Clair Obscur: Expedition 33 está próximo de ser lançado, e apesar de ser uma obra ocidental, de um estúdio iniciante francês, a maior inspiração dele são os JRPG de antigamente, principalmente os Final Fantasy clássicos. Guillaume Broche, o diretor criativo de Expedition 33, e Hajime Tabata, famoso por assumir a direção de Final Fantasy XV, sentaram para conversar em uma entrevista sobre as diferenças entre obras ocidentais e orientais do gênero RPG.
JRPGs tendem a ser mais lineares

Durante a conversa, Guillaume Broche revelou que um de seus jogos favoritos da infância é Final Fantasy VIII que, inclusive, o fez aprender japonês. Porém, ele também revelou que era um pouco ruim com videogames ainda, e não conseguia derrotar um dos chefões para progredir no jogo.
Uma das questões discutidas por Broche e Tabata foi a questão da recepção dos JRPG no ocidente, quando no início dos anos 2000 ainda existia um pouco de preconceito com o gênero. Broche comentou que isso também acontecia na França, e apesar de ter amado Lost Odyssey quando jogou, até hoje fica um pouco chateado com as críticas que o jogo recebeu na época.
O diretor criativo de Clair Obscur: Expedition 33 comentou que é apaixonado por JRPGs até hoje, e espera que esse amor tenha sido refletido em sua obra, que será lançada no próximo dia 24. Então, Tabata e Broche analisaram as diferenças entre RPGs produzidos no ocidente e no Japão, no qual Hajime Tabata comentou:
“Por exemplo, em RPGs japoneses, os inimigos precisam de um motivo para lutar. Acho que esse é um elemento muito japonês em sua raiz. Além disso, é comum que personagens que eram originalmente inimigos unam forças quando enfrentam um novo inimigo poderoso. Esse é um enredo que também pode ser visto em mangás e animes, mas acho que a característica dos RPGs japoneses é que você salva o mundo junto com seus amigos enquanto vivencia esses valores japoneses. Obras de entretenimento japonesas, mesmo aquelas voltadas para crianças, têm um “inimigo” de verdade, mas no final, o chefe final muda de ideia (risos).“
Broche destacou outra diferença, que é em relação ao formato da narrativa. RPGs ocidentais tendem a ser sobre escolhas e liberdade do jogador para moldar sua narrativa, enquanto JRPGs são mais lineares e focados em entregar uma excelente história.

“Por outro lado, os JRPGs oferecem a emoção de mergulhar em um mundo espetacular que você nunca viu antes. Além disso, em vez de se envolver nas escolhas da história, você acompanha o crescimento dos personagens de JRPG enquanto assiste ao desenrolar de suas histórias. E então você vê esse crescimento em si mesmo. Eu realmente gosto dessa perspectiva, e é por isso que sou tão atraído por JRPGs.“
O diretor de Clair Obscur: Expedition 33 também comentou sobre a questão da seriedade. Enquanto RPGs ocidentais mantém um tom sério ao longo de todo o jogo, JRPGs possuem mais variedade de tons. Além disso, ele também citou a célebre frase: “Em jogos japoneses, você começa lutando contra ratos para, no final, ter que enfrentar Deus.“
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Sobre Clair Obscur: Expedition 33
Em Clair Obscur: Expedition 33 você segue a história de personagens como Gustave e Maelle, que fazem parte da Expedição 33, que tem como objetivo derrotar a Artífice, que todo ano pinta um número em seu monólito, matando todas as pessoas da cidade de Lumiére que tem aquela idade. O jogo estará disponível dia 24 de abril para PlayStation 5, PC e Xbox Series X|S, e estará no Game Pass já em seu lançamento.






