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Home Especiais

Final Fantasy XIV no Brasil: uma comunidade movida por paixão, drama e superação de adversidades

Luiz Henrique Silva por Luiz Henrique Silva
17 de abril de 2026
em Especiais, ESPECIAL GAME
final fantasy xiv brasil 2 1

Final Fantasy XIV está caminhando para a chegada de sua sétima expansão (ou oitava se contarmos a Realm Reborn), e apesar da marca Final Fantasy ser o suficiente para atrair milhões de jogadores, o MMO da Square Enix nunca foi um game exatamente muito acessível para os Warriors of Light tupiniquins. Seja pela ausência de localização em português ou de servidores na América do Sul, FF XIV era um game fadado a fracassar no Brasil, o que de alguma forma milagrosa, acabou não acontecendo.

Essa popularidade alcançou o seu ápice durante a transição entre Shadowbringers e Endwalker, um período no qual Final Fantasy XIV se tornou um imenso vira com milhares de jogadores chegando a Eorzea, vindo de outros MMOs como World of Warcraft ou simplesmente tendo o XIV como o seu primeiro game do gênero. Essa popularidade se refletiu no Brasil, com milhares de jogadores chegando a comunidade e se tornando parte da comunidade brasileira de FF XIV.

Apesar de ter chegado em Eorzea a cerca de 6 anos e me apaixonado pelo conteúdo high-end do game, confesso que minhas experiências com a comunidade brasileiras do game foram mínimas, e com o momento complicado que o MMO tem passado nos últimos meses, minha curiosidade a respeito das visões da comunidade a respeito do game se tornaram enormes. Para entender um pouco melhor os dilemas e os motivos que levaram esses jogadores a se apaixonarem pelo game, conversei com alguns líderes de comunidade do game no Brasil, que me deram uma ideia melhor dos reais problemas enfrentados pelos jogadores brasileiros, desde os jogadores casuais até os raiders sangue nos olhos.

Sem servidores locais e localização para português, jogadores brasileiros de Final Fantasy XIV enfrentam problemas peculiares no MMO

final fantasy xiv shadowbringers 1
Final Fantasy XIV no Brasil: uma comunidade movida por paixão, drama e superação de adversidades 10

Para compreender melhor os problemas da comunidade de uma maneira geral, nada melhor do que bater um papo jogadores que interagem com todas as “tribos” dentro da player base de Final Fantasy XIV: Yu Kisaragi, criadora de conteúdo e streamer da Moogle’s Cave, uma comunidade totalmente dedicada a franquia Final Fantasy e a outros títulos da Square Enix, Eiko Makimachi, também da Moogle’s Cave, e Aki Homma, criador da Baitzkrieg, uma comunidade voltada para os jogadores que se interessam pelos conteúdos high-end do game.

Tendo iniciado sua jornada em Eorzea ainda durante o beta test de A Realm Reborn, Yu confessou em nosso bate-papo que um de seus motivos para ter se apaixonado por Final Fantasy XIV foi a forma como o MMO consegue unir a narrativa de um Final Fantasy offline convencional com MMO, o que tornou o game o encaixe perfeito para ela e seu grupo de amigos da época.

yu final fantasy
Yu Kisaragi – Criadora de conteudo e Streamer da Moogle’s Cave

Segundo ela, a comunidade teve um grande impacto em sua decisão em continuar a jogar Final Fantasy XIV por todos esses anos. “Eu acho que (o impacto da comunidade nessa decisão) foi de quase 100%. Se hoje eu me mantenho jogando ativamente é por conta dos amigos que eu fiz pelo Final Fantasy XIV.”

“Quando eu comecei a jogar, eu comecei com alguns conhecidos da época, que não tenho mais o contato, aconteceram alguns problemas que me afastaram do jogo. Eu tentei voltar a jogar sozinha depois de um tempo, mas, verdadeiramente, da pra você jogar e se divertir com a história, mas acaba ficando muito na mesma de um Final Fantasy offline. Quando você tem amigos, tem um grupo que você pode contar pra eles pra fazer conteúdos (por mais que seja apenas pular em volta de uma casa enquanto conversa) ele se torna mais divertido.”

Também perguntei a Yu o quanto a comunidade brasileira evoluiu desde os primórdios do game, já que com o crescimento do game de uns anos pra cá, é evidente que mudanças devem ter acontecido, sejam elas positivas ou negativas.

“La por 2013 era bem difícil ter uma comunidade, apesar de ter visto vários grupos de Facebook da galera tentando se reunir, mas eu não via como algo tão fácil de encontrar. Lá por 2014 foi quando mudei para o Behemoth (um dos servidores do jogo, conhecido por ter uma alta concentração de brasileiros), e foi lá que vi algumas guildas de brasileiros se promovendo, mas ainda era algo muito quietinho, cada um na sua.”

