O primeiro teaser do novo filme de Resident Evil acaba de ser divulgado pela Sony Pictures, e ele já deixou claro que esta produção não será mais uma releitura das histórias que os jogadores já conhecem de cor. Dirigido por Zach Cregger, nome que ganhou destaque no cinema de terror com Noites Brutais e A Hora do Mal, o longa aposta em uma perspectiva completamente inédita dentro do universo da franquia, e o próprio diretor explicou os motivos por trás dessa escolha criativa.
O teaser acompanha Bryan, um entregador médico interpretado por Austin Abrams, preso em Raccoon City exatamente quando o caos provocado pelo T-vírus começa a consumir a cidade. Nenhum Leon Kennedy, nenhuma Jill Valentine. Apenas um homem comum tentando sobreviver a uma noite que, para ele, nunca deveria ter acontecido.
Por que não recontar a história dos jogos do Resident Evil
Em entrevista ao Blog Oficial do PlayStation, Cregger foi direto ao ponto ao explicar sua abordagem. Para ele, tentar adaptar a jornada de Leon S. Kennedy para as telas seria um caminho sem saída criativa. “Não tem como vencer se eu for contar a história do Leon, porque os jogos fazem um trabalho ótimo. Seria meio redundante e, no fim das contas, decepcionante”, afirmou o diretor. A declaração não é uma crítica ao personagem ou à franquia. Pelo contrário, ela revela um profundo respeito pelo material original e pela experiência que os jogos proporcionam.
Cregger reiterou mais de uma vez na mesma entrevista que seu filme é uma história nova ambientada no universo de Resident Evil, posicionada em paralelo aos eventos de Resident Evil 2, sem romper com o cânone estabelecido pelos jogos. “É uma história alternativa que se passa na periferia da história do herói, que poderia estar acontecendo sem necessariamente quebrar o universo que os jogos estão contando”, explicou. A narrativa segue Bryan de um ponto A a um ponto B em uma missão de entrega, mas com Raccoon City desmoronando ao seu redor.
O diretor também reconheceu que parte do público só ficará satisfeita com uma adaptação direta dos jogos, e demonstrou sensibilidade em relação a isso. “Me sinto muito sensível ao falar sobre o filme em nome dos apreciadores do jogo. Porque acho que alguns só vão ficar felizes se eu contar a história dos jogos. E não estou fazendo isso, porque sinto que não faria justiça. Sinto que os jogos fazem um trabalho ótimo em contar essa história”, disse Cregger.
O Universo de Resident Evil permanece intacto

Apesar da história original, o filme não abandona o DNA da franquia. Cregger deixou claro que o universo construído pela Capcom ao longo de décadas está muito presente na produção. Raccoon City, a Umbrella Corporation, o T-vírus e a atmosfera de terror e sobrevivência são elementos centrais do roteiro. “O mundo de Resident Evil é que esse T-vírus, pelo qual a Umbrella Corporation é responsável, causou uma terrível fuga de mutantes zumbis. E as coisas estão completamente descontroladas. Esse é um playground muito divertido para mim”, afirmou o diretor.
As filmagens foram realizadas em Praga, na República Tcheca, onde os cenários europeus foram transformados em uma versão fria e nevada de Raccoon City, ambiente visível no teaser e que difere bastante da representação tradicional dos jogos. Cregger também revelou que trabalhou o enquadramento das câmeras de forma a simular a perspectiva de um jogo em terceira pessoa, com planos sobre o ombro do protagonista que lembram as mecânicas dos títulos mais recentes da série. A inspiração visual e narrativa vai além de Resident Evil 2, com referências a Resident Evil 4 e elementos monstruosos inspirados em Resident Evil 6.
O elenco conta com Paul Walter Hauser, Kali Reis, Zach Cherry e Johnno Wilson ao lado de Abrams. O roteiro é assinado pelo próprio Cregger em parceria com Shay Hatten, conhecido pelo trabalho na franquia John Wick. Com orçamento de 80 milhões de dólares, trata-se da produção mais cara já dirigida por Cregger, desenvolvida com o envolvimento direto da PlayStation Productions como coprodutora.
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O novo filme de Resident Evil chega aos cinemas em 17 de setembro de 2026. Com uma abordagem que respeita os jogos sem depender deles para existir, a produção tem potencial para inaugurar um novo capítulo mais sólido da franquia nas telas. Se Cregger conseguir entregar a tensão e o horror que seus trabalhos anteriores prometem, os apreciadores da série podem finalmente ter a adaptação cinematográfica que tanto esperavam.






