Os recentes aumentos nas assinaturas do Xbox Game Pass vêm provocando polêmica em diversos países, e o Brasil não ficou de fora. O plano Ultimate, antes cobrado a R$ 59,90, passou para R$ 119,90, um reajuste de 100% que pegou muitos consumidores de surpresa e levantou suspeitas de práticas abusivas.
O jornalista PH, do canal TVPH, decidiu investigar a fundo a questão. Em seu vídeo mais recente, ele revelou que consultou um advogado especializado em Direito do Consumidor, que apontou a possibilidade de o aumento configurar venda casada, uma prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Possível “venda casada” preocupa consumidores
De acordo com o Artigo 39 do CDC, é vedado ao fornecedor condicionar a compra de um produto ou serviço à aquisição de outro. No caso do novo Game Pass, a adição obrigatória de serviços como Clube Fortnite e Ubisoft+, usados como justificativa para o aumento, pode enquadrar-se nessa definição.
Impor um pacote sem permitir a contratação separada de seus elementos pode ferir o direito de escolha do consumidor.
Reclamação registrada no Procon de São Paulo
No vídeo, PH revelou que já acionou o Procon para que o órgão analise o caso e verifique se há irregularidades no reajuste. Ele compartilhou uma captura de tela comprovando o registro da reclamação no Procon de São Paulo.

A repercussão foi imediata. Nos comentários, muitos espectadores afirmaram que também pretendem registrar reclamações em seus respectivos estados, cobrando da Microsoft explicações sobre os novos preços e a inclusão dos serviços adicionais.
Debate sobre transparência e valorização do serviço
A principal crítica recai sobre a falta de opção. Muitos assinantes alegam não ter interesse nos novos conteúdos agregados e questionam o aumento drástico em um serviço que já vinha enfrentando mudanças polêmicas.
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Embora a Microsoft ainda não tenha se pronunciado oficialmente sobre a denúncia, o caso pode abrir um precedente importante sobre a forma como empresas internacionais aplicam reajustes e pacotes no Brasil. E agora, resta saber: a pressão popular e as reclamações no Procon surtirão efeito? Se depender da mobilização dos consumidores, o debate sobre o Game Pass ainda deve render muitos capítulos.