“Tinha uma comunidade, ela era ativa, a galera se ajudava, mas não era tão na cara. Hoje você pode ir em qualquer cidade inicial, principalmente no Behemoth, e você vê a galera falando em português. Achando que antes a galera tinha muito isso de falar em inglês dentro do jogo, mas hoje a galera não liga, até fazem questão de falar em português para atrair outros jogadores brasileiros para os seus grupos.”

“Eu sinto que tem cada vez mais grupos de Discord que tentam promover uma união do jogo entre os BRs, mas ainda assim vejo algumas pessoas falando ‘eu jogo isso a anos e nunca encontrei um brasileiro’, mesmo com a comunidade tendo ficado tão grande. Talvez falte um lugar comum para a galera conseguir se encontrar, e embora o Discord ajude, algumas regras de cada um desses grupos acabam afastando as pessoas da mesma forma.”

Mas claro, apesar de unida, a comunidade BR é conhecida por seus dramas em jogos online, e é claro que essa fama também se faz presente em Final Fantasy XIV. Segundo Yu, esse é o principal problema da comunidade brasileira: a enorme quantidade de “drama”, muitas vezes por motivos iniciados por motivos fúteis.

“Sempre tem uma novela mexicana rolando independente do grupo que você entre. Se você entrar para um grupo de RP, sempre vai ter uma picuinha com você ou com algum outro membro. Quer fazer endgame? Putz, não da! Sempre tem alguém que precisa arrumar uma treta dentro do jogo, e são geralmente coisas mais infantis que as outras.”

“Vejo muita gente que se afasta das comunidades ou não quer entrar nos grupos, a imagem já tá meio que manchada. Eu vejo essas picuinhas e só consigo pensar: gente isso é um jogo. A Moogle’s existe para que eu possa levar coisas positivas pros fãs no geral, não só o Final Fantasy XIV, porquê eu não quero que novos jogadores passem pela mesma coisa que eu passei.”

Outro problema (e esse bem conhecido por mim) é a ausência de servidores brasileiros, o que nos obriga a jogar o MMO com pings altíssimos, impactando negativamente a nossa experiência nos conteúdos de batalha, sendo apontado por vários jogadores como um dos motivos que os fizeram desistir do XIV ou sequer cogitarem a jogar o game.

yu final fantasy xiv 2
Personagem de Yu em Final Fantasy XIV

Segundo Yu, a ideia de servidores na nuvem poderiam resolver o problema, e acredita que se tiver demanda o suficiente para que sua implementação realmente faça sentido, a Square Enix talvez possa fazer algo a respeito.

“Acredito que ter um servidor por aqui seria muito bom, mas as chances de ter um data center físico para a América do Sul são baixíssimas, o Yoshi-P já se pronunciou a respeito disso dizendo que seria algo muito difícil de acontecer. Inclusive ele mesmo comentou que a ideia daqueles servidores na nuvem seria uma boa solução, os testes aconteceram mas nada mais foi falado sobre desde então…”

“Eu fiquei com 70 a menos de ping, então, não é o cenário perfeito, mas é um cenário melhor, acho que já ajudaria.”

Yu também comentou sobre a forma que a Square Enix tem lidado com os pedidos da comunidade a respeito de mods e da tão sonhada localização para português.

“Assim, pô, já estamos cansados de ver o Yoshida pegando mods que a galera faz e traz pro jogo de uma maneira segura, já tiveram várias coisas que a comunidade já tinha feito, ele viu a necessidade daquilo no jogo e ele deu os pulos deles pra fazer aquilo funcionar. Eu sei que uma tradução nativa não funcionaria no XIV, precisaria de uma equipe in-local no Japão pra fazer a localização, o XIV tem muito conteúdo. É só pegar a China e a Coreia que tiveram o lançamento atrasado do FF XIV, precisaram sair correndo pra lançar e só agora (com a chegada da 7.4), conseguiram acompanhar o conteúdo do global.”

“Seria legal eles fazerem sei lá, a fusão de alguma coisa segura de um tradutor automático, nem que seja uma IA vinculada ao google translate, alguma coisa in-game pra pessoa ativar. Se não tiver 100%, basta colocar um aviso que está em teste e talvez as coisas não funcionem da melhor forma. A gente sabe que tem como ir atrás disso de maneira externa, mas eu sei que assim como eu, muitos criadores de conteúdo se isentam de ajudar os jogadores a encontrar esses auxiliares por serem proibidos pela própria Square, então quem quer crescer como criador não vai promover essas ferramentas, o que faz com que menos jogadores tenham acesso a essas traduções.”

