Venom: A Última Rodada marca a conclusão da jornada de Eddie Brock e seu simbionte, encerrando uma trilogia que começou em 2018 e que, desde o início, se propôs a misturar humor, caos e muita ação. Desta vez, o desafio é de proporções divinas: Knull, o deus ancestral das trevas e criador dos simbiontes, entra em cena como a grande ameaça. A Sony Pictures opta por um desfecho ousado, mas fica a pergunta: essa aposta realmente funcionou?
Knull, o vilão que prometia mais

Desde sua introdução nos quadrinhos, Knull sempre foi visto como um personagem de proporções mitológicas. Como criador dos simbiontes, ele carrega um peso narrativo que poderia dar à franquia “Venom” uma dimensão muito mais sombria e épica. Contudo, no filme, sua presença é subaproveitada. Há um esboço de conflito entre Knull e Eddie, mas é difícil sentir que a trama realmente atinge todo o potencial prometido por um antagonista tão poderoso.
Não é apenas a figura de Knull que fica aquém das expectativas; o enredo como um todo parece uma montanha-russa de intenções, onde momentos de drama são diluídos pelo excesso de humor. Isso fica ainda mais evidente com a introdução de conceitos como o “cavalo Venom”, que, embora engraçado e reminiscente do tom caótico que a franquia abraçou desde o início, também tira um pouco do peso que o filme poderia ter. A narrativa não se compromete o suficiente com a grandiosidade do seu vilão e, ao tentar equilibrar humor e drama, acaba se perdendo.
Ação e humor: funciona?
Uma das marcas registradas da franquia sempre foi a ação intensa, e “Venom: A Última Rodada” não decepciona nesse quesito. As cenas de luta são cheias de energia e CGI, entregando momentos empolgantes para quem está ali pela adrenalina e pelo caos visual. Há uma clara evolução na qualidade dos efeitos especiais em relação aos filmes anteriores. Knull, especialmente, é retratado de maneira que transmite sua condição divina, com detalhes que impressionam. As sequências de ação são orquestradas para serem espetaculares, e, nesse aspecto, o filme se sai muito bem.

CGI: Um salto em qualidade
Se a narrativa e o desenvolvimento de personagens deixam a desejar, ao menos os efeitos visuais de “Venom: A Última Rodada” representam um salto de qualidade em comparação aos filmes anteriores. Os simbiontes estão mais convincentes e fluidos, e suas interações com o ambiente são mais naturais. Knull, em particular, é um ponto alto nesse aspecto: sua representação visual traz um senso de imponência e mistério que funciona muito bem.
Um fechamento satisfatório?
Venom: A Última Rodada é um filme que vai dividir opiniões. Para aqueles que procuram um entretenimento descompromissado, com muita ação, efeitos visuais de alta qualidade e humor fácil, ele definitivamente cumpre o papel. Mas, para os fãs que esperavam uma conclusão mais emocional e um enredo mais sofisticado, o resultado pode ser decepcionante. A aposta da Sony em abraçar o absurdo e o humor, ainda que tenha seus momentos divertidos, acaba impedindo a trilogia de fechar com um impacto verdadeiro.
No final, “Venom 3” é um encerramento visualmente satisfatório, que oferece um bom entretenimento imediato, mas que poderia ter sido muito mais. A ideia de trazer um vilão como Knull abria a possibilidade de um desfecho épico, que elevasse a franquia a um novo nível. Infelizmente, o foco excessivo no humor e a falta de comprometimento com a seriedade do conflito tornam o filme uma despedida que, embora não seja ruim, fica aquém do que poderia ter sido.
O Review
Venom A Última Rodada
Venom: A Última Rodada é um filme que divide opiniões. Para quem busca entretenimento leve, com muita ação e humor fácil, ele cumpre seu papel. Porém, fãs que esperavam uma conclusão mais emocional e sofisticada podem se decepcionar. A aposta da Sony no humor e no absurdo resulta em um encerramento visualmente satisfatório, mas que carece do impacto verdadeiro que um vilão como Knull poderia proporcionar. No fim, o filme entrega diversão, mas fica aquém do potencial épico que poderia ter alcançado.






