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Crítica | Ghostbusters: Apocalipse de Gelo

Ghostbusters é, sem dúvida, uma das franquias mais importantes da história do cinema, tendo sido um marco para o gênero em que se insere e sendo, até hoje, referência em criação de elementos de ficção científica.

Uma dose de nostalgia, mas sem ir muito além disso

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Com o sucesso da franquia original de 1984 e suas sequências de 1989 e 2016, a Columbia Pictures e a Sony Pictures decidiram lançar uma nova sequência de filmes, com novos personagens e a presença do elenco original de 1984, desconsiderando totalmente o filme de 2016, que foi um fracasso.

Assim, em 2021, nasceu Os Caça-Fantasmas – Mais Além, trazendo Paul Rudd como Gary Grooberson, Mckenna Grace como Phoebe Spengler, Finn Wolfhard como Trevor e Carrie Coon como Callie. Esses novos personagens tinham a difícil missão de assumir o manto de caça-fantasmas. Com o sucesso do filme e a boa aceitação do público, uma sequência foi confirmada. Chegamos, então, a “Ghostbusters: Apocalipse de Gelo”.

História de Ghostbusters: Apocalipse de Gelo

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Crítica | Ghostbusters: Apocalipse de Gelo 6

O filme começa apresentando a situação dos personagens após os eventos do filme anterior, nos quais agora atuam como a nova equipe de caça-fantasmas em colaboração com os bombeiros. Como as ameaças de outro mundo nunca acabam, não demora muito para que Garraka, um ancestral demônio do gelo, comece a surgir.

Garraka, um dos demônios mais poderosos e ancestral do gelo, tem um poder devastador. Inicialmente, vemos apenas como o demônio influencia outros fantasmas em busca de sua libertação. Nesse ínterim, o novo grupo de caça-fantasmas tem de lidar com esses fantasmas e aperfeiçoar suas habilidades de captura.

No desenrolar da trama, percebemos que os novos perigos requerem a ajuda de “velhos amigos”, e então temos o retorno do elenco original como mentores e aliados dos novos protagonistas. A nostalgia, nesse momento, é intensa.

Sem revelar muitos spoilers, a história se sustenta principalmente em dois pilares: a nova formação dos caça-fantasmas, que precisa aprender a trabalhar em equipe para combater o mal iminente, e a passagem de bastão da velha formação para a nova, destacando a importância de manter a cidade segura dos fantasmas.

Personagens de Ghostbusters: Apocalipse de Gelo

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É fato que os caça-fantasmas de 1984 alcançaram tal sucesso devido ao seu elenco extremamente carismático e único, aliado a um enredo que misturava comédia com uma pitada de terror, formando uma combinação única.

Em Ghostbusters: Apocalipse de Gelo, temos o novo elenco disputando protagonismo com os já amados personagens originais. Compará-los, no entanto, é quase injusto, pois o elenco clássico possui mais química e carisma. Os novos personagens carecem de desenvolvimento, e o destaque entre eles é Paul Rudd, embora isso possa ser mais mérito do ator do que do roteiro.

No geral, o elenco que deveria ser o principal acaba sendo ofuscado pelo original, que, embora devesse ser coadjuvante, acaba roubando a cena e se tornando um dos melhores aspectos do filme.

Vale a pena assistir Ghostbusters: Apocalipse de Gelo?

Ghostbusters: Apocalipse de Gelo está longe de ser tão grandioso quanto os primeiros filmes, mas isso não significa que seja ruim. Consegue sustentar-se bem no universo já apresentado e faz o básico com competência, sem, contudo, inovar ou trazer uma história complexa.

Recomendo o filme para fãs de longa data da franquia e também para aqueles que gostaram do filme de 2021.

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