A Sony fechou o State of Play desta semana com a maior surpresa da apresentação: o anúncio de God of War Laufey, próximo capítulo de uma das franquias mais importantes do PlayStation. O título, confirmado para PS5, ganhou cerca de 20 minutos de gameplay ininterruptos e revelou uma mudança histórica. Pela primeira vez na série, o protagonista jogável não será Kratos, mas sim Faye, esposa do espartano e mãe de Atreus.
A premissa parte da morte de Faye, evento que já abria God of War de 2018 com sua cremação. Em God of War Laufey, ela desperta em Everywhen, o além-vida dos deuses, e descobre que os planos que havia traçado para proteger Kratos e Atreus estão ameaçados. Para garantir a segurança da família, a guerreira precisa enfrentar divindades de diferentes mitologias enquanto busca um caminho de volta. A personagem é interpretada pela atriz Deborah Ann Woll, e a jornada conta com dois companheiros inusitados: Phranque, um cubo cósmico de personalidade séria dublado por Jack Quaid, e Rue, uma guardiã encantada vivida por Perlina Lau.
A troca de protagonista, no entanto, dividiu opiniões. Logo após o encerramento da apresentação, parte da comunidade reagiu com desconfiança, argumentando que God of War seria uma série indissociável de Kratos. Alguns comentários questionaram a decisão de manter o nome da franquia sem o deus da guerra no centro da história, e o desconforto rapidamente ganhou força nas redes sociais.
Kratos continua no centro da franquia

Para acalmar os ânimos, a PlayStation publicou em seu canal oficial uma entrevista entre Cory Barlog, chefe criativo da Santa Monica Studio, e Ariel Lawrence, diretora de God of War Laufey. A conversa serviu justamente para esclarecer o futuro do espartano e o papel do novo projeto dentro do universo da série.
Lawrence, que retornou ao estúdio em 2021 para liderar o desenvolvimento de Laufey, admitiu ter ficado surpresa ao saber que o jogo giraria em torno de Faye. Ela imaginava que assumiria mais um título estrelado por Kratos e que passaria boa parte da carreira contando as histórias do personagem. A diretora explicou que o foco em Faye faz parte de um esforço maior para expandir o universo de God of War e dar espaço a figuras além do protagonista tradicional.
Barlog respondeu diretamente à preocupação dos jogadores. Para ele, Laufey representa uma ampliação do universo, não a substituição da figura histórica da franquia. O chefe criativo afirmou que Faye, embora traga algo diferente, integra um panorama mais amplo que o estúdio deseja explorar, com vários personagens distintos. Em seguida, fez questão de cravar que sempre existirão jogos com Kratos ao longo da história da série. Lawrence reforçou a posição, dizendo que a equipe não consegue resistir à vontade de continuar contando histórias sobre o grandão.
Apesar das garantias, nenhum detalhe foi revelado sobre quando ou como novos títulos centrados em Kratos chegariam, além do Remake anunciado. A própria conta oficial da Santa Monica Studio reforçou o recado nas redes sociais, classificando Kratos como o deus da guerra e prometendo muitas histórias ainda por vir. O posicionamento ajudou a conter parte da reação negativa, ainda que críticos veteranos da indústria, como David Jaffe, criador original da franquia, tenham se manifestado de forma dura contra a nova direção.
God of War Laufey é uma expansão?
A aposta em novos protagonistas se encaixa em um movimento que a Santa Monica Studio já vinha desenhando. A série, criada há mais de duas décadas, transformou Kratos de um vingativo deus da guerra grego em uma figura mais reflexiva ao longo da saga nórdica iniciada em 2018. Ao final de Ragnarök, o personagem se vê novamente distante de Atreus e passa a assumir um papel mais voltado à reconstrução e à união dos reinos, o que abre espaço para o estúdio explorar outras perspectivas dentro do mesmo universo.
God of War Laufey também chama atenção por sua proposta de jogabilidade. Segundo a Santa Monica Studio, a experiência combina o movimento e a fluidez da era grega com a construção de mundo e os laços narrativos da era nórdica, resultando em um combate descrito como rápido e agressivo. O cenário de Everywhen, onde convivem deuses de mitologias variadas, amplia ainda mais o escopo criativo. O gameplay já mostrou encontros com divindades como Sekhmet, do panteão egípcio, e Begtse, ligada à mitologia tibetana, sinalizando que a franquia pretende ir muito além dos Nove Reinos.
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Por enquanto, God of War Laufey não tem data ou janela de lançamento confirmada, encerrando sua revelação apenas com a indicação de que o projeto segue em desenvolvimento. A quantidade incomum de gameplay exibida logo na estreia, porém, sugere que a produção está em estágio avançado, e parte do mercado já especula uma chegada em 2027. Fonte: Dexerto






