resolvem algo na franquia. Os dois de certa forma aparecem no filme, mas longe de onde o caos está acontecendo e para a surpresa dos fãs, o Broly está treinando com Goku e Vegeta no mundo do Bills, o deus da destruição. Bem, por estarem longe, nem Goku e nem o Vegeta sabem do mal que cerca a terra.

O exército que aterrorizou a terra e foi dizimado pelo Goku quando era criança voltou para se vingar. O Red Ribbon ressurge ao comando do Magenta, presidente de uma indústria farmacêutica que se disfarça nas sombras como o Exército Red Ribbon. Além disso, o Dr. Gero (Android 20), o criador dos Androides 16, 17 e 18 e do Cell (único inimigo capaz de vencer o Goku), deixou um neto, o Dr. Hedo, ainda mais genial que o seu avô.

Bem, o Magenta o localiza e faz a cabeça do garoto fazendo Goku e sua turma se tornarem vilões, assim convencendo o Dr. Hedo a combate-los. Nisso, o Dr. Hedo cria dois androides superiores aos anteriores de seu avô, o Gamma 1 e Gamma 2, inspirado em elementos de Tokusatsu e personagens como o Kamen Rider. O filme tem muitas referências incríveis a franquias prestigiadas como Godzilla, Akira e entre outros.

Mudanças na narrativa

Pam

Enquanto os vilões planejam algo, a Pam e o Piccolo treinam um pouco – não daquele jeito que o Piccolo treinava o Gohan. Desta vez, o nosso Namekuseijin, o Piccolo, amoleceu mais o seu coração e treina a Pam com um certo rigor, mas um treino mais leve que seu pai teve.

É interessante ver como a Pam cresceu e evolui no arco, a interação dela e do Piccolo e algo extremamente engraçado é a relação que a família da Pam no caso a Videl e o Gohan criaram com o Namekuseijin – Piccolo segurando o celular para falar com Videl é hilário. Assim o fazendo de “babá” as vezes e buscar a Pam na escola, algo que o deixa revoltado que o Gohan amoleceu um pouco segundo a visão do Piccolo – Gohan acabou se tornando um grande pesquisador.

Bem, na sua pacata vida, acaba aparecendo o Gamma 2 que o ameaça e enfrenta. Mas o android o acaba subestimando, nisso inicia-se uma investigação, onde o Piccolo entra na base do Red Ribbon. Existem alguns alívios cômicos nessa parte da infiltração a base, são momentos bem hilários. O Piccolo então resolve dá uma mexida na vida pacata do Gohan e tudo está para mudar na vida do filho de Son Goku.

Na saga a maioria dos problemas na terra são resolvidos nas lutas – algo que sempre teve destaque no anime/mangá. É maravilhoso como as lutas fazem o espectador entrar no clima e curtir as loucuras que existem na saga. Além disso, as esferas do dragão, o Shenlong, tem seu destaque no filme, algumas respostas sobre o uso das esferas ao longo dos anos são respondidas com um alivio cômico que apenas fãs da série achariam geniais.

As lutas impressionantes

Dragon Ball super 1

A surpresa do filme se dá por conta do protagonismo que é passado para Piccolo e Gohan, que são destaques junto com a Pam – aos fãs de Vegeta e Goku, fica para a próxima. Em seu novo estilo de animação o combate fica bem mais chamativo e intenso. Assim tornando a paleta de cores e nuances abstratas ao espectador e sendo difícil de acompanhar as vezes. Bem, aos olhos do espectador é impossível não se manter vidrado na ação, mesmo com as mudanças e os gritos que ficavam mais altos. Isto se torna algo rotineiro ao final, mas felizmente fica em excesso e marcante ao final.

Dragon Ball ao final de tudo acaba encaixando isso tudo muito bem, desde o alivio cômico até a combates sérios na saga. Dragon Ball Super: Super Hero deixa tudo na medida certa – mesmo que com a animação em 3D. Entretanto, isso não estraga a experiência do espectador, que ao final de tudo vê um saldo positivo.

A nostalgia de uma certa saga de Dragon Ball do início ao fim, tudo parece familiar aos olhos daquele espectador que acompanha a franquia. Além de ver a evolução de alguns personagens que participam ao final da animação, a exploração do relacionamento de Gohan e Piccolo é a cereja do bolo do longa-metragem, mostra a importância de Piccolo ao Gohan e uma relação de pai e filho de fato. Dragon Ball Super: Super Hero vale a pena assistir nas telonas e sentir a emoção de quando era criança.

Obrigada(o) ao Akira Toriyama por criar uma saga de suma importância ao mundo nerd e geek.

Dragon Ball Super: Super Hero arrecadou mais de $51 milhões nas bilheterias

Dragon Ball Super: Super Hero é um sucesso absoluto pela Toei Animation em conjunto com a Crunchyroll e a Sony Pictures. Clique aqui para saber mais detalhes.

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