Yu também comentou a respeito dos problemas atuais do jogo, que foram potencializados pelo lançamento da expansão Dawntrail que teve uma forte rejeição de parte da comunidade. Na nova expansão, nosso personagem assume um papel de personagem secundário na história, enquanto Wuk Lamat ascende como a verdadeira heroína da trama.

Para Yu, esse pode ter sido um dos motivos da rejeição de Dawntrail por parte dessa parcela de jogadores, mas a algumas camadas extras que levaram a comunidade a mostrar descontentamento com o game.

“Eu acho que sim, mas também acho que mistura com algumas outras coisas. Eu vejo muito que a comunidade as vezes pega ódio ou paixão de coisas muito simples, e ai a galera só repercute isso, mais e mais. Aquele pessoal sem uma opinião formada pega esse discurso pra si e leva como verdadeira 100%, sem conseguir criar uma opinião própria. Ela não consegue dizer: ‘ah, eu gostei disso mas eu odiei aquilo’, é sempre odiar tudo ou amar tudo.”

Final Fantasy XIV
Final Fantasy XIV no Brasil: uma comunidade movida por paixão, drama e superação de adversidades 11

“Eu vi muito disso acontecer com Dawntrail, eu escrevi a resenha dele, tanto que não tem vídeo no canal. Pra mim ela teve um andamento bem mais devagar, eu até curti mais isso, até o Heritage Found estava tudo dentro do esperado, mas dali pra frente é mais sobre descobrimento de coisas novas, foi uma surpresa, eu gostei dessa surpresa, eu queria ver a forma como colocariam um contexto futurista dentro do XIV, achei legal.”

“Eu entendo que as vezes não gostamos de um personagem ou outro, ainda me lembro da época que me posicionei em dizer que acho a Yugiri chata e as pessoas vieram me atacar. Calma gente, é só um personagem.”

“O andamento da Dawntrail foi muito diferente do que a gente tinha, nas outras expansões nós estávamos acostumadas com a gangorra de pico de adrenalina e nada acontece das outras expansões, Dawntrail é tranquilinha do começo ao fim. Tivemos uma personagem que muita gente não gostou por ter sido mal escrita, algumas pessoas tiveram picuinha por conta da dubladora, o que é totalmente ridículo, e teve a galera que ficou indignada pelo seu personagem não ser o protagonista dando o espaço pra um personagem sem sal ser a protagonista. Eu entendo algumas reclamações em relação a Wuk Lamat da galera ser “ah, mas apresentaram ela como sendo uma personagem tão **** no final da Ednwalker e no Dawntrail ela é… nhe. Eu entendo a galera que não gostou, mas não acho que precisava de tanto rage, sabe?”

Yu também acredita que o jogo tenha alguns outros problemas, incluindo vários deles vindo da própria comunidade. A criadora publico um vídeo discutindo em mais detalhes o problema em um extenso vídeo em seu canal, que pode ser conferido na íntegra logo abaixo:

Você pode encontrar a Yu nos canais oficiais da Moogle’s Cave no YouTube e na Twitch, além de suas redes sociais no X, Instagram e TikTok.

  • Review | Final Fantasy XIV: Dawntrail (PS5)
  • Conheça o Games Baratos, o canal de ofertas da Manual dos Games

Já Eiko, tradutora da Moogle’s Cave, deu uma grande ênfase em como a ausência de localização tem impactado negativamente a vida dos jogadores, que segundo ela, é um dos motivos que impede o game de alcançar o seu verdadeiro potencial com o público brasileiro.

eiko final fantasy xiv 2
Eiko Makimachi – Desenhista e tradutora da Moogle’s Cave

“Diria até que a localização é muito mais importante em termos de acessibilidade do que, por exemplo, um servidor latino-americano. Temos já exemplos dentro do jogo que a criação de mais servidores não necessariamente resolve diversos problemas de distribuição populacional entre eles, como o servidor Dynamis (Data Center localizado fisicamente na América do Norte) e o servidor Materia (Data Center localizado fisicamente na Oceania). Ambos ainda hoje são relativamente vazios, pois por mais que tenham diversas vantagens, as pessoas continuam querendo criar personagens onde a comunidade já está mais estabelecida. Desde o começo, por razões que eu particularmente não tenho ciência, parte da comunidade brasileira estabeleceu o servidor Behemoth como “o servidor brasileiro”, de modo que hoje em dia todo mundo que quer começar a jogar em algum momento já ouviu falar que “tem que fazer o personagem no Behemoth”. Essa é uma mentalidade que vai continuar por um tempo mesmo criando um servidor na América do Sul. Temo que correria o risco desse servidor fique vazio como o Dynamis e o Materia.”

