A indústria dos videogames acaba de registrar um capítulo épico: a Electronic Arts (EA), uma das maiores editoras do setor, foi adquirida por um consórcio liderado pelo fundo soberano da Arábia Saudita, o Public Investment Fund (PIF), em parceria com a gestora Silver Lake e a Affinity Partners, de Jared Kushner. O valor? Impressionantes US$ 55 bilhões — a maior aquisição privada em dinheiro já realizada no setor de entretenimento.
Acordo bilionário e ação valorizada
Cada acionista da EA receberá US$ 210 por ação, um prêmio de 25% sobre o valor anterior ao anúncio (US$ 168,32) e acima do recorde histórico da empresa (US$ 179,01). Com o negócio, o consórcio assume o controle total da companhia, embora o PIF mantenha sua fatia original de 9,9%.
O financiamento será dividido entre US$ 36 bilhões em capital próprio dos investidores e US$ 20 bilhões em dívida, com suporte garantido do JPMorgan Chase Bank. Nada mal para uma empresa que começou nos anos 80 distribuindo jogos em disquetes.
Inovação, crescimento e o futuro dos games

A nova gestão promete acelerar a expansão global da EA, explorando a convergência entre games, esportes e entretenimento. O CEO Andrew Wilson continuará à frente da companhia, que manterá sua sede em Redwood City, na Califórnia.
“Nossas equipes criativas entregaram experiências extraordinárias ao longo dos anos. Esta aquisição é um reconhecimento poderoso desse trabalho”, afirmou Wilson, entusiasmado com as novas possibilidades que o consórcio poderá proporcionar à empresa.
Já o PIF, representado por Turqi Alnowaiser, destacou a posição estratégica do fundo no cenário global de games e eSports. Segundo ele, a parceria servirá como um impulso à inovação e ao crescimento de longo prazo da EA, conectando comunidades, desenvolvedores e propriedades intelectuais em escala global.
Declarações de peso
Egon Durban, da Silver Lake, não poupou elogios à EA, chamando-a de “empresa especial” e reforçando o compromisso com grandes investimentos para ampliar sua presença global. Jared Kushner, por sua vez, foi além do discurso corporativo ao mencionar seu carinho pessoal pela marca: “Cresci jogando EA e agora compartilho isso com meus filhos. Não poderia estar mais empolgado”.
O Conselho de Administração da EA aprovou a transação por unanimidade, classificando-a como uma oportunidade atrativa para os acionistas e positiva para o futuro da companhia. Após a conclusão do processo, prevista para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, a EA deixará de ser listada em bolsas públicas.
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O que muda para quem joga?
Na prática, a promessa é de mais inovação, experiências conectadas entre o físico e o digital e, quem sabe, novas formas de interagir com franquias como FIFA, The Sims, Battlefield e Apex Legends. A expectativa é que o investimento robusto se traduza em produtos ainda mais ambiciosos — e, espera-se, menos loot boxes polêmicas.
A EA entra em uma nova fase, agora com recursos praticamente ilimitados e parceiros dispostos a investir pesado em sua expansão. O jogo, definitivamente, mudou. Fonte: Businesswire
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