A revelação de Divinity como o novo game da Larian Studios durante a The Game Awards deixou a comunidade de fãs de RPGs extremamente empolgada, já que após o sucesso de Baldur’s Gate 3, o estúdio finalmente estaria retornando para o seu próprio universo de Dark Fantasy. Durante a última semana, o CEO do estúdio e diretor de Divinity, Swen Vincke, deu algumas entrevistas para diversos portais, revelando alguns bastidores sobre o desenvolvimento e novas informações sobre o game.
Em uma dessas entrevistas, o diretor comentou que o estúdio tem feito uso de inteligência artificial para explorar ideias para Divinity, gerando uma imensa polêmica nas redes sociais, levando muitos fãs a criticarem duramente o estúdio, levando o diretor a se pronunciar sobre o assunto em suas redes sociais.
CEO da Larian garante que não irá substituir artistas por IA no desenvolvimento de Divinity

Após toda a repercussão negativa de sua entrevista a Bloomberg, o diretor de Divinity e CEO da Larian Studios publicou um pronunciamento em seu perfil na rede social X, esclarecendo que o estúdio não substituiu e não pretende substituir nenhum artista para fazer uso de IA no desenvolvimento do game. Segundo Swen Vincke, o uso de IA no desenvolvimento do game é feito unicamente “para explorar novas ideias, assim como o google e livros de arte.”
“Puta merda pessoal nós não estamos ‘indo com tudo’ ou substituindo artistas com inteligência artificial. Nós temos um time de 72 artistas dos quais 23 são artistas de conceito e estamos contratando mais.” Esclareceu Swen. “A arte que eles criam é original e estou muito orgulhoso do que eles fazem.”
“Eu fui perguntado explicitamente sobre arte conceitual e o uso de IA Generativa. Respondi que usamos isso para explorar coisas. Eu não disse que usamos para desenvolver artes conceituais. Os artistas fazem isso. E eles são de fato artistas de classe mundial.”
O diretor também se aprofundou um pouco mais para esclarecer como exatamente utilizam a IA para explorar ideias. “Utilizamos IA para explorar referências, assim como usamos o Google e livros de arte. Nas fases iniciais de ideação elas servem apenas como um esboço bruto de composição que nos substituímos com as artes conceituais reais. Não tem comparação.”
O diretor também recomendou a leitura de outra entrevista para a Game Spot de abril desse ano, na qual detalha ainda mais a forma que o estúdio utiliza Machine Learning.
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Utilização de IA em desenvolvimento de jogos tem gerado debates nas redes
Apesar de Divinity ser a bola da vez nas discussões sobre utilização de IA em games, o novo RPG da Larian não foi o primeiro alvo dessa discussão. No início do ano, The Alters foi duramente criticado pelos jogadores por ter feito uso de IA em seu desenvolvimento e não ter comunicado esse fato aos jogadores, assim como ARC Raiders, que faz uso de IA para gerar alguns diálogos no game, também sofrendo críticas de parte dos jogadores.
Até mesmo Expedition 33, o vencedor do Jogo do Ano na The Game Awards se viu envolvido em polêmicas, já que os jogadores descobriram que artes geradas por IA usadas como placeholder de texturas estavam presentes no game.