eiko final fantasy
Personagem de Eiko em Final Fantasy XIV

“A falta de localização oficial em português complica a vida dos jogadores brasileiros não apenas para entender o texto dentro do jogo, mas para utilizar todos os recursos extra-jogo dele. O suporte oficial, o fórum, tutoriais e os patches de atualização do jogo não possuem tradução oficial para português brasileiro. Particularmente as formas de instalar o jogo, registrar chaves e pagar a mensalidade já são um tanto… burocráticas e complicadas mesmo para quem fala um dos quatro idiomas oficiais (Inglês, Francês, Alemão ou Japonês), então imagine alguém que não sabe nenhum desses idiomas tentando entender algo tão importante como instalar o jogo??? Quando fiz os tutoriais de pagamento para a Moogle’s Cave, eu mesma achei que as instruções oficiais em inglês deixam um pouco a desejar na clareza. Todos os tutoriais que escrevi para o site foram feitos com base em pesquisa e experiência pessoal minha testando todas as formas possíveis de pagamento (no momento apenas o tutorial de pagamento e instalação do Xbox foi feito com base apenas em pesquisa, pois não tenho essa versão para testar). Enfim, se a pessoa não consegue nem instalar ou pagar a mensalidade isso já é um grande obstáculo, afinal sem entender isso ela nem vai conseguir jogar! Hoje em dia com o free trial cobrindo o jogo base e duas expansões acho que permitiu muitos brasileiros a jogar o jogo até certo ponto, já que tem bastante conteúdo que agora é acessível de forma gratuita. Mas se a pessoa quiser ter acesso a todas as expansões atuais essa parte de instalação e pagamento da mensalidade é um ponto crucial que requer atenção.”

Você pode encontrar a Eiko e seus desenhos MARAVILHOSOS em seu instagram.

Por outro lado, Aki, que interage mais com o lado hardcore da comunidade de Final Fantasy XIV, comentou sobre problemas já bem conhecidos por mim e outros raiders experientes do game, que sofremos rotineiramente com o ping alto e todos as adversidades causadas por ele, apesar de acreditar que a comunidade acaba superando esses problemas ao serem colocados na balança.

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Personagem de Aki em Final Fantasy XIV

“O ping é um problema mas com uso de VPN resolve muito bem a estabilidade, mas tem um custo por fora que acaba onerando, mas assim tem opções bem viáveis e baratas no mercado, o que torna isso uma opção interessante. Para iniciantes, (o ping) será uma grande barreira, mas acredito que o FFXIV por ser um jogo maravilhoso e com uma comunidade que acolhe bem os novos jogadores, imagino que isso é pequeno do lado do benefício de jogar o FFXIV pode trazer.”

“A comunidade do FFXIV é a melhor que já encontrei, por isso não consigo abandonar o jogo. Apesar de enfrentar inúmeros problemas, ela é a mais calorosa e aceita múltiplas culturas. Não é tão unida como antigamente, o que era esperado dado o tamanho que o jogo tomou, mas manteve a cultura de acolhimento muito boa.”

No que diz respeito a possíveis soluções a esse problema, Aki não é muito fã da ideia da abertura de servidor LATAM, acreditando que um novo data center por aqui acabaria separando a comunidade.

“Poderia até instalar um servidor no BR, mas sinceramente é um movimento que eu acho não necessário. Acho que isso acabaria com certa magia de união da comunidade.”

Você pode conhecer a Baitzkrieg, uma comunidade voltada para jogadores interessados nos conteúdos high-end como savages e ultimates clicando aqui.

FFXIV PUB Patch7.4 23
Final Fantasy XIV no Brasil: uma comunidade movida por paixão, drama e superação de adversidades 12

As vésperas do anúncio da versão 8.0, Final Fantasy XIV se caminha para um momento importante de sua trajetória de mais de 10 anos, chegando no fatídico momento em que o game precisará se revitalizar mais uma vez para se manter como um dos grandes jogos do gênero. Mas mesmo com tantos problemas, uma constante sempre volta a tona: o quão incrível é a comunidade brasileira de FF XIV.

É nítido que a comunidade brasileira de Final Fantasy verdadeiramente abraçou o game, e apesar de todos os problemas com localização e servidores, o amor por Eorzea e a comunidade criada ao redor do game serão por vários e vários anos o principal motivo para que boa parte desses jogadores mantenham suas assinaturas ativas.

Seja você um jogador interessado apenas na história ou um jogador hardcore de MMOs que ouviu falar nas Ultimates e está em dúvida se deveria ou não finalmente dar uma chance a Final Fantasy XIV, a comunidade brasileira com certeza terá uma party que te receberá de braços abertos e te auxiliará em sua jornada por Eorzea.

Tags: Final Fantasy XIV
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Apaixonado por RPGs e jogos de luta, em especial Final Fantasy, NieR, Shin Megami Tensei/Persona e Street Fighter. Amante de boas histórias e porradaria.

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