A guerra dos exclusivos parece, um dos quesitos no qual a PlayStation liderava com uma certa folga nos últimos anos, parece estar com os dias contados, com o mercado cada vez mais se virando para a estratégia de jogos multiplataforma. Se iniciando com a popularidade do crossplay, que permitiu que os jogadores em diferentes plataformas pudessem curtir juntos os seus jogos favoritos. a Microsoft ousou ainda mais ao levar as suas franquias para os consoles além do Xbox, com franquias como Forza, Gears of War e até mesmo Halo chegando ao PlayStation.
Nem mesmo a Sony escapou dessa nova estratégia, levando Helldivers 2 ao Xbox e diversos de seus títulos first-party para o PC, como The Last of Us, God of War e Marvel’s Spider-Man.
Porém, esse novo modelo de negócios ainda enfrenta uma certa resistência por parte dos jogadores e de algumas figuras influentes da indústria, como Shawn Layden, ex-executivo da PlayStation que por muito tempo dirigiu a marca no ocidente.
Exclusivos trazem valor para a marca, acredita ex-executivo da PlayStation

Durante o mais recente episódio do podcast “Pause for Thought” no YouTube, Shawn Layden voltou a comentar sobre a importância dos exclusivos para o mercado de consoles. Segundo o ex-executivo da PlayStation, a existência de jogos exclusivos agrega valor a marca, sendo um aspecto importante do mercado.
“Eu não acho que todos os jogos tenham que ser exclusivo de algum console, eu não acho que todos os jogos deveriam ser exclusivos dos consoles, mas eu aceito o fato de que se você vai ter plataformas de companhias, como Sony e Nintendo – e a Microsoft está atualmente mais no ‘Xbox em todos os lugares’ de qualquer forma – tem um grande valor para a marca em ter fortes exclusivos.”
Shawn utilizou a franquia Mario como exemplo, citando o que poderia acontecer caso o bigodudo desse as caras no PlayStation. “Se Mario começar a aparecer no PlayStation seria o fim do mundo, certo? Cães e gatos vivendo juntos. E o mesmo vale para Nathan Drake e Uncharted. Eles fazem a plataforma cantar.” Layden ainda concluiu, dizendo que jogos multiplataforma “compoem o menor denominador comum”, enquanto exclusivos são uma ótima desculpa para “levar tudo ao máximo.”
A estratégia de partir para lançamentos multiplataforma tem sido adotada por cada vez mais publishers, como a Square Enix, que parece ter rompido suas parcerias de exclusividade com a Sony para a franquia Final Fantasy. Como resultado, Final Fantasy XVI chegou aos consoles Xbox, e Final Fantasy VII Remake marcará a sua estreia no Nintendo Switch 2 e nos consoles da Microsoft em janeiro do ano que vem, juntamente a promessa de seus produtores em levarem toda a trilogia para todos os consoles.
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O próximo lançamento exclusivo do PlayStation, Saros, chega ao PS5 no dia 20 de março de 2026.
Fonte: Games Radar






