A animação de Devil May Cry chegou a um momento decisivo. A Netflix confirmou que a série inspirada na franquia da Capcom terá uma terceira temporada, que também marcará seu encerramento. O showrunner Adi Shankar afirma que esse desfecho completará “A Saga Force Edge”, revelando que toda a estrutura da produção foi pensada como uma trilogia desde o início. O anúncio chega logo após a estreia da segunda temporada, que manteve a série em evidência entre as produções mais assistidas do serviço de streaming.
A novidade não surpreendeu quem acompanhava a série com atenção. Segundo Shankar, as pistas estavam à vista o tempo todo: a obra sempre foi pensada como a “Divina Comédia” de Dante, com armas e um casaco vermelho, com a primeira temporada representando o Inferno, a segunda o Purgatório e a terceira o Paraíso, ou “Paradiso”. Para o criador, “A Saga Force Edge” foi concebida desde o princípio como uma trilogia de filmes disfarçada de série de televisão. A escolha de batizar cada temporada com referências à obra de Dante Alighieri reforça que o roteiro seguiu um plano narrativo bem definido, com começo, meio e fim claros.
Um plano traçado desde o começo

A decisão de encerrar a produção em três temporadas reflete uma visão autoral pouco comum em adaptações de games. Em vez de esticar a trama indefinidamente, a série optou por respeitar um arco fechado, no qual cada etapa representa um estágio da jornada espiritual e dramática do protagonista. Essa abordagem ajuda a explicar por que a animação dividiu opiniões entre quem conhece o material original. Parte do público elogiou a ousadia criativa de Shankar, conhecido por trabalhos como Castlevania, enquanto outros criticaram as liberdades narrativas adotadas na adaptação.
A trama central acompanha Dante, um caçador de demônios mercenário envolvido em um conflito que ameaça tanto o mundo humano quanto o reino demoníaco. Mesmo passando boa parte da história enfrentando ameaças sobrenaturais, ele desconhece o quanto seu papel é decisivo para o destino dos dois mundos. A produção fica a cargo de Shankar em parceria com o Studio Mir, responsável pela animação.
Desempenho forte e expectativas para o desfecho em Devil May Cry
O encerramento anunciado do Devil May Cry não significa fracasso, pelo contrário. A renovação veio acompanhada de números expressivos: a primeira temporada acumulou cerca de 21,7 milhões de visualizações em 2025, enquanto a segunda já somava 6,4 milhões de visualizações apenas nas duas primeiras semanas no serviço. Ao longo de suas duas primeiras temporadas, a série figurou no Top 10 Global da Netflix por quatro semanas. Esses resultados confirmam que a adaptação encontrou um público sólido, mesmo em meio às discussões sobre suas escolhas criativas.
Atualmente, as duas primeiras temporadas estão disponíveis no catálogo da Netflix, com a segunda colocando Dante e Vergil em destaque na narrativa. A franquia Devil May Cry, criada pela Capcom, nasceu nos videogames em 2001 e se tornou referência no gênero de ação, conhecida pelo combate estiloso e pelo carisma de seus personagens. A transição para a animação ampliou o alcance da marca, atraindo tanto o público tradicional dos jogos quanto novos espectadores que chegaram pelo streaming.
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Resta agora aguardar a chegada do capítulo final. A Netflix ainda não divulgou uma data de estreia para a terceira e última temporada. Com o desfecho prometido para coroar a trilogia inspirada em Dante, a expectativa é que a produção entregue uma conclusão à altura da ambição que guiou o projeto desde o início, encerrando a jornada de Dante e definindo de vez o destino dos mundos humano e demoníaco. O resultado também deve servir como termômetro para futuras adaptações de games no formato animado, um mercado que vive um momento de forte expansão. Fonte: Variety






