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Hora da verdade | Primeiro Battlefront 2, agora Fallout 76; o que virá depois?

Hora da verdade está de volta para mais discussão (saudável) sobre o mundo dos jogos. O assunto da vez é complicado e que deixou/deixa muita gente pistola. Mas antes de tudo, vamos explicar o que iniciou tudo isso, então vamos como Jack, o estripador, por partes.

Ato 1: Star Wars Battlefront II

Tivemos o primeiro marco importante no mundo dos jogos em 17 de novembro de 2017 com a chegada do Star Wars Battlefront II. O game chegou e trouxe a discórdia junto com ele, deixando todo mundo irritado com seu sistema pay-2-win, loot boxes e etc.

O jogo original provou que o desenvolvedor da EA, a DICE, era capaz de fundir o mundo de Star Wars com um jogo de tiro competitivo. Mas também foi uma experiência relativamente leve que os jogadores se cansaram rapidamente. A sequencia prometia não apenas um modo multiplayer maior e mais complexo, mas também a tão pedida adição de uma campanha singleplayer. No entanto, quando o jogo finalmente saiu, a conversa não era sobre jogabilidade ou se era uma melhoria significativa em relação ao original.

Em vez disso, o Battlefront II estava envolvido em polêmica, graças ao que muitos viram como um uso excessivamente agressivo de caixas de loot e microtransações, ligado a um sistema de progressão que incentivava os jogadores a gastarem dinheiro real (e muito). A resposta foi tão severa que a EA tirou todas as compras do jogo antes do lançamento do jogo, e introduziu um patch que reformulou o funcionamento da progressão.

Battlefront II não é o único jogo Triple A a experimentar esse tipo de reação. Outros títulos campeões de bilheteria, como Destiny 2 e Terra-média estavam sujeitos a controvérsias semelhantes, embora menos severas, pela inclusão de caixas de saque e várias microtransações. Como o modelo de negócios e as expectativas dos jogadores mudaram para jogos em larga escala, muitos desenvolvedores se esforçaram para descobrir como equilibrar criando uma experiência massiva e contínua com receita contínua para suportar isso.

Por mais que tivemos problemas com Battlefront 2, ele ajudou a comunidade a abrir os olhos e sempre verificar esses sistemas, que estão cada vez mais presentes nos jogos e servem para as desenvolvedoras e publishers a lucrarem ainda mais.

Ato 2: Fallout 76

Agora vamos ao caso mais recente, o caso de Fallout 76. Se por algum motivo você não sabe porque Fallout está aqui, vou explicar: ele foi lançado, mas somente uma demo, na qual um dia teremos a versão completa do jogo.

No mínimo, o jogo precisa se estabilizar. A Bethesda precisa garantir que os servidores não estejam inicializando as pessoas para a esquerda e para a direita, fazendo com que elas percam o progresso. Eles precisam continuar consertando bugs, os grandes, os que não te deixam jogar, mas os pequenos também, polindo este jogo no que deveria ter sido seu estado apropriado no lançamento.

Sabemos os planos futuros para o Fallout 76, como o aumento do tamanho, facções PvP, abertura de novos vaults e muito mais. Mas este não seria o primeiro lançamento a ver seus planos serem interrompidos por causa de uma reação negativa e vendas fracas, já que o Mass Effect Andromeda não apenas teve suas sequencias potenciais eliminadas, mas também descartou a DLC single player.

Mas o Fallout 76 parece mais com o caso de No Man’s Sky: um jogo que lentamente adicionou camadas e camadas de atualizações gratuitas para transformá-lo em algo que os jogadores realmente queriam jogar e o que esperavam.

O Fallout 76, de acordo com quem jogou, elimina a maioria dos elementos da narrativa e da história, adiciona multiplayer e aumenta a profundidade do conceito de construção de base. A completa falta de NPCs significa que as cadeias de missões single-player são mais curtas e têm muito menos profundidade.

Estes são enormes desafios, mas a dúvida é quanto tempo, mão de obra e dinheiro a Bethesda vai se comprometer com isso. A Hello Games é um estúdio muito menor e o No Man’s Sky era essencialmente seu mundo e sua reputação. A Bethesda é muito maior, e Fallout 76 é mais um projeto paralelo antes de voltar sua atenção total para Starfield e Elder Scrolls 6, seus imensos títulos futuros.

O que isso significa?

Vimos que depois de Star Wars Battlefront II a comunidade se virou para este problema e critica os métodos usados pela industria em relação as loot boxes e microtransações.

Agora, temos o Fallout 76, cheio de bugs, servidores que não funcionam a falta de conteúdo e muito mais. Fallout tem uma grande gama de fãs, que amam a série e se decepcionaram com o novo jogo. Agora o óbvio é a indignação da comunidade, pedindo melhorias ou nem comprando o jogo.

Nos dois casos temos aparece a questão da dúvida antes de comprar o jogo. Os jogadores antes de comprarem o jogo irão lembrar destes dois casos e vão se questionar se realmente vale a pena investir seu suado dinheiro naquela compra. Dúvidas sobre loot boxes e microtransações ira-o aparecer e, agora com o Fallout 76, se o jogo terá conteúdo e se vale a pena.

Isso tem um reflexo inevitável: as pré-compras tendem a ser menores. Os jogadores irão esperar por análises e comentários de quem está jogando o game para assim então comprá-lo ou não.

Ato 3: ?????

O que pode ser o próximo ato? O que pode vir a levantar dúvidas e discussões? Quais jogos que temos que no futuro podem fazer que tenhamos dúvidas para comprar ou jogar? Bem, tenho alguns palpites.

Os jogos anuais podem ser o próximo alvo de grande discussões e que podem mudar. Neste quesito temos alguns jogos AAA: FIFA, PES, Call of Duty, NBA 2K, NBA Live, F1 e muitos outros. Em si, os jogos citados dificilmente tem grandes mudanças de um ano para outro.

Eles trazem melhorias gráficas e novos modos, mas não mudanças significativas para criar lançar um novo game. O que já hoje geram discussões, mas mesmo assim esses jogos vendem muito bem. Ainda estamos “aceitando” isso. Poderíamos facilmente ter um update para a versão do ano, atualizando o que precisa e ponto, sem a necessidade de comprar um novo jogo.

Finalizando

Jogos com problemas não são ruins. Eles servem para aprendermos com jogos futuros, eles nos ensinam a termos dúvidas, a nos questionarmos sobre o que virá por aí e o que pode melhorar.

Se o ato 3 será os jogos anuais ou não ainda não sabemos, mas eles servem muito bem para discutirmos e para ver que os jogos precisam de melhorias, o mercado de jogos precisa de melhorias, antes que tudo vire uma festa. Nós somos os responsáveis em deixar tudo funcionando bem, nós somos os consumidores, nós temos a voz e podemos e devemos nos impor para termos um mercado justo e voltado para os jogadores.

Publicado em 1 de dezembro de 2018 às 08:03h.
2018-12-01 08:03:51

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